A oficina Meu Corpo no Papel se propõe a abrir um espaço de diálogo para pré-adolescentes e adolescentes, que já iniciaram ou ainda vão iniciar seus ciclos menstruais.
Sabemos que crescer traz, junto com as delícias, muitas dúvidas e inseguranças que podem ser minimizadas com uma escuta e comunicação franca. Minha prática de educação em saúde e sexualidade é baseada em evidências, fruto de muito estudo e respeito às diversas fases da vida, interesses e experiências. Abordo - através de apresentação visual, desenho e modelagem - as transformações que acontecem, física e emocionalmente, com a chegada da puberdade, fornecendo ferramentas para que a menstruação seja vivida de forma respeitosa, com cuidado e confiança.
* materiais artísticos incluídos
A oficina aborda:
- Anatomia e fisiologia do corpo que menstrua;
- O ciclo menstrual: órgãos e hormônios envolvidos no processo;
- Aspectos culturais, sociais e fisiológicos da menstruação;
- O que esperar a partir da menarca, quando procurar assistência médica e quais profissionais são indicados para cada necessidade;
- Exames que enfrentaremos ao longo da nossa vida sexual e reprodutiva e por que eles são importantes;
- Direitos dos adolescentes à saúde sexual e reprodutiva;
- Dignidade menstrual: produtos de higiene disponíveis no mercado e autocuidado.
Esses são os assuntos e os conteúdos que trago prontos, porém durante a oficina muitas questões são trazidas pelos jovens e vamos construindo juntos o conhecimento.
A quem se destina a oficina:
Adolescentes e pré-adolescentes com útero, que já menstruam ou ainda vão menstruar. Não defino idade limite porque acredito que as famílias devem sentir o chamado de abordar esse assunto com suas crias, mas ressalto que essa é uma oficina destinada a adolescentes e pré-adolescentes, com uma abordagem cuidadosa e lúdica, porém com informações verdadeiras e baseadas em evidências.
Quem conduz a oficina:
Sou Lucila Pougy, Obstetriz e Relações Públicas, com habilitação em ginecologia natural, pós-graduação em Saúde da Família. Atuando na assistência à saúde da mulher, recebi um convite - quando minha filha estava entrando na puberdade - para trabalhar com educação em saúde com adolescentes. Eu sentia mesmo falta de uma abordagem com jovens para que tivessem mais conhecimento de si, de seu corpo e de seus direitos e pudessem viver com mais confiança e responsabilidade suas sexualidades, não só na adolescência mas também na vida adulta. Em 2014 realizei minha primeira oficina e de lá pra cá já foram mais de cem encontros - nas escolas e fora delas, presenciais e on-line - para abordar assuntos pertinentes à saúde em sexualidade e menstruação.