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Meu Amor, no fim do mundo

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Meu Amor, no fim do mundo

09 jan - 2025 • 20:00 > 09 jan - 2025 • 21:15

Evento encerrado

Meu Amor, no fim do mundo

09 jan - 2025 • 20:00 > 09 jan - 2025 • 21:15

Evento encerrado

Descrição do evento

Este ingresso é para o dia 09.01.2025

 "Meu Amor, no Fim do Mundo".

Ingressos:

•      Inteira: R$ 60,00

•      Meia-Entrada: R$ 30,00 (Idoso, Estudante, Professor, Artistas e  Clube do assinante Zero Hora).

- Bilheteria abre às 19h. Somente Pix.

- Capacidade: 88 lugares, proporcionando uma experiência intimista e imersiva.

Data e horário:
De 07 a 30 de janeiro, às terças, quartas e quintas, às 20h.

Local: Teatro William Shakespeare – Casa de Espetáculos
Rua Visconde do Rio Branco, 691, Porto Alegre
Capacidade: 88 lugares, proporcionando uma experiência intimista e imersiva.

A História da peça:

"Meu Amor, no Fim do Mundo" conta a história de um casal que, diante de uma catástrofe climática devastadora, desafia a sobrevivência para viver uma história de amor. O espetáculo propõe uma reflexão sobre os limites da existência humana e a busca por significado em meio à destruição do planeta.

Com uma trama rápida e direta, a história se desenrola em uma hora, refletindo a urgência do nosso tempo. O espetáculo propõe uma reflexão sobre a felicidade, o amor, a liberdade e a manipulação da tecnologia nas nossas vidas.

A trama apresenta dois sobreviventes de um projeto chamado Terra Nova, que preservou jovens adormecidos em bunkers por décadas, antes de um desastre climático que colocou em risco a existência da humanidade. Com a Terra novamente habitável, eles se veem obrigados a viver sob o controle de grandes corporações que comandam de estações espaciais.

Em um mundo onde as conexões humanas são proibidas, os sobreviventes tiveram implantados um “neuro-chip”, que anulam suas emoções. Porém, com uma tempestade solar, tudo muda.

“Ele e Ela” se encontram em meio ao vazio e talvez o que eles tenham em comum seja a lucidez, que os leva a saltar sobre os abismos da existência humana, enfrentando as ansiedades geradas pela finitude, pelo desamparo e pela angústia diante da impotência frente à insustentável busca por significado nesse novo mundo.

A peça divide-se em duas partes:

Na primeira, vemos um homem sozinho, em meio ao silêncio e angústia, abordando os dilemas que o atormentam.

Na segunda parte, com a chegada de uma misteriosa mulher, a peça não apenas altera a trama em foco, mas também seu protagonismo.

Esse homem e essa mulher resultam na expressão da ambiguidade humana.

Ele é racional, inseguro, adaptado às convenções e regras. Ela é rebelde, insatisfeita com a desvalorização da vida íntima nessa novo era.

O que percebemos em “Meu Amor, no Fim do Mundo” é que essa ambição do homem moderno, pelo desejo de “poder tudo”, de “saber tudo” e de “ser tudo”, pode nos desconectar da realidade, das nossas próprias limitações.

Independentemente da catástrofe climática, nosso mundo pode desabar de qualquer modo, a qualquer momento e talvez seja o amor, nossa razão maior. Ao se entregarem um ao outro, eles transcendem as ruínas ao redor, onde estão finalmente em paz.

Os atores dançam ao som da trilha original composta por Paulo Inchauspe. A combinação do som e do movimento traz uma carga poética muito forte e uma simbologia profunda. A união encapsulada nos sentidos cria uma atmosfera quase espiritual, onde o amor se torna não apenas uma resistência ao apocalipse, mas uma realidade própria.

Será o amor capaz de ressignificar a vida no fim do mundo?

A Criação do Texto  X   A enchente de maio de 2024

A motivação inicial para "Meu Amor, no Fim do Mundo" surgiu em 2021 depois que Bob Bahlis leu uma pesquisa publicada no periódico Science Direct, sobre ansiedade climática entre jovens, conduzida por um grupo internacional de acadêmicos. Considerado o maior estudo do tipo até então, a pesquisa analisou a percepção de 10.000 jovens, com idades entre 16 e 25 anos, de dez países diferentes. Os resultados revelaram que quase metade dos entrevistados sofria impactos significativos em seu cotidiano devido à ansiedade climática. Aproximadamente 75% dos participantes afirmaram que "o futuro é assustador”. O estudo destacou a angústia psicológica entre os jovens. (Leia abaixo o texto: A Nova Doença do Século: Ansiedade Climática).

