ORSSE apresenta “Modernidade em Prelúdio” e celebra o diálogo musical entre Brasil e Portugal
Orquestra Sinfônica de Sergipe
Local - Teatro Tobias Barreto
Data - 06 de novembro de 2025
Hora - 20h
A Orquestra Sinfônica de Sergipe (ORSSE) apresenta no dia 6 de novembro, às 20h, no Teatro Tobias Barreto, o concerto “Modernidade em Prelúdio: Brasil e Portugal em diálogo na aurora do século XX”, sob regência do maestro convidado Daniel Nery e com a participação do pianista português João Moreira como solista. Os ingressos estão disponíveis online na plataforma Sympla e nas bilheterias do Teatro Tobias Barreto, a preços populares.
Repertório
A abertura se dá com Ludus pro Patria, da compositora Augusta Holmès, uma das vozes mais ousadas do final do século XIX. Escrita em 1888, a obra exalta o espírito nacional francês, combinando energia épica e refinamento orquestral. A peça simboliza o ideal heroico que marcou a estética do romantismo tardio, com uma sonoridade grandiosa, mas já repleta de sinais de modernidade.
Ainda com o solista, segue-se o Concerto para piano em Sol maior de Maurice Ravel, uma das obras-primas do modernismo francês. Inspirado pelo jazz e pelo colorido orquestral da década de 1920, o concerto combina leveza, virtuosismo e uma poética modernidade sonora, símbolo do novo século que se abria.
Encerrando o programa, a orquestra interpreta Les Préludes, de Franz Liszt. Com sua força visionária e estrutura cíclica, a obra representa o romantismo em sua forma mais grandiosa e filosófica. Ao lado de Ravel, Costa e Holmès, Liszt figura aqui como o elo ancestral — o compositor que abriu caminho para a modernidade do século XX.
Na sequência, o pianista João Moreira interpreta a Fantasia para piano e orquestra, Op. 20, do compositor português Luiz Costa. Raramente executada, a obra é um elo entre o lirismo romântico e a sofisticação harmônica que floresceu nas primeiras décadas do século XX.
O programa propõe uma travessia sonora entre o fim do romantismo e os primeiros lampejos da modernidade, unindo compositores que, cada um à sua maneira, expressaram a inquietação artística e a busca por novas linguagens que marcaram o início do século XX. A presença de um solista português reforça a ponte simbólica entre Brasil e Portugal, duas nações unidas pela língua e por uma tradição musical que ecoa de ambos os lados do Atlântico.
A ORSSE é uma realização do Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (Funcap/SE), com patrocício do Banese Card e apoio do Instituto Banese.