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Mostra Mão Dupla

Sobre o produtor

Mostra Mão Dupla

 

Por que unir dois monólogos aparentemente diversos numa mesma mostra? Ainda mais um monólogo sendo um drama e o outro uma comédia?

 

Talvez porque pra fazer teatro nos tempos de hoje, seja mais fácil unindo forças. Ou porque uma peça nem é “só drama” e a outra nem é  “só comédia” . Ou porque os dois artistas envolvidos nos monólogos estão celebrando quase 30 anos de parceria. Ou por que simplesmente seja mais legal fazer junto.

 

Talvez todas essas respostas sejam válidas, já que para Maristela Chelala e Daniel Warren, que lá pelos idos de 2000, saídos da escola de teatro, com ideias frescas na cabeça e no coração, começaram a dar aulas pra crianças e adolescentes. A parceria, que já existia no curso de formação profissional, se aprofundou no ato de estar na sala de aula no papel de professora e professor, além de atriz e de ator. Experimentando, achando respostas na prática, eles foram fundando um jeito de pensar sobre arte e teatro que perdura até hoje. Um jeito de pensar que permeou a criação de projetos e sonhos juntos. Foram 15 peças, ensaios, jogos, escritas e conversas que alimentavam a alma e davam coragem. Não é pouco. E cá entre nós, essa proeza de pesquisar e estar em cena, em um país onde a arte ainda é considerada perfumaria, é de fato um feito muito grande que precisa ser celebrado. E nada mais legal do que comemorar no palco, fazendo teatro, junto!

 

A mostra apresenta uma dinâmica de "temporada casada", onde o público pode experienciar dois trabalhos:

 

Dos Prazeres

 

Sozinha no palco, uma atriz obcecada por uma personagem que sonha com a própria morte e começa os preparativos para o seu funeral. Como num encontro de rios que se misturam, o monólogo entrelaça biografia e ficção. Enquanto se prepara para a morte, personagem e atriz encontram novos sentidos para a vida.

 

Pontos de Vista de um Palhaço


Um palhaço em crise, interpretado por Daniel Warren, busca ajuda em uma sessão de terapia em grupo. Este é o ponto de partida da peça, baseada no romance homônimo do escritor e dramaturgo alemão Heinrich Böll. O espetáculo, que se equilibra entre a emoção e o riso, lança luz na alteridade que está no cerne da arte do palhaço. 

 

 

Ao assistir a ambos os espetáculos, o espectador é convidado a entrar no universo dessa trajetória em comum e identificar onde cada artista se reflete, se encontra com o outro, e as peculiaridades individuais. E talvez consiga até mesmo compreender como dentro da criação existe uma intimidade única que se reconhece através do silêncio de um olhar.


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