17 jun - 2026 • 08:45 > 17 jun - 2026 • 12:00
17 jun - 2026 • 08:45 > 17 jun - 2026 • 12:00
TEMA 1:
“Responsabilidade Solidária na Cadeia de Fornecimento: O Risco Ambiental que pode recair sobre sua empresa”
A crescente fiscalização ambiental e o avanço das práticas de governança têm colocado a cadeia de fornecimento no centro das discussões sobre responsabilidade solidária. No Brasil, a legislação estabelece que empresas podem responder integralmente por danos ambientais causados por terceiros, incluindo transportadores e prestadores de serviços especializados, sempre que houver vínculo contratual ou benefício econômico associado à atividade. No setor químico, onde o transporte e o manuseio de produtos perigosos envolvem riscos elevados, essa realidade se torna ainda mais sensível. Acidentes ambientais têm levado à responsabilização simultânea de embarcadores, operadores logísticos e demais integrantes da cadeia, independentemente de culpa direta. A terceirização sem critérios técnicos, auditorias ou mecanismos de controle é hoje interpretada como falha de governança. Diante desse cenário, a due diligence ambiental consolidou-se como padrão mínimo de conformidade. Empresas líderes já adotam processos estruturados de verificação de licenças, auditorias periódicas, exigência de certificações como SASSMAQ e ISO 14001, monitoramento contínuo de desempenho e cláusulas contratuais específicas com penalidades e seguros obrigatórios. A ausência desses mecanismos tem sido determinante em casos de responsabilização solidária. Órgãos como ANTT e Ministério Público reforçam a necessidade de rigor técnico, enquanto entidades como a ABIQUIM estimulam padrões elevados de segurança e gestão de risco. O mercado segurador, por sua vez, endurece critérios e pode negar cobertura quando identifica falhas de controle operacional. Com a pressão crescente por ESG, a amplificação dos impactos reputacionais e o aumento dos custos de remediação, o tema torna-se urgente. A integração entre jurídico, compras, logística e ESG é essencial para garantir que o erro ambiental de terceiros não recaia sobre a empresa contratante e para fortalecer uma cultura de prevenção em toda a cadeia de fornecimento.
TEMA 2:
“RCA em Transportes: Desafios, Fragilidades e Sustentabilidade do Seguro Ambiental”
O mercado de Responsabilidade Civil Ambiental aplicado ao transporte enfrenta um desequilíbrio estrutural entre risco real, capacidade técnica e viabilidade econômica. A baixa adesão ao seguro ambiental revela não apenas resistência do setor, mas também a percepção de que os produtos disponíveis ainda não refletem, de forma coerente, a complexidade operacional e o potencial de impacto ambiental presente em qualquer operação logística. A assimetria de informações entre embarcadores, transportadores, seguradoras e órgãos reguladores compromete a qualidade da análise de risco, dificulta a precificação atuarial e reduz a previsibilidade dos custos. Em paralelo, o custo de remediação ambiental cresce de forma acelerada, frequentemente superando em múltiplas vezes os limites contratados, o que pressiona a sustentabilidade financeira das apólices e expõe o setor a perdas severas. A fragilidade operacional, somada à falta de integração de dados e à subnotificação de incidentes, cria um ambiente de incerteza que afeta toda a cadeia. Enquanto isso, o transporte continua sujeito a eventos de alto impacto, como vazamentos, tombamentos e contaminações, que geram repercussões ambientais, regulatórias e reputacionais significativas. Nesse cenário, torna-se evidente a necessidade de evolução técnica e operacional, com produtos mais aderentes à realidade do transporte, critérios de aceitação mais robustos, maior transparência entre os atores envolvidos e estímulo a práticas preventivas que reduzam a severidade dos sinistros. O debate sobre o RCA Transportes é urgente. Para que o seguro cumpra seu papel de proteção ambiental e continuidade dos negócios, o mercado precisa avançar para soluções mais coerentes, sustentáveis e financeiramente equilibradas. A construção desse novo patamar depende de colaboração, compartilhamento de informações e amadurecimento técnico, garantindo que a proteção ambiental, a segurança operacional e a longevidade das operações logísticas caminhem juntas.
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CLUBE INTERNACIONAL DE SEGUROS DE TRANSPORTE - CIST
O Clube Internacional de Seguros de Transportes (CIST) é uma entidade que reúne os diversos profissionais da cadeia logística de seguro de transportes: seguradoras, corretoras, resseguradoras e reguladoras de sinistros. O seu objetivo é reunir, integrar e capacitar à todos, além de promover a discussão sobre questões relacionadas ao segmento.
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