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Curso de Atualização de Acompanhante Terapêutico

Por DRA. IEDA BENEDETTI

Conteúdos gravados

Exercícios de fixação

Certificado

O que você aprenderá

Inclusão e integração escolar; Possibilitar formação integrada de sujeitos; Formação sobre o TEA e outras síndromes

Descrição do evento

Curso de Atualização de Acompanhante Terapêutico


Coordenadores:


Dra. Ieda Benedetti: Graduada em Psicologia. Mestre em Educação pela Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita Filho (Unesp). Doutora em Educação pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Pós-Doutora em Ciências da Saúde pela Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita Filho (Unesp). Coordenadora do curso de Psicologia Fapepe/Uniesp. E-mail: [email protected]


Me. Angelo Ferro: Graduado em Psicologia. Mestre em Psicologia pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Doutorando em Psicologia Clínica pela PUC – Rio e doutorando em Psicologia Social pela USP-SP. Professor de Graduação em Psicologia Fapepe/Uniesp. E-mail: [email protected]



Introdução


O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é especificado no Manual Diagnósticos e Estatístico de Transtornos Mentais - V (DSM-V) como uma psicopatologia no campo do neurodesenvolvimento, no qual o sujeito pode ser analisado a partir de 4 frentes, a saber:


A - Déficits persistentes na comunicação social e na interação social em múltiplos contextos, conforme manifestado pelo que segue, atualmente ou por história prévia (os exemplos são apenas ilustrativos, e não exaustivos; [...]

B - Padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades, conforme manifestado por pelo menos dois dos seguintes, atualmente ou por história prévia; [...]

C - Os sintomas devem estar presentes precocemente no período do desenvolvimento (mas podem não se tornar plenamente manifestos até que as demandas sociais excedam as capacidades limitadas ou podem ser mascarados por estratégias aprendidas mais tarde na vida); [...]

D - Os sintomas causam prejuízo clinicamente significativo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo no presente. (DSM-V, 2013, p. 50).


Acerca da gravidade, o DSM-V postula que “a gravidade baseia-se em prejuízos na comunicação social e em padrões restritos ou repetitivos de comportamento (p. 50)”.

No que diz respeito às hipóteses explicativas sobre o TEA, de acordo com a literatura científica, há teorias que fundamentam hipóteses sobre a existência de alguma falha ou de algo que não se completa na constituição psíquica do sujeito, o que poderia ter ocasionado na formação do autismo. Sobre o diagnóstico do autismo, destacamos os riscos dos diagnósticos precoces e normativos, considerando que a constituição psíquica da criança ainda está em formação. E, finalmente, sobre a possibilidade de tratamento, os artigos indicam a necessidade de respeitar a singularidade da pessoa autista e sua forma de estar no mundo, buscando uma aproximação delicada e não invasiva.

Por conseguinte, o Acompanhante Terapêutico configura-se como uma possibilidade de o estudante de psicologia e o psicólogo prestar serviços à sujeitos que necessitam desse trabalho especializado a fim de melhorar - qualitativamente – a qualidade de vida do mesmo. Segundo Marco e Calais (2012), o Acompanhamento Terapêutico (AT), nestes termos, é uma proposta relativamente nova e tem sido alvo de pesquisas científicas, as quais têm crescido significativamente com muitos envolvidos, visto que sua ampla atuação tange diversas áreas da saúde. (p. 05).


É uma prática profissional que vai além do atendimento psicológico prestado exclusivamente no consultório.


A denominação Acompanhamento Terapêutico é derivada de propostas psicanalíticas. O Acompanhamento Terapêutico tem como precursores o movimento antipsiquiátrico e a psicoterapia institucional que ocorreram a partir da década de 50 na Europa e nos Estados Unidos. Enquanto na América Latina, o AT parece ter surgido no final da década de 60, em Buenos Aires, na Argentina, onde muitos psicanalistas estiveram ligados aos hospitais psiquiátricos. Contudo a prática do AT não apenas transcende a terapia de gabinete (aquela que se limita ao consultório). (MARCO & CALAIS, 2012, p. 05).


Assim, os acompanhantes terapêuticos são profissionais habilitados, orientados por psicólogos ou psiquiatras, a auxiliar os atendidos na aquisição de habilidades sociais, interação social e na busca pela autonomia. E, pensando nestas condições, postulamos que este curso de atualização visa contribuir para a formação do profissional – e do futuro profissional – que queira se especializar nesta área tão proeminente no contexto do cuidado e da saúde mental, a fim de fornecer o repertório terapêutico básico para atuar.



Justificativa:

Considerando a demanda na rede pública de pessoas qualificadas para atendimento de crianças, em especial com o Transtorno do Espectro Autista (TEA), uma vez que na cidade de Presidente Prudente - SP são mais de 80 (oitenta) estudantes com laudo, que estão matriculados na escola pública.

A partir desta necessidade objetiva, será discutido os conceitos de inclusão escolar e integração na escola.

Faz-se importante ressaltar que esta atividade configura-se como um espaço para que estudantes do curso de Graduação em Psicologia e graduação em Pedagogia, a fim de qualifica-los para este serviço. Ressalta-se a importância dessa atividade ser complementar à sua formação, uma vez que busca alinhar teoria e prática da psicologia.

O estudante estará habilitado a exercer esta atividade, contribuindo para sua formação pessoal e atendendo à esta demanda urgente da região do Oeste Paulista.


