Governo Federal e Ministério da Cultura, Prefeitura de Niterói, Secretaria Municipal das Culturas e Instituto Teatro Novo, apresentam:
“O NOME DAS COISAS”
O Instituto Teatro Novo apresenta “O Nome das Coisas”, segundo espetáculo da companhia, encenado por 25 atores com síndrome de Down, autismo e deficiência intelectual, mostrando que eles têm voz, expressão e potência próprias. A obra será apresentada no dia 09 de novembro, no Teatro Popular Oscar Niemeyer, em Niterói, com sessão gratuita e tradução em LIBRAS.
Com dramaturgia e concepção de Leonardo Corajo, “O Nome das Coisas” foi desenvolvido ao longo de oito meses de residência artística no Teatro Popular Oscar Niemeyer, como parte da Redes de Escolas Livres de Formação, do programa Olhos D’Água, da Secretaria do Livro e Leitura, pelo Ministério da Cultura, com apoio da Prefeitura de Niterói e da Secretaria Municipal das Culturas.
Sinopse
Após o primeiro espetáculo da companhia, “Mais que a casca de nós”, que abordou a invisibilidade imposta aos corpos de pessoas com deficiência, “O Nome das Coisas” dá voz e protagonismo aos atores, reafirmando que a cultura é um direito de todos.
O espetáculo mergulha nos desafios de lidar com a linguagem, força que pode libertar ou aprisionar, acolher ou julgar. Inspirado nas palavras do filósofo Ludwig Wittgenstein – “os limites da linguagem denotam os limites do meu mundo” – os artistas questionam os termos que a sociedade usa para rotulá-los e afirmam suas próprias formas de comunicação.
Em cena, os atores exploram o poder da palavra, a interação com o mundo e a necessidade de serem compreendidos, mostrando que têm direito à expressão plena. A peça se torna um espaço de escuta, inclusão e resistência ao preconceito, fortalecendo a luta anticapacitista e promovendo uma cultura mais acessível em Niterói, onde pessoas com deficiência podem ocupar os palcos como protagonistas de suas próprias narrativas.
“O teatro é um espaço de encontro, escuta e transformação. Aqui, eles não estão para inspirar, mas para ocupar seu lugar, falar e serem ouvidos”, afirma Leonardo Corajo, dramaturgo e diretor do espetáculo.