No entanto, em março de 2024, quando Bahlis começou a ensaiar o texto, um evento trágico mudou completamente a trajetória da peça e de suas vidas.

O diretor Bob, cuja casa foi gravemente atingida pela enchente de maio de 2024 em Porto Alegre, passou uma semana ilhado antes de se mudar temporariamente para Capão da Canoa. Durante esse período, ele reimaginou a narrativa da obra, incorporando novas perspectivas.

A atriz Janaína Barbosa, que morava no centro, enfrentou dias sem luz e água. Para proteger seus filhos e sua mãe, buscou refúgio no litoral, onde ficou semanas.

Já o ator Frederico Vasques teve menos danos. Passou alguns dias sem energia e água, mas não sofreu perdas materiais ou familiares. Ele reconheceu ter tido sorte diante do impacto generalizado da tragédia.

Outras pessoas da equipe também tiveram suas casas destruídas pela enchente de maio de 2024.

As referências para o texto:

As referências que Bob Bahlis utilizou para a peça "Meu Amor, no Fim do Mundo":

1. "1984" de George Orwell. A referência ao romance distópico "1984" é poderosa para entender as dinâmicas de opressão e resistência. A luta dos personagens por liberdade, mesmo em um ambiente que parece intransponível, faz um eco interessante com o cenário pós-apocalíptico de sua peça. O amor como resistência é um tema chave, mostrando como os personagens resistem à desesperança do mundo ao seu redor através do vínculo afetiva.

2. "A Idade do Ouro" de Georges Minois. Este livro, que fala sobre os diferentes períodos da história e suas visões sobre o que constitui uma "idade dourada", ofereceu inspiração para discutir a ideia da felicidade em um mundo perdido e a busca por um retorno a uma era mais pura ou utópica.

3. O Mito de Ícaro. O mito de Ícaro, que se aproxima do conceito de alcançar a liberdade e, ao mesmo tempo, de se aproximar da queda por buscar o impossível. A busca por algo além da destruição, por algo transcendental ou emocionalmente significativo, pode ser tanto libertadora quanto perigosa — um paralelo à ascensão de Ícaro.

4. Epícuro

A filosofia de Epícuro, que preconiza a busca pela felicidade e pela tranquilidade emocional através do prazer simples, refletiu na construção da dinâmica do casal da peça.

Quem são os atores do espetáculo:

- Frederico Vasques.

Natural de Porto Alegre, Frederico formou-se em Artes Cênicas pela UFRGS em 2013. Em sua trajetória no teatro, destacou-se em espetáculos como Os Homens do Triângulo Rosa (direção de Margarida Peixoto), onde recebeu o Prêmio Açorianos de Melhor Ator Coadjuvante em 2015. No cinema, participou de Tinta Bruta (dirigido por Filipe Matzembacher e Marcio Reolon), longa premiado com o Teddy Awards em Berlim (2018). No audiovisual, integrou o elenco de Irmãos Freitas (dirigido por Sérgio Machado e Aly Muritiba, 2019), Ocidentes (dirigido por Fabiano de Souza) e A Própria Carne (dirigido por Ian Sbf).

- Janaína Barbosa

Atriz e bailarina natural de Porto Alegre, Janaína tem mais de 15 anos de experiência no mercado artístico. É professora de dança e jogos teatrais, atuando em escolas de dança e em projetos sociais voltados para crianças na região de Porto Alegre. No audiovisual, trabalhou como atriz em diversos filmes, séries e videoaulas. No teatro, sua atuação como Diretora de Movimento inclui peças voltadas ao público infantil, espetáculos de dança e musicais escolares.

Quem é o diretor do espetáculo

Bob Bahlis é dramaturgo, diretor de teatro, produtor cultural e professor de teatro. Começou sua carreira no teatro em 1987. Diretor de diversos trabalhos, entre eles:

“O Espantalho”, monólogo adulto, com o ator Werner Schunemman, que estreou no Theatro São Pedro, em agosto de 2023. Bob Bahlis assina o texto e direção geral.

 “Velha D+”, peça adulta, musical, assina roteiro e direção. A peça vem chamando muito a atenção por tratar de questões femininas e o preconceito de idade. Monólogo com a atriz Fera Carvalho Leite.

"Um certo capitão Fernando", Roteiro e Direção. Homenagem ao atleta Fernandão, que foi vítima de um acidente de helicóptero.

