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O Quiosco Cultural nasceu do encontro poético e
inquieto entre André Fernandes e Kauê Fernandes — dois artistas-educadores que
entrelaçam trajetórias e afinidades para transformar o ateliê em território
vivo de pesquisa, criação e partilha.
A história do Quiosco se escreve a partir da própria vida de
André, artista-pesquisador com longa trajetória em arte, educação e curadoria,
que sempre dedicou seu trabalho à descentralização da cultura e ao
fortalecimento do imaginário como motor de transformação social. Soma-se a isso
o olhar sensível e inventivo de Kauê, artista-educador e experimentador das
linguagens gráficas, que traz no corpo a experiência do fazer e a escuta dos
materiais, conectando arte e vida em uma pedagogia das sensações.
Fundado como um ateliê itinerante, o Quiosco Cultural
propõe deslocamentos: levar a cultura de ateliê para escolas, universidades,
centros culturais, SESCs, ONGs e espaços onde a arte nem sempre chega. É
movimento e travessia, adaptando sua estrutura para habitar diferentes
territórios e provocar encontros entre crianças, jovens, pessoas educadoras e
grupos intergeracionais.
Seu grande campo de ação está nas artes visuais, sobretudo
na gravura contemporânea e na estamparia, exploradas em diálogo com outras
linguagens artísticas e com a materialidade dos lugares: papel, tecido,
madeira, superfícies urbanas e elementos naturais. As propostas metodológicas
do Quiosco valorizam o protagonismo dos participantes e a experimentação,
entendendo o ateliê como espaço de pesquisa, invenção e encantamento.
Além das oficinas e cursos, o projeto desenvolve ações
formativas e programas especiais de mediação cultural, aproximando arte,
território e sociedade. Nesse percurso, reafirma a arte como campo expandido de
experiências, como gesto político e poético, como forma de construir comunidade
e pensamento crítico.
O Quiosco Cultural não é apenas um projeto: é um organismo
vivo em constante metamorfose, que carrega a biografia de seus fundadores e a
memória dos muitos corpos que com ele se encontram. É uma casa móvel de
invenções, onde cada oficina é semente, cada encontro é raiz, e cada criação é
folha que se espalha no vento, dando corpo a uma pedagogia do ateliê como
experiência estética, social e transformadora.