14 mai - 2026 • 20:00 > 15 mai - 2026 • 21:00
14 mai - 2026 • 20:00 > 15 mai - 2026 • 21:00
Sinopse dos espetáculos
Dançar o Tempo é o espetáculo
solo de Renata Kabilaewatala, concebido como celebração de sua trajetória
artística e acadêmica. O tempo, força imperiosa e determinante, é abordado a
partir de camadas que compõem a experiência pessoal. Como o vento, ele passa,
desloca, atravessa; todavia, recai sobre o corpo, deixando marcas indeléveis. Trata-se
de um memorial dançado que evoca a potência do tempo em sua relação com o
espaço, acionando o vivido a partir de lugares-momentos que guardam histórias,
gestos e saberes relacionados às manifestações tradicionais afro-ameríndias. A
dramaturgia se constrói no ato de poetnografar o vivido no fundo de quintal, na
roda, na rua e no terreiro, compreendidos como espaços de vivência,
sociabilidade negra e aprendizado de saberes afro-diaspóricos, consolidando
identidades. Esses lugares-momentos se entrelaçam, ainda, a memórias que
constituem o corpo e a história pessoal mesmo sem terem sido diretamente
vividas: um antes do antes, onde pulsa a ancestralidade. Como um fio resistente
e delicado, essa ancestralidade costura os lugares-momentos e dá forma ao
espetáculo cênico, no qual movimento e palavra narram memórias acumuladas no
corpo e na história de vida. Como oferenda ao Tempo, divindade que, no
candomblé congo angola, rege as transformações e o próprio mover da existência,
este trabalho do Núcleo Coletivo 22 reverencia também os 25 anos de trajetória
do grupo, que, sendo feito de gente, se afirma como testemunha das permanências
e das passagens. Em Dançar o Tempo, o movimento se torna grafia que se
inscreve no espaço: uma afrografia, onde o tempo ginga, anunciando que olhar
para trás é também projetar o que vem pela frente. Duração média: 50 minutos
“Por cima do mar eu vim.
Atravessei a Kalunga Grande como quem encara a própria morte e aqui cheguei. Na
travessia, pude pressentir todo mal que ainda estava por vir. Com a alma
retorcida, chorei e rezei baixinho pra não acordar meu desespero, mas não teve
jeito... De tanto chorar e rezar, minhas lágrimas e preces se fundiram em um
único canto. E quando eu cantei deu um balanço no mar que reverberou no meu
corpo por anos, séculos até. Nessa terra aqui plantei meu sangue e meu suor e dela
brotou quilombos, batuques, terreiros, samba, capoeira e outras kizombas. Pouco
antes de partir, Nzinga Mbandi, a rainha que sabia fazer chover, me abençoou.
Disse que eu sentiria medo, mas me recomendou coragem. Aqui estou pra contar
nossa história.” Num território híbrido entre dança, teatro, música e
performances tradicionais, o Núcleo Coletivo 22 apresenta o espetáculo Por Cima
do Mar eu Vim. Duração: 60 min
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Saiba como editar participantesAvenida Universitária, 1533
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NÚCLEO COLETIVO 22
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