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WS Composição fotográfica A Arte do (Re)conhecimento - Marcela Bonfim

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WS Composição fotográfica A Arte do (Re)conhecimento - Marcela Bonfim

30 jun - 2022 • 09:00 > 01 jul - 2022 • 09:00

Evento encerrado

WS Composição fotográfica A Arte do (Re)conhecimento - Marcela Bonfim

30 jun - 2022 • 09:00 > 01 jul - 2022 • 09:00

Evento encerrado

Descrição do evento

O WS ACONTECERÁ NOS DIAS 30 DE JUNHO E 01 DE JULHO DE 2022 NA SEDE DA UNOPAR QUIXERAMOBIM

Trata-se de uma composição imagética que busca aproximar os
agentes/autores das possíveis mensagens ou códigos que uma
imagem representa, e transmite, a partir de suas experiências e da
própria condição de reconhecer-se no processo, e nas estórias que
envolvem a fotografia (vital ou letal) do espaço, do tempo, do
imaginário e da memória de cada um de nós.

1. Primeiro dia - 4 horas: Envolve saída de campo/ conversas/
escolha do mote / re-conceitos/ retratos /
Produção - evento: Cada participante escolherá uma
imagem deste campo para impressão em Lambe-lambe

2. Segundo dia - 4 horas: Envolve composições / recomposições /
e montagem da composição na rua / registro da composição
3. Pós-produção - Marcela: Composição da narrativa online para
visitação / plataforma


Conheça Marcela Bonfim |

Sabemos de fato quem somos? Quantas vezes nos olhamos no espelho e identificamos ali nossos traços ancestrais? Algumas pessoas criam uma imagem que não as representam, mas que são aceitas pela sociedade ou por vezes preferem, simplesmente, quebrar o espelho e não se encarar. Muitas vezes esse espelho foi quebrado pela fotógrafa Marcela Bonfim, paulistana da cidade de Jaú, 38 anos, hoje reconhecida como mulher negra e moradora na cidade de Porto Velho, em Rondônia há 11 anos.

Formada em economia pela PUC-SP a militante pela causa das populações negras e povos tradicionais era outra Marcela até os 25 anos. Ela se considerava uma negra embranquecida, acreditava no discurso da meritocracia. Ouvia dos pais que se estudasse conseguiria ter um bom emprego e ser feliz. Também baseado nesse discurso criticava as políticas de ações afirmativas, como as cotas raciais, e dizia que eram mais uma demonstração de preconceito e racismo, palavra essa que não enxergava dentro da sua realidade.

Marcela vestia por cima da pele alguns disfarces para ser aceita. Na turma do colégio recebeu o título de a mais engraçada, era a palhaça da sala de aula, a mais risonha, e assim a economista levou a vida. Acreditou em um mundo possível, com portas abertas e livre circulação, sem nenhum impedimento. Mas ela se enganou e foi durante a busca pelo primeiro emprego que o mundo dela ruiu e os disfarces não funcionavam mais, a cor da sua pele agora estava amostra.

Já em Rondônia, para enfrentar sua negritude, Marcela comprou uma máquina fotográfica, em 2012, e começou a fotografar homens, mulheres, crianças, jovens e velhos negros e negras na Amazônia em comunidades quilombolas, rituais de terreiros de candomblé, festejos religiosos, penitenciárias. O registro também buscou retratar o negro em seu emprego, na grande maioria exercido em atividades domésticas.

As lentes também captaram a resistência pela preservação da cultura e costumes e a beleza da estética negra. A fotografia foi um resgate da própria identidade de Marcela enquanto mulher negra e foi na Amazônia que ela “enfrentou” a cor de sua pele.

Referências da oficina:
https://www.fotografiaemtempoeafeto.com/
https://www.amazonianegra.com.br/
https://www.madeiradedentro.com/
https://www.fotospararondonia.com/

Política do evento

Edição de participantes

Você poderá editar o participante de um ingresso apenas uma vez. Essa opção ficará disponível até 24 horas antes do início do evento.

Saiba como editar participantes

Local

R. Dr. Monteiro Filho, 130

Rua Doutor Monteiro Filho, 130 Centro

Quixeramobim, CE

Termos e políticas

Sobre o produtor

organizer

Qxas 2022

QXAS - Festival de Fotografia do Sertão Central é um festival de difusão e formação e da fotografia brasileira, realizado nas cidades de Quixeramobim (CE) e Quixadá (CE), que realiza uma programação diversificada de formação, exposições, encontros, projeções, vivências, leituras de portfolios, intervenções urbanas e muitas trocas. Tem o objetivo de promover o intercâmbio entre a fotografia cearense e a produção contemporânea brasileira nos campos da expressão e do conhecimento.

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