29 ago - 2026 • 20:00 > 30 ago - 2026 • 20:00
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SINOPSE
Este espetáculo nasce do encontro com histórias silenciadas, vividas entre paredes de um asilo e ecos de uma sociedade que não sabe — ou não quer — escutar. Em meio ao abandono e à sensação de inutilidade, algo insiste em permanecer vivo: o sonho
A obra investiga as rupturas entre gerações e questiona a pressa dos jovens frente à espera dos mais velhos. Não busca respostas fáceis, mas tensiona a forma como lidamos com o envelhecimento: como se ele fosse o fim de um trajeto, e não o início de uma outra caminhada.
Aqui, o palco é espaço de resistência, de memória e de reinvenção. Porque enquanto houver sonho, ainda há o que dizer. E talvez o que esteja faltando não seja tempo — mas escuta.
FICHA TÉCNICA
ELENCO
HISTÓRICO DA AUTORA
Gislaine Mendes, atriz formada pela Recriarte Escola de Arte e Comunicação, atuou em diversas montagens teatrais em diferentes companhias. É também bailarina e possui experiência nas artes circenses, integrando múltiplas formas de expressão corporal em sua pesquisa artística.
Como dramaturga, reúne essa vivência construindo narrativas que investigam o corpo e a potência criativa e poética.
SOBRE O DIRETOR
Thiago Reimberg é ator, dramaturgo, diretor e Licenciado em Teatro pela Universidade Federal da Paraíba. É pesquisador de Teatro Negro e cofundador da Trupe Alurô. Além disso, também possui formação como artista de voz e dublador.
Há 10 anos ininterruptos vem explorando sua potência no campo teatral, tendo sido estagiário na Cia. Paideia de Teatro (SP) e participado de espetáculos como “Vamos para Escola!”, ganhador dos prêmios APCA 2018 - Teatro Infantojuvenil, Grande Prêmio da Crítica e Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem - Categoria Especial. Participou também do espetáculo “KREIDEKREIS”, espetáculo bilíngue (Português/Alemão) em parceria com o GRIPS Theater (Berlim, Alemanha).
Atuou como dramaturgo e diretor do espetáculo infanto-juvenil “A Concha e a Sopeira”, vencedor de 13 prêmios, incluindo melhor direção e melhor espetáculo. O espetáculo também integrou a programação do XVIII Festival Internacional Paideia de Teatro.
A PESQUISA E OS MOTIVOS DE FAZÊ-LA
Ao longo de nossa pesquisa sobre o envelhecimento, buscamos compreender o distanciamento entre como o idoso percebe a si mesmo – no presente e em seu futuro – e a visão que a sociedade, muitas vezes, projeta sobre ele. Em uma das fases do estudo, visitamos um asilo e nos deparamos com sentimentos marcantes: a sensação de estarem “descartados”, esquecidos por uma sociedade que valoriza excessivamente a juventude e o desempenho físico. Muitos idosos expressaram um sentimento de inutilidade, como se sua participação ativa na vida tivesse sido encerrada.
Mas, ao mesmo tempo, algo muito forte se revelou: o sonho permanece. Os olhos brilhavam ao falar de desejos, de vontades não realizadas, de ideias que continuam vivas, embora muitas vezes ignoradas ou desacreditadas. A questão não é a ausência de sonhos – é a ausência de permissão, de espaço e de incentivo para continuar sonhando.
Optamos por essa pesquisa porque sentimos na pele a transição entre gerações. Estamos em um momento em que refletimos sobre o que é envelhecer – em nossos familiares, em nós mesmos. E o que mais salta aos olhos (e ao coração) é a falta de interação entre as gerações. A juventude corre, o idoso espera. Mas por que não andar juntos?
Envelhecer não deveria ser sinônimo de limitação, mas de transformação. A energia antes investida no físico pode agora alimentar projetos criativos, relações mais profundas, trocas de saberes.
O que falta muitas vezes não é tempo, mas oportunidades: de se sentirem úteis, de terem autonomia, de poderem fazer escolhas e seguirem sonhando – como qualquer pessoa.
Nosso objetivo com este trabalho é, acima de tudo, despertar consciência. Trazer à luz o contentamento possível na velhice, que nasce do reconhecimento, da escuta, do respeito. Mostrar que o idoso ainda pode – e deve – ser protagonista de sua própria história. A idade não encerra sonhos; apenas os convida a florescer de um novo jeito.
Afinal, todos estamos nessa travessia. E construir pontes entre gerações pode ser o caminho mais bonito e necessário para um futuro mais humano e mais inteiro para todos.
MUITO IMPORTANTE
Atenção aos horários: as apresentações começam pontualmente às 20h (29/08) e às 19h (30/08). Não haverá tolerância para atrasos; não será permitida a entrada no teatro após os horários informados acima. Recomendamos chegar ao teatro com pelo menos 15 minutos de antecedência.
Cancelamentos de pedidos serão aceitos até 7 dias após a compra, desde que a solicitação seja enviada até 48 horas antes do início do evento.
Saiba mais sobre o cancelamentoVocê poderá editar o participante de um ingresso apenas uma vez. Essa opção ficará disponível até 24 horas antes do início do evento.
Saiba como editar participantesRua Lopes de Oliveira, 585 Barra Funda
São Paulo, SP
tocARte Companhia Teatral
Mais Informações: https://sites.google.com/view/ciatocarte/sobre
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