27 mai - 2026 • 09:05 > 27 mai - 2026 • 16:00
27 mai - 2026 • 09:05 > 27 mai - 2026 • 16:00
O Museu dos Brinquedos e a Defensoria Pública de Minas Gerais convidam famílias, educadores, profissionais da rede de proteção, estudantes e comunidade em geral para o Seminário Menos Telas, Mais Brincar, um encontro dedicado à reflexão sobre os impactos do uso excessivo de telas na infância e à valorização do brincar como direito, experiência de desenvolvimento, convivência e cuidado.
Em um tempo em que a vida digital ocupa cada vez mais espaço no cotidiano das crianças, o seminário propõe uma escuta atenta e qualificada sobre os desafios vividos por famílias, escolas e comunidades. A programação reunirá especialistas, profissionais de diferentes áreas e experiências práticas para discutir caminhos possíveis para uma infância com mais presença, vínculo, movimento, natureza, criatividade e brincadeira.
Mais do que um evento formativo, o seminário é um convite à construção coletiva de compromissos com a infância, reconhecendo que o brincar é essencial para o desenvolvimento integral das crianças e que sua proteção é uma responsabilidade compartilhada entre família, sociedade e poder público.
CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA AQUI
Recepção dos participantes com uma breve vivência brincante, criando um ambiente de presença, encontro e disponibilidade para o tema.
Abertura com representantes da Defensoria Pública de Minas Gerais — DPMG, do Museu dos Brinquedos — MuBrinc e de parceiros estratégicos convidados.
Palestrante: Dra. Eden Mattar
Defensora Pública Titular da 1ª Defensoria Pública dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes
Síntese: A palestra aborda a importância da proteção integral de crianças e adolescentes no ambiente digital, como um pacto coletivo e comprometimento individual.
Palestrante: Dra. Renata Maria Silva Santos — pesquisadora com produção sobre tempo de tela e saúde mental
Doutorado em Medicina Molecular // 2020 - 2023- Universidade Federal de Minas Gerais
Título: Associações entre tempo de tela e saúde mental no ciclo vital
Orientador: Marco Aurélio Romano Silva. Coorientador: Debora Marques de Miranda.
Síntese: A palestra discute como o uso intensivo de telas pode impactar a convivência, o pertencimento, a saúde mental, as relações presenciais e a vida comunitária de crianças e adolescentes.
Tema: Quando a Criança fala, a gente aprende
Crianças: participação de crianças convidadas
Síntese: Um momento de escuta e protagonismo infantil para compreender, pelo olhar das crianças, como as telas interferem (ou não) na convivência, no brincar e nas relações do dia a dia. A atividade produz recomendações diretas para famílias e educadores sobre presença, combinados possíveis e criação de espaços de encontro, reforçando o brincar como direito e como experiência de vínculo e comunidade.
10h40–11h | Palestra 3
Tema: Reaprendendo a estar juntos: pactos de presença para que a tela não substitua o encontro.
Palestrante: Valéria Zacharias
Graduação em Pedagogia - Licenciatura Plena pela Universidade FUMEC (1986) e mestrado em Letras (área de concentração Linguística Aplicada - Linguagem e tecnologia) pela Universidade Federal de Minas Gerais (2013). Atualmente, é supervisora do Ensino Fundamental, ano 1 do Colégio Santo Agostinho. Tem experiência na formação de professores e no uso das tecnologias digitais em ambientes de aprendizagem. Dedica-se ao estudo da infância e aos processos de ensino e aprendizagem.
Síntese: compartilhar a transformação Em um cotidiano marcado pela hiperconexão e pelo tempo fragmentado, e uma agenda cheia a palestra propõe caminhos práticos para reconstruir presença e convivência em casa e na escola. A partir dos impactos do pertencimento frustação, coordenação, falta de saber do brincar, no dia a dia escolar e como o brincar pode ser uma ferramenta para recuperar isso perdido, como escolas e família podem estar juntos para reverter isso.