“Dez(quase)Amores”, adaptado do livro de Claudia Tajes, a peça esteve em cartaz por 15 anos. Bob fez a adaptação do livro e direção do espetáculo.

Quem fez a trilha sonora do espetáculo:

Paulo Inchauspe, músico, começou a trajetória artística aos 13 anos, estudando e tocando com vários artistas do cenário gaúcho. Foi fundador da ManiMani (banda autoral) junto do amigo Luciano Leindecker. Fundador do Fossa Nova com Cristiane Silva, atualmente toca com Yustedes (tributo ao rock argentino). 20 anos de experiencia em rádios de Porto Alegre, atualmente é o responsável pelas trilhas da RBS Tv. 

Sobre o convite para a fazer a trilha da peça  “Meu amor, no fim do mundo”.

Paulo Inchauspe sempre teve o desejo de criar trilhas para teatro. Quando foi convidado por Bob, que lhe apresentou o tema a ser trabalhado, sentiu-se motivado, especialmente por se tratar de um tema instigante e relacionado a referências cinematográficas que já admirava há muito tempo. Após receber o texto inicial, começou o processo criativo, lendo e imaginando a atmosfera do palco. Ele encontrava suas manhãs como o momento mais produtivo para essa tarefa; com o texto em mãos e um café ao lado, tocava e refletia sobre como a música se encaixaria em cada cena. Paulo ficou satisfeito com o resultado ao participar dos ensaios.

A Nova Doença do Século - Ansiedade Climática

Você já se sentiu ansioso ao pensar nas mudanças climáticas? Esse sentimento, que atinge um número crescente de pessoas, vem sendo chamado de “ecoansiedade”. O termo, popularizado desde os anos 1990 e incorporado ao dicionário Oxford, é definido pela Associação Americana de Psicologia como “o medo crônico de um cataclismo ambiental, alimentado pela percepção do impacto das mudanças climáticas e pela preocupação com o futuro das próximas gerações”.

Um estudo recente, publicado no Science Direct e liderado por Caroline Hickman, da Universidade de Bath, revelou um cenário preocupante: jovens e crianças estão sofrendo de níveis alarmantes de ansiedade climática, muitas vezes associados à inação dos governos. Embora ainda não seja formalmente classificada como uma doença, a ansiedade climática tem sido amplamente reconhecida, especialmente por seus impactos desproporcionais em jovens e comunidades vulneráveis.

Se, por um lado, a ecoansiedade pode desencadear transtornos mentais graves, como depressão, por outro, especialistas acreditam que ela pode servir como um catalisador para a ação climática. Psicólogos destacam que o enfrentamento da crise ambiental e a superação da ansiedade que ela causa estão profundamente interligados. Ambas exigem comprometimento em prol de soluções sustentáveis e regenerativas para o planeta.

Nosso espetáculo busca aprofundar essa reflexão. Propomos um mergulho nas emoções e nos dilemas que permeiam o futuro do planeta, incentivando uma abordagem saudável para lidar com a ansiedade climática.

Ficha técnica:

Peça: Meu amor, no fim do mundo.

Texto e Direção: Bob Bahlis.

Elenco: Frederico Vasques e Janaína Barbosa.

Trilha sonora: Paulo Inchauspe.

Coreografias: Janaína Barbosa, Frederico Vasques e Bahlis.

Voz neuro-chip: Margarida Peixoto.

Cenário: Emiliano Rosenfield.

Figurino: Margarete Bressani.

Iluminação: Marga Ferreira.

Operação som-video: Haik Khatchirian.

Fotos divulgação: Marcelo Nunes.

Arte gráfica: Lui Felippe.

Local onde a peça é apresentada:

A Casa de Espetáculos é um espaço multicultural; possui o Teatro William Shakespeare com plateia para 88 espectadores, palco para apresentações, camarim, sala técnica de sonorização e iluminação e demais instalações como salas de apoio multifuncionais para aulas, workshops, oficinas, palestras, reuniões e tudo mais que sua criatividade permitir! Contamos ainda com o PUB que é um acolhedor espaço onde os frequentadores podem confraternizar, encontrar amigos, aguardar para assistirem shows e apreciarem uma excelente cerveja artesanal e hidromel de fabricação própria, além de petiscos, inspirados na Cultura da Europa Medieval.

Rua Visconde do Rio Branco, 691. Porto Alegre

Contato @casadeespetaculos.com.br

@casadeespetaculos

(51) 99830-0101

  

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