Tema da mesa: Primeira Infância: proteção, atitude adulta e enfrentamento às violências
Capacidade total de pessoas: 150 pessoas
Debatedores:
Jussara Santos - Mestre em Educação pela PUC-SP e doutora em Educação e relações étnico-raciais pela Universidade Federal de São Carlos
Valéria Pasetchny - Mestra em Educação. Pedagoga, especialista em Educação Infantil pela USP, Pós-graduada em Gestão Escolar
Lica Chalmers - Psicóloga pela PUC-SP, com pós-graduação em Psicologia Social pela Sorbonne, Paris V. Consultora e formadora do Instituto Avisa Lá
Ester Asevedo - Graduada em pedagogia, especialista em gestão educacional. Orientadora educacional e professora
A mesa propõe uma reflexão profunda sobre o papel dos Centros de Educação Infantil (CEIs) da UNAS na garantia da proteção integral, da educação inclusiva e dos direitos de bebês e crianças, reafirmando a educação como prática ética, política e de transformação social no território. A discussão parte da atitude adulta como princípio fundamental do cuidado e da convivência, pautada na escuta atenta, no acolhimento, na democratização do colo e no respeito rigoroso aos tempos, corpos, identidades e singularidades de cada criança.
Em consonância com a Política de Proteção Infantil da UNAS, serão abordadas a prevenção e o enfrentamento de todas as formas de violência, negligência, discriminação e violação de direitos. Proteger é uma responsabilidade coletiva que exige observar, identificar, registrar, agir e acionar a rede. A educação inclusiva será compreendida de forma sistêmica — envolvendo CEI, famílias, território e políticas públicas — com o firme compromisso de eliminar barreiras e assegurar acesso, participação, aprendizagem, pertencimento e equidade. O racismo será debatido como uma violência estrutural que atravessa a primeira infância, exigindo práticas antirracistas intencionais e a valorização das culturas afro-brasileiras, africanas e indígenas.
A mesa abordará ainda a natureza e o território como espaços essenciais de brincadeira, investigação e aprendizagem, articulando educação ambiental e justiça climática nas periferias. Nesse percurso, os educadores são sujeitos centrais na organização de tempos, espaços e materiais. Literatura, arte e diferentes linguagens fortalecem vínculos e autonomia, reafirmando os CEIs como espaços de cuidado, proteção e direitos.