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Monólogo Moinhos de Ventos

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Monólogo Moinhos de Ventos

26 jul - 2025 • 20:00 > 26 jul - 2025 • 21:30

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Descrição do evento

Projeto RODAS - Monólogo


Gilmar Albuquerque

MOINHOS DE VENTOS

Texto de Edmundo Gaudêncio.


À guisa de sinopse.

Este monólogo é, na verdade, um texto metaliterário, uma vez escrito a partir daquilo que não é narrado em "Don Quixote de La Mancha", de Miguel de Cervantes, quando, cuidado a sós por seu fiel escudeiro, Sancho Pança, faz-lhe confidencias entre delírios febris, sobretudo acerca da Melancolia.

Para Edgar Alan Poe, na análise por ele feita sobre sua própria obra, "O corvo", o mais enlevante dos sentimentos é a melancolia -- que não é tristeza ou depressão. Mas sentimento de falta ou incompletude -- tal como quando um sonho se esvai.
Em nossa leitura pessoal da obra, o que move o Engenhoso Fidalgo de La Mancha, animando-o, não é loucura, porém sonho.
Perdida a capacidade de sonhar, vista como loucura, o Fidalgo adoece de realidade e, então, de fato enlouquece -- pois, se o sonho é a matéria-prima da Arte, teria razão Nietzsche: "Temos a Arte para não morrer da Verdade". Ou seja, morremos, hoje, por excesso de real e escassez de sonhos, vez que, novamente Nietzsche, "A Arte existe para que a Realidade não nos destrua".


SOBRE O PROJETO RODAS

Resistência, Oralidade, Dramaturgia, Arte e Sentimento

O Projeto RODAS é uma iniciativa que valoriza e ressignifica o poder da palavra dita, da presença cênica e da memória cultural brasileira, sobretudo nordestina. Idealizado como um espaço de experimentação artística e de compartilhamento de saberes, o projeto se estrutura por meio de monólogos, performances e encenações intimistas que exploram as múltiplas linguagens do teatro, da poesia e da narrativa oral.

Sua relevância social se manifesta no compromisso com o fortalecimento da cidadania cultural, ao democratizar o acesso à arte e ao conhecimento. RODAS leva aos palcos histórias que ecoam as vozes dos invisibilizados, das periferias, das tradições populares e das grandes figuras da dramaturgia nacional, contribuindo para a formação de um público mais sensível, crítico e consciente.

Na dimensão artística, o projeto reafirma a potência do ator em cena como veículo de transformação. Através de textos autorais e clássicos da literatura dramática, os espetáculos instigam reflexões profundas sobre temas universais, como justiça, espiritualidade, amor, identidade e resistência. Ao fazer isso com rigor estético e sensibilidade poética, o RODAS mantém viva a chama do teatro como linguagem essencial e pulsante.

Do ponto de vista cultural, o projeto atua como guardião da memória e da oralidade, resgatando obras e autores fundamentais da cultura nordestina – como Lourdes Ramalho – ao mesmo tempo em que fomenta novos olhares e provoca ressignificações contemporâneas. Cada apresentação é, ao mesmo tempo, celebração e denúncia; tradição e inovação.

Em tempos de dispersão digital e superficialidade de sentidos, o Projeto RODAS nos convida a sentar em roda, ouvir, sentir e refletir. Porque a arte que se partilha em roda transforma. Porque a roda é o lugar do humano, do diálogo, da escuta e da criação coletiva.

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Local

Teatro Municipal Severino Cabral

Avenida Marechal Floriano Peixoto, S/N Centro

Campina Grande, PB

Termos e políticas

Sobre o produtor

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Teatro Municipal Severino Cabral

O Teatro Municipal Severino Cabral, localizado na cidade de Campina Grande, na Paraíba, é um dos mais importantes símbolos culturais do Estado. Uma das mais importante obras arquitetônicas do cenário urbano da cidade, construídas no século passado. Inaugurado em 30 de novembro de 1963 na gestão do prefeito Severino Cabral. A obra ficou a cargo do engenheiro Austro de França Costa e do arquiteto Campinense Geraldino Pereira Duda.

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