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Rumo à Virada: encontro de esquenta para a 1ª Virada Indígena

22 ago - 2026 • 14:00 > 22 ago - 2026 • 17:30

Rumo à Virada: encontro de esquenta para a 1ª Virada Indígena

22 ago - 2026 • 14:00 > 22 ago - 2026 • 17:30

Descrição do evento

As inscrições serão realizadas de 15 a 22 de agosto ou esgotamento das vagas (o que acontecer primeiro).

No dia de realização da atividade, serão disponibilizados ingressos presenciais na bilheteria, a fim de preencher eventuais vagas de quem se inscrever previamente e não comparecer.

O 9 de agosto não foi criado para esvaziar a pauta originária com discursos fáceis. O Dia Internacional dos Povos Indígenas marca uma linha de frente global por demarcação de terras, proteção da biodiversidade e autodeterminação. Trata-se de uma data política e é exatamente com esse espírito de cobrança e de presença que São Paulo se prepara para um marco inédito.

Em abril de 2026, no Dia dos Povos Indígenas, o projeto Palavra Viva fincou a semente da 1ª Virada Indígena do Brasil na Praça das Artes. O plano para novembro deste ano é audacioso: tomar o centro da capital com mais de 30 etnias, cerca de 20 apresentações, feiras ecológicas e tendas de audiovisual. Mas, antes de ocupar as ruas em massa, é preciso articular as bases.

Por isso, no dia 22 de agosto, o Museu das Culturas Indígenas (MCI) abre as suas portas para receber os organizadores da Virada e o público. O museu cede o espaço para sediar a apresentação do conceito do festival, criando um ponto de encontro para que ativistas, pesquisadores, estudantes e cidadãos interessados possam entender e se somar à iniciativa.

O eixo central da tarde é a roda de conversa “Por que uma Virada Indígena? Cultura como direito, memória e futuro”. A discussão foge de teorias distantes e encara a realidade: a presença indígena na cidade, a cultura como motor de transformação social e o protagonismo originário na produção contemporânea. Após a troca com o público, os idealizadores detalharão como a sociedade pode participar da construção coletiva do evento de novembro.

Programação
14h00 | Recepção e credenciamento.
14h15 | Abertura Cultural e Espiritual com Comitiva Aīnbukuīn e Ballet Folklórico INTEGRACIÓN BOLIVIA: o encontro começa com um momento de acolhimento para dar o tom das atividades.
14h45 | Boas-vindas Institucionais: falas da organização da Virada, parceiros confirmados e representantes convidados.
15h00 | Roda de Conversa com Clarice Pankararu, Avani Fulni-ô, Márcio Verá Mirim, Naktamañã Kuparaka, Julieta Paredes Carvajal, Luana Alves, Thayssa Gomes e Eliseu Gabriel, com mediação de Leandro Karaí Mirim: debate direto sobre o apagamento histórico, o fortalecimento de redes e o direito à cultura na metrópole.
16h20 | Diálogo com o Público: microfone aberto para perguntas, trocas e contribuições de quem estiver na plateia.
16h50 | O Festival: apresentação detalhada da 1ª Virada Indígena (novembro), seus eixos de atuação e o chamado público para a construção conjunta.
17h20 | Encerramento: homenagem em memória à família indígena que nos deixou recentemente foto com lideranças, convidados e o público, acionando o cronômetro para a ocupação do centro.

Sobre a Comitiva Aīnbukuīn
Coletivo cultural e espiritual formado por mulheres do povo indígena Huni Kuin (Kaxinawá), focado na preservação, vivência e transmissão de saberes ancestrais da floresta amazônica. Através de vozes femininas e da integração com grupos de transmissão cultural, realizam apresentações e vivências com cantos sagrados. Conta com anciãs e jovens que atuam na defesa da harmonia, do equilíbrio com a natureza e do fortalecimento da identidade indígena.

