90 minutos - 12 anos
SINOPSE
Silêncio dos Espaços é uma experiência cênica que
atravessa teatro, cinema e videomapping para investigar os
limites da presença e da memória. Assombrado por um
pesadelo recorrente, o Teatro vê-se diante de uma porta que
não consegue atravessar. Entre fragmentos de sonho,
imagens projetadas e lembranças que se confundem com a
realidade, ele inicia uma travessia guiada pelo Rio, uma
entidade que conhece os caminhos da transformação.
Ao longo da jornada, o Teatro encontra outras vozes da
cidade — Rua, Bar, Parque, Templo e Mirante — espaços que
revelam suas memórias, cicatrizes e formas de existir. A cada
encontro, sua percepção do mundo se desloca, conduzindo-o por um percurso em que as fronteiras entre sonho, memória
e realidade começam a se dissolver. Silêncio dos Espaços é
uma fábula contemporânea sobre morte, permanência e
renascimento. Um percurso sensorial em que os espaços
urbanos ganham voz para refletir sobre aquilo que continua
vivo mesmo quando tudo parece desaparecer.
SOBRE O ESPETÁCULO
A pesquisa de O Silêncio dos Espaços nasce de uma
pergunta que se transformou ao longo do processo. Iniciada
durante o período de isolamento social, quando o
esvaziamento das cidades revelou a presença silenciosa dos
espaços urbanos, a investigação partiu da tentativa de
escutar aquilo que permanecia quando os corpos
desapareciam. Com o passar dos anos, porém, a pesquisa
deslocou seu foco. Já não se tratava apenas de
compreender os espaços da cidade, mas de investigar aquilo
que torna a presença humana insubstituível.
Ao longo do processo criativo, os espaços deixaram de ser
apenas personagens inspirados na paisagem urbana e
passaram a assumir a dimensão de forças simbólicas que
conduzem uma jornada de transformação. O Rio, a Rua, o
Parque, o Bar, o Templo e o Mirante tornam-se
manifestações de diferentes formas de experiência,
memória, passagem, encontro, visão e permanência. Em
diálogo com eles, o Teatro atravessa uma crise profunda:
perde suas referências, confunde suas memórias, esquece
suas próprias histórias e se vê diante da impossibilidade de
compreender o mundo apenas através da linguagem. A
pesquisa passa então a investigar os limites da
representação e da própria linguagem teatral. Nesse percurso, o espetáculo aproxima teatro, cinema e
videomapping não para estabelecer uma disputa entre
linguagens, mas para investigar suas diferentes capacidades
de produzir presença. As imagens projetadas revelam
memórias, sonhos, fantasmas e fragmentos de identidade. O palco, por sua vez, sustenta
a experiência irrepetível do
encontro entre corpos que
compartilham o mesmo tempo
e o mesmo espaço. Mais do
que refletir sobre a morte do
teatro, a pesquisa busca
compreender aquilo que
permite sua permanência.
FICHA TÉCNICA
Dramaturgia: Cláudia Barral e Marcos Barbosa
Direção: Anderson Mauricio
Atuação: Anderson Maurício, Cleide Amorim, Junior Docini, Maria Alencar, Tatiana Nunes Muniz, Tatiane Lustoza, Priscila Reis, Theo Maurício e Noah Maurício
Desenho de luz e Iluminação: Guilherme Mascarenhas
Direção Musical: Paulo Akio
Sonoplastia: Pêro Manzé
Cenário e Figurino: Márcio Medina
Preparação Corporal: Oru e Thuane Braga
Preparação Vocal: Luiz Gayotto
Operação de Câmera: Kauã Tripoloni e Iara Nazario
Vídeo Mapping: Soma
Vídeos: Soma e Leonardo Souzza
Operação de Vídeo Mapping: Soma e Cecília Fico
Social Media: Mabel Machado
Designer Gráfico: Nando Motta
Coordenadora de Produção: Tatiane Lustoza
Assistência de Produção: Maytê Costa, Bruna de Castro e Guilherme Legario