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Seminário “Leituras & Ações Feministas” Constância Lima Duarte

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Evento encerrado

Seminário “Leituras & Ações Feministas” Constância Lima Duarte

Teatro da Cidade - Belo Horizonte, MG
05 de agosto de 2019, 19h-21h

Inscrição

Seminário “Leituras & Ações Feministas” com C 
Grátis
Inscrições até 05/08/2019
Encerrado

Descrição do evento

Próximo Seminário Leituras & Ações Feministas”, realizado pelo Movimento Quem Ama Não Mata, vai discutir o memoricídio feminino no campo intelectual

O Movimento Feminista Mineiro Quem Ama Não Mata (QANM), dando prosseguimento às suas atividades político-culturais contra toda forma de violência à mulher, realiza o Seminário Leituras & Ações Feministas com a palestra “Memoricídio: o apagamento da história das mulheres na literatura e na imprensa”. A convidada da vez é a professora doutora e pesquisadora da UFMG Constância Lima Duarte, em 05 de agosto, segunda-feira, às 19 horas, no Teatro da Cidade. Entrada gratuita, com inscrições pelo sympla.

“Memoricídio é o nome deste apagamento deliberado da história das mulheres, promovido pelo corporativismo masculino de professores, editores, jornalistas - intelectuais de maneira geral", denuncia a próxima palestrante do   Leituras & Ações Feministas, já dando o tom de sua abordagem, em formato de dívida intelectual e histórica em relação às primeiras mulheres escritoras no Brasil. E é esse sentimento de luta e paixão pelo resgate da memória feminina que move a pesquisadora feminista Constância Lima Duarte, há mais de 30 anos. Ela vai discutir sobre as relações entre feminismo, literatura e imprensa no Brasil, no contexto do que ela denomina “memoricídio feminino”.

É contra esse apagamento intelectual de gênero que Constância Duarte tem se dedicado à pesquisa dos traços das mulheres na literatura e na imprensa, cujo objeto de pesquisa levou-a à sua grande paixão intelectual, Nísia Floresta, escritora do Rio Grande do Norte, que viveu em vários estados do Brasil e países da Europa, e escreveu cerca de 15 obras, a metade em inglês, francês e italiano. Por isso, a pesquisadora vai falar dessa história apagada, mas renascida pelo esforço de pesquisadoras feministas, a exemplo de Nísia Floresta (personagem de diversos livros publicados pela palestrante) que, como tantas outras, foram mulheres com consciência da exceção que representavam e dedicaram a vida para falar das outras mulheres mantidas na escuridão da ignorância.

Eis a importância da palestra “Memoricídio: o apagamento da história das mulheres na literatura e na imprensa” ao abordar a história do feminismo no Brasil narrada pela participação da mulher na imprensa e na literatura, do século XIX até os dias atuais. De fato, durante quase 4 séculos, foi vedado às mulheres brasileiras o direito de estudar, de se alfabetizar, de desenvolver seu capital intelectual. Mas, após a conquista das primeiras letras, em 1827, as mulheres não pararam mais de escrever e publicar, enfrentando todos os obstáculos.

Constância Duarte, desde que se formou em Letras, pela UFMG, em 1973, tem direcionado seu esforço intelectual, no mestrado, doutorado e em três pós-doutorados, a levantar essa vasta produção intelectual (romances, poesias, crônicas, ensaios, escritos militantes), isto é, tudo que ficou tantos anos soterrado, esquecido, pois “as mulheres morriam e levavam consigo suas obras", conta a pesquisadora, que publicou artigos e livros sobre a produção intelectual feminina e feminista dessas mulheres que tiveram de enfrentar uma sociedade patriarcal violenta para alcançar o direito de se expressar, cujos registros quase se perderam na história.

Entre outras importantes obras da palestrante estão dois dicionários sobre essas escritoras e jornalistas, sua militância, nos século XIX e outro no século XX (a ser publicado), além, de uma biografia sobre Nísia Floresta. Os estudos da professora e também integrante do Movimento Feminista Mineiro Quem Ama Não Mata (QANM) abarcam desde as primeiras autoras até a escrita de Conceição Evaristo que, segundo ela, dá uma original contribuição à literatura brasileira ao trazer o feminismo negro e sua noção de interseccionalidade, que junta gênero, raça, etnia e classe.

Sobre o produtor

Movimento Quem Ama Não Mata

O Quem Ama Não Mata (QANM) é um movimento mineiro feminista que, por meio de atividades político-culturais, denuncia toda forma de violência contra a mulher. o QANM surgiu em 1980, de um ato público no adro da Igreja São José, em Belo Horizonte. Foi reeditado em agosto de 2018, com um outro ato político, na Praça Afonso Arinos e, desde então, vem ganhando, novamente, repercussão nacional, com exposição, aulas, mostras, poesias feministas, teatro e seminários.

Local

Teatro da Cidade
Rua da Bahia, 1341, Centro
Belo Horizonte, MG

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