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Emily Freitas

Sobre o produtor

Emily Freitas, artista visual e arte educadora, trabalho com tintas naturais em busca da valorização de saberes ancestrais desse território por meio da arte como expressão e registro. Minha poética é o reforço do meu caminhar espiritual, que aprendo em constância com meus ancestrais. Descendo do coração de almas que em sua vida terrena praticavam os conhecimentos das tintas naturais por meio da cultura popular de Minas Gerais, sendo elas: bordadeiras, tecelãs, costureiras, artesãos e alfaiates. “Minha avó colhia todos os anos terra branca e amarela para fazer pinturas em sua casa e através do meu trabalho cultivo as raízes de meus ancestrais, presentes em meu sangue e espírito”. 

Pesquisadora de Pigmentação Natural, desenvolveu junto com líderes indígenas Guarani Mbya de São Paulo e do Paraná o projeto intitulado “Pinturas Ritualísticas da Cultura dos Guarani Mbya: Pigmentação Natural”, com tradução em Português e Guarani Mbya.  Idealizadora da marca Tintas do Fruto, com ênfase em oficinas de tingimento natural, tintas naturais e impressão botânica. Conduziu oficinas na Universidade de São Paulo - USP para a turma de moda, técnica em impressão botânica, Escola Waldorf - Serra Grande, Bahia, técnica em impressão botânica, tinta de cacau, tintas naturais e tingimento em tecidos, Casa de Cultura da Aldeia Yvy Porã - Jaraguá, São Paulo, técnica de tintas naturais, Quilombo da Fazenda - Ubatuba, São Paulo, técnica em tinta de cacau, Festival Solano Trindade - Tenda Greenpeace, São Paulo, técnica em tintas naturais, Casa Tucupi - São Paulo, oficina de arte indígena com Yaka Sales HuniKuin e Isadora Kerexu , técnica em tinta aquarela, Coalizão Pelo Clima Masp - São Paulo, técnica em tintas naturais. Assinou alguns trabalhos com Direção de Arte para o coletivo Quebramundo - Grajaú, São Paulo, clipe da cantora Denise Alves - Afrika e desfile de moda no terreiro Asé Ylê do Hozoouane em Parelheiros, São Paulo. Integrante do coletivo Terra Coletiva, artistas latino americanos que pintam com terra e coletivo Pé de Barro, com o objetivo de democratizar os conhecimentos das tintas naturais em periferias e comunidades tradicionais.                                         

“Trabalhar com pigmentos naturais é permear pela minha história espiritual (adotiva) e sanguínea, entendendo a força da nossa ancestralidade. Hoje, reconheço que esse conhecimento já era utilizado pelos meus ancestrais e através deles honro meus antepassados”.


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