11 jun - 2020 • 19:30 > 11 jun - 2020 • 22:30
11 jun - 2020 • 19:30 > 11 jun - 2020 • 22:30
Matrizes africanas do
samba urbano carioca ou "O Negro no
Rio Janeiro e sua tradição musical" – uma homenagem a Nei Lopes
Esse curso tem como propósito discutir o papel central das comunidades diaspóricas africanas, especialmente as de origem centro-africana, nos processos de formação da cidade do Rio de Janeiro e seus desdobramentos no desenvolvimento do chamado samba urbano carioca no início do séc. XX. O curso pretende ser também uma homenagem a Nei Lopes, importantíssimo sambista e intelectual carioca, um dos maiores pesquisadores e pensadores da história da diáspora africana nas Américas. Assim, tendo sempre como balizas obras de referência de sua vasta produção científica, literária e musical o curso abordará várias questões pertinentes a história social das culturas negras no Rio de Janeiro, bem como na região Sudeste do Brasil. O objetivo é refletir sobre a diáspora africana na antiga capital do país, tendo em vista a importância primordial de seus legados civilizatórios, artísticos e filosóficos no complexo universo de musicalidades e culturas vinculadas aos processos de gênese do samba urbano carioca. Para isso serão debatidos resultados de uma investigação histórica em curso sobre os processos de transformação, (re)criação e incorporação destas musicalidades africanas, tendo em vista a agência histórica (cri)ativa destes músicos africanos escravizados e de seus descendentes que em diáspora disputaram com as classes dominantes brancas os fundamentos das concepções de identidade nacional e modernidade construindo assim as músicas populares contemporâneas do Brasil e das demais Afro-Américas.
Programa do curso:
· Aula 1 (11/06): Nei Lopes, o jongueiro cumba que nos demanda e nos desata - Apresentação do curso, da trajetória intelectual do homenageado e dos demais autores e referenciais teóricos do curso
Obras do autor homenageado: LP - A Arte Negra de Wilson Moreira e Nei Lopes (1981); O Samba na realidade: A utopia da ascensão social do sambista (1981); LP - Negro Mesmo (1983)
· Aula 2 (16/06): O Rio de Janeiro e as sociabilidades afro-brasileiras: Transformações do espaço urbano em sobreposições cartográficas - Apresentação de ferramenta digital
Obras do autor homenageado: Guimbaustrilho e outros mistérios suburbanos (2001); Dicionário da Hinterlândia Carioca (2012); O Preto Que Falava Iídiche (2018)
· Aula 3 (18/06): Rio de Janeiro capital do Atlântico Negro – As rotas da diáspora africana no sudeste escravista (sécs. XVIII-XIX)
Obra do autor homenageado: Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana (2004)
· Aula 4 (23/06): Na cidade das nações diaspóricas – ‘Angolas’, ‘Congos’, ‘Monjolos’, ‘Minas’ e ‘Moçambiques’ no Rio Janeiro do século XIX
Obra do autor homenageado: Bantos, malês e identidade negra (1988); Mandingas da ‘Mulata Velha’ na Cidade Nova (2009)
· Aula 5 (25/06): O Rio de Janeiro dos ‘muçurumins’ (muslims): Da comunidade religiosa do imã Al-Baghdádi ao Alufá Espinguela da Mangueira (sécs. XIX-XX)
Obra do autor homenageado: Islamismo e Negritude – com João Baptista M. Vargens (1982)
· Aula 6 (30/06): Em busca da macumba carioca – Dos ngangas centro-africanos ao Omolokô de Tata Tancredo
Obras do autor homenageado: Novo Dicionário Banto do Brasil (2003); Kitábu – O livro do saber e do espírito negro-africanos (2004)
· Aula 7 (02/07): Candombes, cucumbis e congos – Reinado, ritos e sociedades centro-africanas nos espaços públicos do Rio de Janeiro do séc. XIX
Obra do autor homenageado: O Negro no Rio Janeiro e sua tradição musical (1992); Novo Dicionário Banto do Brasil (2003); Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana (2004)
· Aula 8 (07/07) e aula 9 (09/07): Instrumentos e musicalidades africanas no Rio Janeiro (sécs. XVIII-XIX)
Obras do autor homenageado: O Negro no Rio Janeiro e sua tradição musical (1992); Novo Dicionário Banto do Brasil (2003); Partido-Alto Samba de Bamba (2005)
· Aula 10 (14/07): O "paradigma" é do Estácio? Historicizando agências, agentes e narrativas sobre a formação do samba urbano carioca
Obra do autor homenageado: Dicionário da História Social do Samba – com Luiz Antonio Simas (2015)
Professor:
Rafael Galante é historiador e etnomusicólogo. Mestre e doutorando em História Social pela Universidade de São Paulo, onde está realizando a pesquisa: “Iconografia musical do Atlântico Negro: Brasil - África Central e Austral, um inventário analítico (Sécs. XVI-XIX)”. Em 2014 esteve como professor visitante do Departamento de Português e Espanhol da Univ. Smith College, em Massachusetts, EUA e no segundo semestre de 2017 esteve como pesquisador visitante no departamento de História da Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo, Moçambique. Já realizou cursos sobre seus temas de pesquisa em diversas instituições culturais públicas e privadas, dentre elas o Museu de Arte de São Paulo (MASP), Fundação Ema Klabin, Centro de Pesquisa e Formação do SESC-SP, Acervo África, Centro Cultural Vale Maranhão, Universidade Eduardo Mondlane, Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Realizou pesquisas de campo sobre musica, religião e cultura popular em comunidades quilombolas e tradicionais do Brasil, de Cuba e de Moçambique, investigando sempre a presença cultural africana nos processos históricos de formação das culturas musicais e identidades afro-diásporicas no âmbito do espaço atlântico.
Início: 11/06/20 - Final: 14/07/20
(Todas as Terças e Quintas – das 19:30h as 22:30h - Carga horária total: 30hrs de curso (10 aulas de 3hrs)
OBS: As aulas não serão gravadas!!
POLÍTICA DE BOLSAS: 30% do total de vagas do curso serão destinadas a bolsas integrais para alunos autodeclarados negros com perfil socioeconômico de baixa renda ou jovens educadores de projetos sociais/ONGs que trabalhem principalmente com a promoção da cultura afro-brasileira. Para candidatar-se a bolsa enviar até o dia 08/06 e-mail com mini-bio e carta de intenção para: [email protected] Os selecionados receberão até o dia 10/06 um email com as instruções para a matrícula.
SOBRE AS AULAS: Elas acontecerão por meio da plataforma ZOOM, os alunos receberão por email o link de acesso da sala de aula virtual. No entanto, para assistir o curso no pc (preferencialmente) ou no celular os alunos precisarão ter o programa da plataforma instalado previamente.
ATENÇÃO: por questões de conferência dos dados a plataforma do Sympla não aceita pagamentos por meio de boleto com menos de 5 dias úteis do dia de início do curso.
Imagem de capa:
“Macumba no Mato” – Heitor dos Prazeres (1898-1966) – Óleo sobre tela, Rio de Janeiro (1960), coleção particular.
Você poderá editar o participante de um ingresso apenas uma vez. Essa opção ficará disponível até 24 horas antes do início do evento.
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Mukanda Cultural
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