Palestrante:
Tatiana de Azevedo Camargo
Diretora Executiva do Museu dos Brinquedos
Síntese:
A palestra apresenta o brincar como linguagem fundamental da infância, direito, cultura, patrimônio e experiência de convivência, reforçando que reduzir telas também significa ampliar presença, vínculo, imaginação e experiências coletivas.
Mediação:
Dra. Thaisa Braga - DPMG
Tatiana de Azevedo Camargo e Iago Ornelas Dias - Diretora e Coordenador MuBrinc
Valéria Zacharias - Supervisora Escolar - Colégio Santo Agostinho
Síntese: A mediação sistematiza os principais consensos do painel e prepara os participantes para a atividade prática.
Não basta reduzir telas: é preciso ampliar presença, vínculo, brincar, rotina e pertencimento.
Pactos funcionam melhor quando família, escola e rede falam a mesma língua.
Conflitos e violências online exigem acolhimento, orientação, fluxo e corresponsabilidade.
Crianças e adolescentes devem ser ouvidos, mas a responsabilidade pela proteção é dos adultos e das instituições.
Objetivo: Construir soluções simples para orientar famílias, escolas, equipamentos culturais, serviços públicos e organizações comunitárias na redução de danos, qualificação do uso de telas e ampliação do brincar, da convivência e da presença.
Grupo 1 — Kit de Brincar sem Tela: casa, escola e território
Criação de ideias simples de brincadeiras e experiências presenciais por faixa etária e contexto.
Grupo 2 — Recreio 2.0 e convivência escolar
Propostas para fortalecer a convivência no recreio, no pátio e nos intervalos escolares.
Grupo 3 — Acordo de uso de telas e celular família–escola
Construção de princípios e combinados para orientar famílias e escolas.
Grupo 4 — Fluxo de acolhimento, encaminhamento e microplano comunitário
Elaboração de um fluxo simples para conflitos/violências online e de uma proposta comunitária de convivência e brincar.
Cada grupo apresenta sua proposta em até 8 minutos.
A mediação recolhe os principais pontos para compor os encaminhamentos finais do seminário.
Leitura e adesão simbólica à Carta de Maio, um documento-síntese do encontro, que reúne o que o grupo aprendeu e reconheceu sobre infância, convivência e vida digital, registra as preocupações compartilhadas e, sobretudo, explicita o que se pretende mudar a partir dali, por meio de compromissos concretos e verificáveis. Ao formalizar pactos mínimos que serão sustentados no tempo por famílias, escolas, rede de proteção e território, a Carta funciona como um marco público de intenção e reafirma que cuidar da infância é responsabilidade compartilhada — dever conjunto da família, da sociedade e do poder público na garantia de direitos como saúde, educação, cultura, lazer e convivência. REALIZAÇÃO:
Defensoria Pública de Minas Gerais - DPMG Museu dos Brinquedos
Cancelamentos de pedidos serão aceitos até 7 dias após a compra, desde que a solicitação seja enviada até 48 horas antes do início do evento.
Saiba mais sobre o cancelamentoVocê poderá editar o participante de um ingresso apenas uma vez. Essa opção ficará disponível até 24 horas antes do início do evento.
Saiba como editar participantesRua dos Guajajaras, 1707, Auditório - 2° andar, Barro Preto
Belo Horizonte, MG

Museu dos Brinquedos
Um museu para o cheiro de grama molhada, para a sensação de pisar o barro. Um museu para a primeira boneca, para o primeiro dia de aula, para o primeiro gol na pelada de rua. Um museu para a alegria das manhãs, para o riso, para a memória, para a saudade. Um museu que eternize a infância não com a distância da vida que ventou e do tempo que passou, mas com a proximidade de saber que nós vivemos e brincamos tudo aquilo. E que também por isso somos quem somos. Daí que fizemos um museu assim!
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