Sobre o Ballet Folklórico INTEGRACIÓN BOLIVIA
Grupo de dança dedicado a mostrar as riquezas culturais, os trajes típicos e os ritmos tradicionais das diferentes regiões do país sul-americano. Traz apresentações vibrantes de Tinkus (força, resistência e conexão com a Pachamama) e Diablada (símbolo do Carnaval de Oruro, e a luta entre o bem e o mal) com os dançarinos Tatiana Danitza Herbas Ajata e Carlos Mario Yujra Saluca.

Sobre Clarice Pankararu
Nascida na Aldeia Pankararu Brejo dos Padres (Tacaratu – PE). Atualmente, é Supervisora do Núcleo de Exposições e Programação Cultural do Museu das Culturas Indígenas (NEPC-MCI); secretária da Associação Indígena SOS Comunidade Indígena Pankararu (Real Parque); Conselheira Titular no Conselho Estadual dos Povos Indígenas de São Paulo (CEPISP); e integrante da equipe organizadora do Encontro Anual do Povo Pankararu, no Projeto Casulo do Real Parque. Já atuou como Mestra de Saberes no MCI. É mestranda no Programa de Pós-Graduação em Artes em Processos e Procedimentos Artísticos do Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (PPGArtes IA-UNESP), com o projeto “Performances de Espiritualidade, Encantamento e Corporeidade Pankararu em Território Urbano: Práticas do grupo Pankararu em Movimento”; pós-graduada no MBA em Gestão de Museus e Inovação, pela UNIMAIS, em parceria com a Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC), EXPOMUS e o Instituto Tomie Ohtake; e é bacharel em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Sobre Avani Fulni-ô
Liderança indígena do povo Fulni-ô, atuante em São Paulo. É professora e artesã. Atua na luta pela preservação da cultura de seu povo, especialmente em relação à língua (Yaaithé) e rituais (Ouricuri). Como representante da sociedade civil e participando de iniciativas para o fortalecimento de seu povo, participa de ações junto à Prefeitura e ao Governo do Estado de São Paulo, tendo integrado como titular o Conselho Municipal dos Povos Indígenas do Município de São Paulo (COMPISP) e exercido o cargo de Presidente do Conselho Estadual dos Povos Indígenas (CEPISP).

Sobre Márcio Verá Mirim
Liderança indígena Guarani e representante do território Jaraguá na Comissão Guarani Yvyrupa. Foi presidente da Associação Indígena República Guarani Amba Vera, atuando no desenvolvimento de projetos culturais nas aldeias do Jaraguá. Conduz e participa de iniciativas voltadas à ancestralidade e debates sobre políticas públicas voltadas aos povos originários. É membro do Conselho Vozes Originárias da Virada Indígena.

Sobre Naktamañã Kuparaka
Indígena da etnia Pataxó. Mestra em Humanidades pelo Programa de Pós-Graduação em Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (PPG-HDOL-FFLCH-USP) e graduada em Direito pela mesma universidade. Coordena o Núcleo de Povos Indígenas da Comissão Permanente de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional São Paulo (OAB-SP) e atua na defesa dos direitos coletivos, da justiça racial e da soberania dos povos indígenas.

Sobre Julieta Paredes Carvajal
Mulher indígena Aymara (Bolívia), é membra-fundadora do Mujeres Creando, Mujeres Creando Comunidad e da Assembleia de Feminismo Comunitário de Abya Yala. É escritora, cantautora, grafiteira e poeta antipatriarcal. É psicóloga mestra em Gênero, Sociedade e Políticas pela Faculdade Latinoamericana de Ciências Sociais da Argentina.

Sobre Luana Alves
Psicóloga sanitarista, ativista antirracista, feminista negra e vereadora de São Paulo pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Atua na defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), da educação pública e dos direitos da população negra, LGBTQIAPN+ e das periferias. É formada em Psicologia pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP) e em Saúde Coletiva e Atenção Primária pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

Sobre Thayssa Gomes
Ativista do ABC Paulista e estudante universitária federal. Ela integra o time de codeputadas do mandato-movimento Pretas (liderado por Monica Seixas na Assembleia Legislativa de São Paulo – Alesp), tendo atuado também em construções políticas locais e eleitorais em Santo André. Foi coordenadora da Rede Emancipa, participou ativamente da articulação da juventude e de pautas periféricas, incluindo sua ligação com o Coletivo Nóiz e, hoje, atua no Movimento Estudantil com o Coletivo Juntos e no Movimento Feminista com o Coletivo Juntas SP.