Objetivos


Objetivo Geral:

Formar acompanhantes terapêuticos aptos para o acompanhamento de crianças com necessidades especiais, dentre os quais TEA.

Objetivos Específicos:

Favorecer a compreensão da inclusão escolar e a diferenciação com a integração escolar;

Possibilitar formação integrada de sujeitos para desempenhar a função de acompanhante terapêutico;

Oferecer formação sobre o TEA e outras síndromes de modo geral.


Carga Horária:

Total de 30h;

Essa carga horária se divide em 13h (treze horas) de conhecimento teórico. Serão necessárias 7h (sete horas) de prática, ou seja, atendimento com crianças categorialmente diagnosticadas. O atendimento poderá ser feito no Núcleo de Estudos e Práticas Psicológicas Dr. Paulo Nicolau (NEPP) do curso de Graduação em Psicologia da Fapepe/Uniesp, ou em clínicas conveniadas à instituição. E, por fim, 10h (dez horas) de supervisão oferecida pelos professores do curso.



Referencial Teórico:

Por certo, o método não abarca somente o conjunto de procedimentos que são realizados em uma pesquisa, mas também aquilo que permite orientar a concepção de mundo, de sociedade e de sujeito que compreendem um objeto de estudo. Considera-se essa premissa como direção para refletir que não há possibilidade de pensar o método desprendido do objeto de estudo, e nem o contrário. Assim, o método deve ser proveniente das bases epistêmicas que orientam a pesquisa, pois a partir dele há possibilidade de entender e analisar o objeto proposto pelo pesquisador. O objeto desta pesquisa orienta-se partir da Psicanálise, em específico as concepções de Freud, Klein e Winnicott.


De acordo com Mezan (2014):

Vê-se que o território da pesquisa em psicanálise é bastante heterogêneo, indo do estudo aprofundado de uma história de vida à análise de condições que afetam determinado grupo, selecionado por faixa etária ou por algum traço comum (militantes políticos, homens vasectomizados, pacientes terminais, etc.). Alguns trabalhos examinam conceitos centrais da nossa disciplina; outros abordam mais diretamente a prática clínica, do lado do analista ou do paciente; outros ainda focalizam em estruturas psicopatológicas, relações socialmente importantes (professor/aluno, médico/paciente) ou clínica em instituições. Na vertente “Psicanálise aplicada”, temos estudos sobre literatura, teatro e artes plásticas, enquanto na vertente histórica são discutidos autores e/ou escolas importantes. (p. 535. Grifos do autor).


Assim sendo, a análise dos dados vai ser feita, também, apoiada em conceitos centrais da psicanálise, tais como como a associação livre, a transferência, atenção flutuante, holding e handling a fim de compreender melhor como aspectos centrais da pesquisa estão relacionados com o objeto pesquisado, possibilitando a conexão de fatos, situações expostas e realidade social pesquisada (NAFFAH NETO, 2006).

A análise, segundo os pressupostos de Winnicott (ano), visa preencher um vazio na vida e na história do sujeito, que de um modo ou de outro, ficou à espera de ser ocupado, preenchido. A experiência de holding (sustenção) pode proporcionar isso, inclusive para o sujeito com TEA, porque promove a regressão a um estado no qual houve essa falha básica ambiental na história do mesmo. Há possibilidade, também, de desenvolver a aprimorar a comunicação com o mundo esterno, e não somente com o mundo interno – característica comum em sujeitos com TEA – o qual o embotamento pode ser ressignificado na instauração do sentimento de realidade.

O vínculo com o Acompanhante Terapêutico pode ser uma continuidade do vínculo com os cuidadores, afinal, tudo repousa no vínculo precoce com o cuidador.



Referências:

AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, Fifth Edition (DSM-V). Arlington, VA: American Psychiatric Association, 2013.


MARCO, Mariana Nunes da Costa; CALAIS, Sandra Leal. Acompanhante terapêutico: caracterização da prática profissional na perspectiva da análise do comportamento. Rev. bras. ter. comport. cogn., São Paulo , v. 14, n. 3, p. 4-18, dez. 2012 . Disponível em < http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-55452012000300002&lng=pt&nrm=iso >. acessos em 27 abr. 2022.

MEZAN, Renato. Pesquisa em Psicanálise: algumas reflexões. In. MEZAN, Renato. O Tronco e os Ramos: estudos de história da psicanálise. São Paulo: Companhia das Letras, 2014. P. 528 – 542.

NAFFAH NETO, Alfredo. A pesquisa Psicanalítica. Jornal de Psicanálise. v.39, n.70. São Paulo, jun. 2006. p.279-288. Disponível em: < http://pepsic.bvsalud.org/pdf/jp/v39n70/v39n70a18.pdf>. Acesso em: 26 abr. 2022.



Estrutura

Público

ic-radio-activePessoas e profissionais interessadas na área de Acompanhante Terapêutico.

Política do evento

Edição de participantes

Você poderá editar o participante de um ingresso apenas uma vez. Essa opção ficará disponível até 24 horas antes do início do evento.

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Termos e políticas

Sobre o produtor

DRA. IEDA BENEDETTI

Psicóloga Clínica, MBA em Gestão com Pessoas, Mestre em Educação, Doutora em TDA/H e Déficit de Atenção e Pós Doutora em Psicossomática.

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