Oficina Brincar é um direito - produção de cartazes para crianças
Esta atividade parte do pressuposto de que a segregação urbana não se limita às barreiras arquitetônicas, mas se expressa diretamente no cotidiano e no acesso limitado ao transporte, ao lazer, à cultura e à segurança. Como destaca a publicação 10 perguntas do MAM Educativo para mediação. Educativo, o direito à cidade vai além da moradia e impacta de formas terrivelmente desiguais os bairros nobres e as periferias. Diante disso, emerge a urgência de questionar: a cidade atual é realmente segura para a infância? Quais territórios as crianças conseguem ocupar e de quais são cotidianamente excluídas?
Inspirada por essas reflexões, esta atividade convida o público infantil a assumir o protagonismo nas discussões sobre o espaço urbano. A partir de diálogos mediados sobre o conceito de cidadania, o acesso à cultura e o direito de brincar, a oficina propõe que as crianças expressem suas leituras do mundo, revelando o que gostariam de transformar em sua relação com a cidade. Ao escutar suas percepções, aprendemos sobre suas necessidades reais e sobre os caminhos para construir espaços mais inclusivos e acolhedores.
A etapa prática de criação visual utiliza a elaboração de cartazes-manifestos como uma ferramenta pedagógica e artística. Por meio do uso de colagens, desenhos e escritas, os participantes materializam suas reivindicações, desejos e ideias de transformação. Cada cartaz produzido torna-se uma potente voz infantil que expressa o direito fundamental a uma cidade onde todas as crianças possam circular, criar e viver com dignidade e segurança.
Quem irá ministrar esta oficina?
Elen Beatriz Andrade
Mulher negra, artista visual, poetisa e historiadora (FECLESC/UECE) com formação em Audiovisual. Integrante do coletivo de audiovisual do semiárido Algueiro (CASA ALGUEIRO), atua na intersecção entre arte-educação e pesquisa. Desenvolve oficinas de fanzine e colagem (manual e digital) como ferramentas pedagógicas e de mediação cultural. Sua prática investiga identidade, ancestralidade e questões sociais através de narrativas visuais. Atualmente é arte educadora no Museu da Imagem e do Som do Ceará atuando na Galeria da Liberdade.