Tema da mesa: Natureza, clima e saúde nos territórios: A importância do Bairro Educador
Capacidade total: 50 pessoas
Debatedores:
Sabrina Oliveira Santos - Bacharel em Ciências e Humanidades e em Políticas Públicas pela UFABC. É educadora e pesquisadora da UNAS
Laura Janka - Arquiteta e Coordenadora do Núcleo de Arquitetura e Cidade do Centro de Estudos das Cidades Arq. Futuro do Insper
Samantha O. - Arquiteta e Urbanista formada pela USP e mestre em Habitação: Planejamento e Tecnologia pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT)
Camila Doretto - Jornalista e comunicadora socioambiental, Atua na campanha de Justiça Climática do Greenpeace Brasil
A crise climática não se manifesta de forma igual nos diferentes territórios: seus impactos se articulam às desigualdades sociais, ambientais e econômicas, atingindo de maneira mais intensa populações historicamente expostas à precarização das condições de vida e ao racismo ambiental. Discutir natureza, clima e saúde em Heliópolis significa, portanto, compreender o território a partir da perspectiva da justiça ambiental, reconhecer a necessidade de produzir conhecimento e construir políticas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. A mesa apresenta experiências desenvolvidas pelo Observatório “De olho na Quebrada” da UNAS, voltadas à compreensão dos impactos do aquecimento global e do racismo ambiental, articulando essas iniciativas ao consórcio de pesquisa-ação “Cuidados para o Verde”, em desenvolvimento na EMEF Gonzaguinha/ CEI Margarida/ Insper, que busca investigar possibilidades concretas de cuidados em saúde e a ampliação das áreas verdes no território. Apresenta também as experiências de educação ambiental construídas junto aos CEIs Margarida Maria Alves, Patativa do Assaré e Girassol e ao CCA Plácido, que nos possibilitam pensar em novas formas de cultivar vínculos e afetos das crianças e dos educadores com os espaços que habitam.
A partir dessas experiências, a mesa propõe ampliar o debate sobre o papel da educação, da participação comunitária, da pesquisa e das políticas públicas na construção de territórios mais saudáveis, resilientes e ambientalmente justos. A contribuição da Academia e das organizações sociais e comunitárias possibilita colocar em diálogo diferentes saberes e campos de atuação. A proposta é estabelecer uma ponte entre as experiências produzidas no território e os desafios da formulação de políticas públicas, refletindo sobre como ações aparentemente pequenas podem transformar relações e ampliar as formas de perceber, habitar e cuidar dos espaços — do jardim ao pátio, do equipamento aos espaços públicos e destes ao território —, produzindo conhecimento, fortalecendo vínculos e construindo estratégias de adaptação e mitigação diante da crise climática.