O curso, dividido em 20h, tem como mote o estudo da arte têxtil ao longo da História. Durante as aulas será apresentado uma linha do tempo sobre o impacto da arte com fios como forma de expressão, autonomia e suas relações de gênero. Além dessa base teórica, estudaremos um recorte para as associações entre o têxtil e o texto - que são etimologicamente similares. Percorremos, então, um processo de escrita através dos fios, passando por técnicas como o bordado e o crochê e utilizando as linhas para criar textos têxteis.
Esse percurso tem como objetivo voltar um olhar atento à criação têxtil, tão presente ao longo da história da humanidade. Será apresentada uma análise sobre como a relação com a arte têxtil se modificou socialmente, passando por questões econômicas e de gênero. Esse processo nos convida a um mergulho no processo de criação com os fios, traçando paralelos entre as linhas e as palavras, entre texto e tecido. A palavra têxtil vem de tecido, onde ambas as técnicas utilizam uma espécie de conexão entre suas articulações. A proposta do curso é um aprofundamento nesse processo e a criação de textos têxteis criados a partir da exposição teórica e metodológica apresentada nas aulas.
Confira os horários:
4 de abril (online), 9h às 12h30;
Às sextas (presencial), 16h às 19h;
Aos sábados (presencial), 14h às 17h.
Classificação etária:
a partir de 16 anos
Sobre Jamille Queiroz
Natural de Fortaleza(CE), artista visual com pesquisa em fotografia, arte têxtil e literatura. Cursou Letras na Universidade Federal do Ceará e atualmente cursa Serviço Social na Universidade Estadual do Ceará. Estuda os fazeres manuais, imagens, performance e a relação com o trabalho e gênero. Seu trabalho passa pelo bordado, fotografia, crochê e tenciona com as relações sociais entre essas linguagens. Partindo de seu interesse pela literatura e pela ficção, a partir de 2015 começa a penetrar no mundo dos fios, fazendo um cruzamento entre a imagem e a fabulação através de bordados sobre fotografias antigas que encontrava nas ruas. O encontro com figuras desconhecidas a fez traçar outras relações: o da foto impressa e a linha como corpos que, ao se encontrarem, se tornam híbridos. A partir desse trabalho, se dedica alguns anos para pensar a foto, o fazer manual e a ficção. A partir de 2018, a artista passa a explorar a linguagem manual do crochê e, já com uma bagagem de sobreposição entre texto e linha, passa a pesquisar o crochê como um corpo de fibras criando tramas através das palavras e urdidura. Em 2020, inicia a graduação em Serviço Social e, desde então, seu trabalho alinhava as relações sociais e trabalho no fazer têxtil ao longo da história, com um recorte em gênero e contemporaneidade.
~ Ação do projeto Percursos, realização do Sobrado, equipamento da @secultceara, gerido pelo @institutomiranteceara.