Natural de Jequié, na região sudoeste da Bahia, o cantor e compositor Carlos Luna viveu a maior parte da sua vida em Salvador e traz consigo toda influência da musicalidade e jeito de ser do povo baiano. Os cenários idílicos da Costa do Dendê, Chapada Diamantina, além dos cactos, umbuzeiros e mandacarus do Sertão Nordestino povoam seu imaginário e aparecem recorrentemente em suas canções.
Aos 49 anos, está lançando o seu primeiro álbum, Toca na Vitrola, com cinco canções autorais que passam pelo rock psicodélico, reggae, xote e até mesmo um rockabilly, Tio Beleza, homenagem ao seu ídolo e conterrâneo Raul Seixas. Luna se caracteriza principalmente pela diversidade rítmica, pelos refrãos marcantes e pelas letras poéticas que sempre procuram ir além do seu sentido literal.
A natureza e o mar são temas constantes em suas canções e servem de cenário metafórico para composições que abordam seus sentimentos e pensamentos em relação ao mundo. Sua trajetória é fortemente influenciada pela MPB, pela contracultura e pelo rock das décadas de 1960 e 1970, resultado da pequena porém significativa coleção de discos de vinil da família, seu primeiro contato com a música.
Com seu violão e uma banda composta integralmente por músicos paulistanos, a quem chama carinhosamente de “Os Lunaístas”, o cantor, poeta e compositor baiano leva aos palcos um espetáculo que reúne música, dança e poesia, marcado pela autenticidade e pela forte identidade brasileira, que inclui o seu trabalho autoral e versões únicas de seus artistas preferidos.