Formado por Amilcar Rodrigues (trompete, flugelhorn e eufônio) e
Guilherme Marques (bateria e percussão), o duo parte da improvisação livre
como território para criação musical. A sonoridade de bateria, percussão,
trompete, flugelhorn e eufônio, é a base para o diálogo entre os dois
instrumentistas, que projetam a criação de diferentes texturas melódicas
explorando som, ruído, ritmo, volume e espaço. Guilherme e Amilcar, que
tocam juntos há mais de 15 anos em diferentes formações e contextos
musicais, propõem a exploração de um ambiente musical inusitado, que é o
diálogo cru, isto é, sem recursos eletrônicos de manipulação e expansão
sonora, entre instrumentos fundamentalmente associados aos elementos
rítmico e melódico. Além da instrumentação o duo aposta na improvisação
livre, sem roteiro ou composição musical previamente estruturada, como
forma de abertura ao diálogo e expressão artística.
Sinopse do espetáculo:
Neste show de lançamento, o duo reproduz ao vivo no palco o espaço de
criação e interação desenvolvido no processo de elaboração e registro do
álbum (i)miscível: durante dois meses em 2021 Guilherme e Amilcar se
encontraram semanalmente para tocar e improvisar livremente, registrando
cada encontro do processo como forma de investigação do resultado sonoro
contido em suas performances. O desfecho desse processo foi o registro
formal de uma sessão que contou com a participação de Juçara Marçal em
cinco de dez músicas gravadas por Rô Fonseca e Cuca Ferreira. Além de
Juçara que está no disco (i)miscível, o show traz para o palco, o saxofonista
Thiago França, parceiro musical de ambos em diferentes projetos que
orbitam o campo da improvisação livre.
Guilherme Marques é músico
profissional – professor, intérprete,
compositor e pesquisador. Doutor
em música pela Unicamp, atua como
baterista e percussionista com
ênfase nas áreas da performance em
música, e docência em nível
superior. Como intérprete,
desenvolve trabalhos ligados à improvisação e suas mais variadas formas: o
jazz, a música brasileira, a improvisação livre e propostas interdisciplinares
envolvendo outras linguagens artísticas, notadamente o teatro e a dança.
Dedica-se com maior intensidade aos trabalhos autorais, À Deriva,
Comboio, OlhoMágico, KVAR e Música de Selvagem; atua também em
projetos como músico freelancer. Colabora regularmente com as companhias
de teatro Les Commediens Tropicales e Estrela D’Alva e a companhia de
dança iN SAiO.
Amilcar Rodrigues é trompetista, e transita entre a música instrumental,
desde big bands clássicas até
grupos de improvisação
livre, e a canção
popular. Está presente na
cena da música
independente, tocando
atualmente com o
compositor Mauricio
Pereira, A Espetacular Charanga do França, Projeto B, Dj Tudo e sua gente
de todo lugar, Romulo Froes, Space Charanga, Johnny Hooker, O Terno e
Otis Trio. Participou de outros grupos como: Projeto Coisa Fina, Banda
Savana, grupo de música antiga da USP. Já tocou com Tulipa Ruiz, Maria
Alcina, Elza Soares, Mestre Anderson Miguel, Johnny Hooker, Pepeu
Gomes, e também na Big Band da ULM, do conservatório de Tatui e com a
Jazz Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo. Participou também de
espetáculos teatrais como a Megera Domada montagem do grupo
Ornitorrinco, Lorca do grupo Xpto, Tráfego da companhia Nova Dança e do
musical Eu Sou O Samba. Além disso, participa de gravações de discos e
trilhas.