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O Grupo Querino é formado por pessoas diversas e periféricas que acreditam, assim como Querino, na educação como oportunidade de progresso.
Manuel Querino foi um homem, negro, baiano, órfã de pais muito cedo e criado por um tutor Bacharel e professor aposentado com quem conheceu as primeiras letras.
Ainda jovem, quando morou no Piauí, foi recrutado para a guerra do Paraguai, mas por saber ler e escrever não foi para a linha de frente como muitos de seus conhecidos. Atuou como escrevente do seu batalhão e voltou vivo à Bahia.
Em terras baianas, foi pintor para custear os seus estudos e cursou humanidades como aluno fundador no Liceu de Artes e Ofícios da Bahia. Também foi desenhista geométrico, professor, político, abolicionista, militante, intelectual, jornalista, líder operário, vereador, funcionário público e depois que se aposentou começou a escrever.
Ele escreveu dois livros sobre desenho geométricos que foram usados nas escolas, um livro sobre o folclore, história da arte e sobretudo escreveu sobre personalidades negras e mestiças e seus potenciais.
Ele foi primeiro historiador da Arte Baiana, pioneiro nos estudos da antropologia culinária da Bahia e o primeiro intelectual negro a reivindicar a contribuição positiva do africano e seus descendentes na construção da sociedade brasileira.
Querino coletou fontes orais e escreveu sobre a construção de memórias e da imagem do negro, por exemplo, em seu artigo intitulado O colono Preto como fator da Civilização Brasileira (1918), ele inclui o negro como parte protagonista da história oficial.