Sobre Eliseu Gabriel
Professor, físico pelo Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IFUSP), autor e administrador público. É vereador, reeleito para o 7º mandato na Câmara Municipal de São Paulo, sendo líder do Partido Socialista Brasileiro (PSB) na Câmara. Integrou, em 2025, a Comissão de Educação, Cultura e Esportes. Lecionou no Ensino Médio, cursinhos pré-vestibulares e universidades. Atuou como conselheiro da Sociedade Brasileira de Física (SBF) e da Associação Brasileira de Tecnologia Educacional (ABT). Fundou o Centro de Estudos Populares, produziu e apresentou programas de rádio voltados à Educação e à Cultura.

Sobre Leandro Karaí Mirim (mestre de cerimônia e mediador)
Indígena do povo Guarani, mestre em Psicologia pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP) e supervisor de comunicação do Museu das Culturas Indígenas. Sua trajetória articula comunicação, arte, caminhada e incidência institucional na construção de narrativas indígenas contemporâneas comprometidas com memória, território, sustentabilidade e transformação social.

Data: 22/08/2026, sábado
Local: Museu das Culturas Indígenas | 7º Andar
Horário: das 14h00 às 17h30
Vagas: 40 (quarenta)
Entrada: gratuita, mediante inscrição
Classificação: Livre
Informações: (11) 3873-1541

Observações:
- as inscrições serão realizadas de 15 a 22 de agosto ou esgotamento das vagas (o que acontecer primeiro);
- ao adquirir mais de um ingresso, no campo “Informação do participante”, preencha com nome e e-mail correspondentes à pessoa que utilizará o ingresso;
- apenas crianças de colo, com até 24 meses incompletos, não necessitam de inscrição, respeitando a quantidade de vagas disponíveis;
- caso seja necessário intérprete de libras para acompanhar a atividade, enviar solicitação por e-mail para [email protected], com pelo menos 72 horas de antecedência;
- para maior comodidade, aconselhamos chegar com 30 minutos de antecedência do horário da atividade;
- no dia de realização da atividade, serão disponibilizados ingressos presenciais na bilheteria, a fim de preencher eventuais vagas de quem se inscrever previamente e não comparecer;
- a entrada/participação de crianças menores de 12 anos só é permitida se acompanhada de um responsável maior 18 anos de idade;
- para conforto e segurança de todos os participantes, não é permitida a entrada com malas, mochilas, dentre outros tipos de bolsas grandes. Pedimos a gentileza de consultar a disponibilidade e utilizar nosso guarda-volumes, localizado no Térreo/Recepção. Bolsas de amamentação ou com medicação são as únicas exceções permitidas;
- ao participar das atividades presenciais do Museu das Culturas Indígenas (MCI), registros fotográficos e em vídeo podem ser feitos pela equipe. O seu uso será exclusivamente para fins de divulgação institucional e promocional do MCI. Caso tenha alguma objeção a essas finalidades, informe nossa equipe.

Política do evento

Cancelamento de pedidos pagos

Cancelamentos de pedidos serão aceitos até 7 dias após a compra, desde que a solicitação seja enviada até 48 horas antes do início do evento.

Saiba mais sobre o cancelamento

Edição de participantes

Você poderá editar o participante de um ingresso apenas uma vez. Essa opção ficará disponível até 24 horas antes do início do evento.

Saiba como editar participantes

Local

Museu das Culturas Indígenas (MCI)

Rua Dona Germaine Burchard, 451, 7º Andar, Água Branca

São Paulo, SP

Termos e políticas

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Museu das Culturas Indígenas

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