[TEATRO] Grupo Formosura de Teatro apresenta: “Duplicité”/ Parceria: Sesc Ceará
Local: Palco Principal do TJA (100 lugares)
Data: 6 de setembro (sexta-feira), às 19h
Duração: 60min
Classificação: 14 anos
Gratuito - distribuição pelo Sympla TJA
RELEASE
O espetáculo Duplicité foi criado de forma fragmentária, não linear. Nessa criação pulsa fortemente a questão do feminino, uma mulher na literatura, soterrada pelos seus escritos. Além disso, questionada e desafiada pela sua própria escrita. Dos seus escritos surge seu duplo.
Trazendo um devaneio que transita entre o mistério dos duplos e a realidade. A partir do pressuposto de que o ser humano busca conceber uma imagem na qual reconheça a si mesmo e dentro dessa imagem um paradoxo de dois “eus” que nem sempre se correspondem. A força criativa desses “eus” transcende às questões que emergem do próprio indivíduo e são alicerçadas pelo sentido de alteridade, pelo se ver no outro, na dor do outro, na alegria do outro.
A atriz Maria Vitória contracena com uma boneca como uma concretização imagética do duplo da personagem. A personagem e seu duplo vivem de forma fragmentária, sustentadas pelo instante e surpreendidas com a própria escrita, numa dramaturgia esfacelada. A montagem transita entre o teatro, o teatro de bonecos, a dança e a música. Esses elementos não interagem de forma estanque, formam uma unidade, entrelaçam-se e se confundem a todo instante.
FICHA TÉCNICA
Criação: Maria Vitória
Consultoria: Graça Freitas
Direção musical: Gustavo Portela
Multi-instrumentista: Rami Freitas
Iluminador: Fábio Oliveira
Captação de imagens: Cláudia Rodrigues
SOBRE A MONTAGEM
A partir do sentido de atriz-criadora, a peça é um solo da atriz, diretora e dramaturga, Maria Vitória. A montagem transita entre o teatro, o teatro de bonecos, a dança e a música. Esses elementos não interagem de forma estanque, formam uma unidade, entrelaçam-se e se confundem a todo instante.
Uma boneca representa o duplo da personagem/escritora que está em cena. A boneca é da técnica do boneco geminado: esta técnica de manipulação parte do princípio da simbiose do ator com boneco, resultando desse processo personagens compostos por dois elementos: as artes plásticas e o humano. Tal hibridização forma uma inteireza, um terceiro corpo. A boneca também dança, a ideia é que não existam fronteiras entre o teatro, a dança e o teatro de bonecos.
O espetáculo está em constante construção, durante as apresentações há uma interrupção para um diálogo direto com a plateia, assim, a cada peça são agregados mais elementos oriundos desses diálogos. Além disso, a peça conta também com uma dramaturgia musical que não apenas faz um desenho sonoro, mas busca novas significações para o espetáculo, significações e imagens que somente a música poderia trazer. A criação da dramaturgia musical é assinada por Gustavo Portela e executada em cena pelo próprio Gustavo e pelo músico multi-instrumentista Rami Freitas.
SOBRE A ATRIZ
Se dedica ao fazer teatral desde o ano de 1993. Atua no cenário artístico a partir de um atravessamento de diversas linguagens, especialmente como atriz, bonequeira, diretora, educadora e dramaturga. Maria Vitória compõe o Grupo Formosura de Teatro que iniciou sua trajetória em 1985. Desde então, o Formosura trabalha em pesquisas e montagens teatrais, sobretudo, partindo do diálogo entre atores e bonecos. Além de promover formações gratuitas através da Escola de Mamulengos, situada na sede do próprio grupo na Serrinha, um bairro da periferia da cidade de Fortaleza.
Maria Vitória atua como diretora, dramaturga e atriz no Grupo Terceiro Corpo (teatro e dança). Desde o ano de 2003 investiga possíveis treinamentos para o ator-criador e atualmente desenvolve uma pesquisa a partir do diálogo entre teatro, dança e teatro de bonecos. Os resultados de suas pesquisas são compartilhados através dos grupos com os quais teve ou tem contato, por via de cursos e oficinas de teatro, trabalhos acadêmicos e através de seus espetáculos teatrais.
Como dramaturga foi premiada com o texto Tudo ao Mesmo Tempo Agora pelo I Edital de Dramaturgias Femininas da Secretaria da Cultura e recentemente foi agraciada com o Prêmio Carolina Maria de Jesus de Literatura Produzida por Mulheres do Ministério da Cultura. No âmbito acadêmico é graduada em Letras-Português-Francês através da Universidade Federal do Ceará e mestre em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia.