13 jun - 2024 • 18:00 > 13 jun - 2024 • 20:00
13 jun - 2024 • 18:00 > 13 jun - 2024 • 20:00
A mostra é resultado prático da disciplina “O Cinema Indígena: do território à tela”, que teve lugar no Núcleo de Estudos das Diversidades, Intolerâncias e Conflitos, da Universidade de São Paulo (DIVERSITAS-USP), ministrada pelos professores Drª. Giselle Gubernikoff, da Escola de Comunicações e Artes (ECA-USP); Dr. Edson Luiz de Oliveira, do DIVERSITAS-USP; e Drª. Ana Lúcia Ferraz, da Universidade Federal Fluminense (UFF).
O programa da disciplina pretendeu ser uma introdução ao estudo do cinema indígena (obras criadas por indivíduos ou grupos de pessoas indígenas) e suas estéticas e formas de narrativas inovadoras, trazendo novos aspectos para o mundo do cinema. A partir da aproximação com essas vozes nativas, por meio de suas narrativas adaptadas para a tela e com ênfase em questões sobre autenticidade, representação, protocolos e integridade cultural, os alunos foram incentivados a desenvolver projetos audiovisuais em grupos, que reflitam abordagens éticas, ao mesmo tempo em que levam em questão suas próprias identidades, origens e experiências. Trata-se de uma iniciativa pioneira no Brasil em nível de pós-graduação, por seu aspecto teórico e prático, da qual resultaram várias produções audiovisuais.
Neste dia, o Museu das Culturas Indígenas (MCI) exibe quatro desses documentários produzidos em parcerias com comunidades indígenas selecionados para essa mostra: “Fora do Lugar”, “Hoja Sagrada”, “Kariri-Xocó em São Paulo” e “La K’oa - Agradecimentos para Pachamama”. Após as exibições, teremos um bate-papo com a presença de indígenas que realizaram, atuaram ou performaram para as obras, estudantes, professores e público.
Fora do Lugar
Em história contada por Sonia Ara Mirim e Maria Ara Poty, trata-se de uma jornada visual e sonora que nos leva para dentro da luta dos povos indígenas Guarani do Território do Jaraguá (São Paulo) contra a iminente destruição de suas terras pelas grandes construtoras. A narrativa se desenrola enquanto Ara Mirim percorre os espaços de sua aldeia e entre aldeias, encontrando parentes, chegados, outros seres humanos e não humanos. A trilha sonora é uma composição entre os sons da natureza e vozes das lideranças indígenas, que se entrelaçam com as imagens, criando uma experiência imersiva e impactante. A luta pela preservação do território contra os condomínios de luxo torna-se um símbolo mais amplo da resistência cultural e espiritual dos Guarani. Apresenta-se como instrumento de luta e denúncia dos povos Guarani, em um apelo ao direito de seu território - já demarcado - continuar a existir.
São Paulo, 2023, 15’35”
Gênero: documentário
Direção: Sonia Ara Mirim, Maria Ara Poty, Adriana Alves, Ariane Sousa Campos, Helisa Quinto Ignácio e Patrícia França
Roteiro: Ariane Sousa Campos, Cláudio Laureatti e Patrícia França
Elenco: Sonia Ara Mirim e Maria Ara Poty
Captação: Adriana Alves, Ariane Sousa Campos, Helisa Quinto Ignácio e Patrícia França
Fotografia: Patrícia França e Adriana Alves
Decupagem: Ariane Sousa Campos, João Rodriguez Kyntyno e Kleider Luciano Risso
Pesquisa: Adriana Alves, Ariane Sousa Campos, Claudio Laureatti, Fernanda Sindlinger, Helisa Quinto Ignácio, João Rodriguez Kyntyno, Kleider Luciano Risso e Patrícia França
Edição: Patrícia França
Cor: colorido
Hoja Sagrada
Cesar Chui Quenta, indígena boliviano da cultura Aymara, mora na cidade de São Paulo há muitos anos. Preservar a sabedoria ancestral da leitura da folha de coca nas gerações futuras, já nascidas no centro urbano, é uma de suas preocupações. O filme mostra como ele procede nesse ritual da tradição andina.
São Paulo, 2022, 9’14’’
Gênero: documentário
Direção: Mariana Barreiros e Ismael Eduardo Schwartzberg Arteaga
Roteiro: Mariana Barreiros e Ismael Eduardo Schwartzberg Arteaga
Elenco: Cesar Chui Quenta e Segundo Parra
Edição: Mariana Barreiros
Cor: colorido
Kariri-Xocó em São Paulo
Narra a rotina diária de indígenas da etnia Kariri-Xocó que vivem entre o Nordeste brasileiro e a cidade de São Paulo. Conta com cenas gravadas em suas residências, em visitas à Universidade de São Paulo e em trabalho educativo na Escola Municipal Vereador Antônio Sampaio. Nos relatos apresentados, histórias de como sobrevivem nessa dinâmica na cidade grande oferecendo palestras em escolas e vendendo artesanato, retornando, sazonalmente, para a terra ancestral, no estado de Alagoas, conservando, assim, os vínculos culturais com a aldeia de origem.
São Paulo, 2022, 8’19’’
Gênero: documentário
Roteiro: Jorge Felizardo, Karla Simikova, Marcelo Paiva e Sandra Seabra Moreira
Elenco: Aramis Tenório Santos, Heverton Souza Suíra e Rovesio Tenório Santos
Captação: Jorge Felizardo, Karla Simikova, Marcelo Paiva e Sandra Seabra Moreira
Edição: Cristian Cancino e Mariana Barreiros
Cor: colorido
La K’oa - Agradecimentos para Pachamama
Uma experiência de realidade virtual em que foi registrada, em 360 graus, a instalação artística de mesmo nome realizada por Carolina Velasquez e o Coletivo Cholitas da Babilônia, gravada em São Paulo, na unidade Sesc Avenida Paulista, em 28 de agosto de 2022. A artista de ascendência boliviana conduziu uma série de performances, ações e uma oficina com base no ritual La K’oa, dedicado à cultura andina, com o objetivo de agradecer a natureza pelas colheitas, nossos bens e nossa existência. Ao ser visto no computador ou no aparelho celular, o espectador pode mudar o ponto de vista e percorrer o espaço interativamente.
São Paulo, 2022, 10’18”
Gênero: documentário
Performance: Carolina Velasquez e Coletivo Cholitas da Babilônia
Música: Juan Cusicanki e Grupo Autóctono Waly Wayras
Violoncelo: José Giovani
Captação 360º: Ivan David
Edição: Ivan David
Cor: colorido
Data: 13/06/2024
Local: Museu das Culturas Indígenas (R. Dona Germaine Burchard, 451 - Água Branca - São Paulo/SP)
Horário: das 18h às 20h
Vagas: 40 pessoas
Entrada: gratuita, mediante inscrição antecipada
Classificação: Livre
Informações:
(11) 3873-1541 ou [email protected]
Observações:
- a inscrição pelo Sympla permanece disponível até às 17h do dia anterior à atividade ou esgotamento das vagas (o que acontecer primeiro);
- ao adquirir mais de um ingresso, no campo “Informação do participante”, preencha com nome e e-mail correspondentes à pessoa que utilizará o ingresso;
- com exceção de crianças de colo, com até 24 meses incompletos, todas as pessoas necessitam de ingresso, respeitando a quantidade de vagas disponíveis;
- para sua comodidade, aconselhamos chegar com antecedência de 30 minutos do horário da atividade;
- a entrada de crianças com até 11 anos só é permitida se acompanhada de uma pessoa responsável maior de 18 anos, que deverá estar sempre presente;
- é proibida a circulação com bolsas grandes, mochilas ou sacolas nas áreas internas do Museu (3º ao 7º andar). Disponibilizamos guarda-volumes na Recepção, no térreo, com acesso limitado. Bolsas de amamentação ou bolsas com medicação são exceções permitidas.
Cancelamentos de pedidos serão aceitos até 7 dias após a compra, desde que a solicitação seja enviada até 48 horas antes do início do evento.
Saiba mais sobre o cancelamentoVocê poderá editar o participante de um ingresso apenas uma vez. Essa opção ficará disponível até 24 horas antes do início do evento.
Saiba como editar participantesRua Dona Germaine Burchard, 451 Água Branca
São Paulo, SP

Museu das Culturas Indígenas
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