A Espaçonave Tupiniquim seguia sua alucinógena viagem de redescoberta do Brasil, suas sonoridades, pulsações, loucuras e culturas quando avistou uma vale psicodélico verdejante de verde intenso que se derramava pelas encostas de um mar azul como o céu azul do outono. Diante dos olhos, uma paisagem esotérica e astral que coloriu as pálpebras dos tupinicantes. Ainda cansados da última tripniquim, resolveram mergulhar naquele cenário que nem parecia realidade. Aterrissaram e se jogaram no mar ao lado de uma pedra imponente, que naquela esquina da praia, caprichosamente dividia o mar, em duas praias perfeitas onde agora os Tupinicantes podiam se deleitar. O Verdadeiro Recreio dos Tupinicantes. Os Desbravadores dessa Terra Brasilis sem fim, perceberam que naquele vale quem fazia a música era o mar, enquanto os ventos garantiam o balanço da floresta e seus moradores sorriam bronzeados passeando de long no calçadão ou por cima das ondas, e quando a noite caía eles faziam um reggae em frente ao mar. Em um lugar protegido do sereno, onde o chão reproduzia os relevos do vale, mas em vez de pássaros eram os skatistas que voavam, os tupinicantes montaram suas caixas de som, amigos artistas reluzentes logo se aproximaram e estava armado o baile.Chegou o dia da gente fazer nosso reggae, nosso samba, nossa música negra, nosso coco e maracatu, nosso rock lisérgico, nosso funk. Nosso baile é no vale e o recreio é dos Tupinicantes.
No Recreio eu me recrio, me recheio, me arrepio.
Tupiniquim no Recreio | In Vein Skate House
28 de julho às 23h