23 jun - 2022 • 21:00 > 23 jun - 2022 • 22:00
23 jun - 2022 • 21:00 > 23 jun - 2022 • 22:00
GESTO BRUTO
Primeiro disco de Victor.
Ator e diretor há mais de dez anos, a música sempre o perturbou as profundezas.
Com composições próprias e de Tomás Braune, Padu, Elisa Ottoni, Vanessa Garcia, Clarice Lissovsky e Rafael Lorga é que o cantor e compositor emerge à superfície para dar voz e corpo às canções que passeiam entre a densidade dos espaços abissais até o suor da música que faz a dor e o prazer dançarem no meio da rua.
A equipe do disco conta com produção executiva de Luiza Castro e Caru; Rafael Lorga na direção musical e no violão; Pedro Itan na produção musical, na guitarra e nos sintetizadores; Thomas Harres na bateria; Alberto Continentino no baixo e direção artística e repertório de Victor. Participações especiais de Juliana Linhares e Foli Griô Orquestra.
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Um release, uma apresentação ou uma carta
Victor, parece que vem vindo alguém novo por aí. Mais destemido, mais leve, mais livre e mais seguro de si e de sua garganta. Cantar sempre foi. Cantar sempre esteve. Presente. Coisa de todo dia: andando pela rua, debaixo do chuveiro, nas peças de teatro, nas rodas de samba com os amigos. O samba de véspera. Cantar como ação que revela tudo e não esconde nada. Talvez seja mesmo a voz a parte do corpo que mais se aproxima da alma. Fiquei uns dois anos mais ou menos cantando bem pouco ou quase nada antes de começar a produzir o disco, o que considero hoje ter sido uma experiência inconsciente para conseguir dimensionar o tamanho da música dentro de mim. É grande. E se tornou urgente.
O desejo de cantar profissionalmente se intensificou quando a composição também se mostrou possível, necessária, às vezes a única saída pra transformar dor ou desamor em pulsão de vida, em ar criativo que alimenta os dias. Lembro bem da sensação única que foi cantarolar a minha primeira melodia, derivando pelas ruas do centro de Floripa - até hoje ela não tem letra inclusive. E talvez não tenha mesmo… Desde então vieram outras, com e sem letra, com letra primeiro e depois melodia, com melodia primeiro e depois letra, e todo mundo junto também (tenho um certo apreço por essas que nascem bem prontinhas rs).
Em novembro de 2019, uma residência artística em Salvador chamada ‘’dispositivo em obras’’ deu a largada para que o disco viesse a se materializar. Tive tempo para olhar para as canções, decupar, terminar algumas, criar outras, conhecer canções que me mandaram, escolher. Voltei da Bahia com o processo pegando fogo.
Algo que me deixa muito feliz é cantar além de composições minhas, canções de uma geração de amigos e amigas, essa gente de teatro que faz música. Então o caminho do disco passa pelo afeto e pela amizade, de anos e anos, uma bagagem que só o tempo é capaz de formar. Aliás é o afeto um alicerce do meu trabalho e do processo criativo.
O teatro está na música que fazemos, certamente. A poética das canções, a crença que a palavra ainda pode dar conta de alguma coisa, enfim, o poder do verbo mesmo. O desejo de dizer algo quando se canta. E também, claro, o drama, a ação, essa sensação que eu amo de perceber, na voz, que alguma coisa está acontecendo dentro e fora enquanto a canção acontece. Uma música que age. Dilata espaços. Seduz corpos. Faz rir ou chorar. Acho que o teatro me traz esse chão.
Você poderá editar o participante de um ingresso apenas uma vez. Essa opção ficará disponível até 24 horas antes do início do evento.
Saiba como editar participantesRua Conde de Irajá, 90 Botafogo
Rio de Janeiro, RJ
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