Crianças! Já está chegando o próximo Festival Arte Serrinha Infantil e, desta vez, ele conversa e brinca com a proposta Portunhol Selvagem, do Festival Arte Serrinha.
Portunhol Selvagem? Linguagens errantes? O que será tudo isso?
Podemos adiantar um pouquinho para vocês começarem a imaginar.
Portunhol Selvagem, mistura de português, espanhol e guarani, é uma língua inventada para poetizar e fazer nascer palavras, sons e modos de falar.
Já Linguagens errantes nos convida a pensar em dois sentidos ao mesmo tempo: na liberdade de errar, porque errar também faz parte de descobrir, experimentar e criar, e na errância, entendida como caminhar sem pressa, vagar sem fronteiras e deixar que o percurso abra novas possibilidades.
Esses sentidos têm tudo a ver com o território onde o festival acontece: um lugar de natureza, arte, invenção e liberdade, onde as ideias podem passear, experimentar outros modos de existir e encontrar novas formas de brincar com as palavras, os gestos e o mundo.
As nove oficinas são resultado de um processo de invenção coletiva entre artistas-educadores. Cada uma tem começo, meio e fim, mas também se desdobra na seguinte, em um percurso atravessado por trocas, escuta e construção coletiva. O festival se organiza, assim, em diálogo com a natureza livre, brincante e espontânea das crianças.
6/7
Laboratório de tingimento natural
Alana Godoy Hermano e Fabíola Triñca
Na primeira oficina do Festival Arte Serrinha Infantil, as crianças participarão de uma experiência imersiva e prática de tingimento têxtil natural, saber ancestral presente em diferentes povos indígenas do continente latino-americano. Uma proposta lúdica de mergulho em gestos, cores e movimentos sem fronteiras.
8/7
Sombras do mato e parangolé
Alana Godoy Hermano, Fabíola Triñca e Rafaela Tonela
Uma oficina para desenhar com luz, sombra e vestígios do território. Utilizando superfícies sensibilizadas artesanalmente, as crianças irão experimentar processos de impressão a partir de folhas, objetos, movimentos e elementos encontrados pelo caminho. Um encontro entre fotografia, natureza e imaginação para descobrir como a luz também pode contar histórias. As superfícies estampadas serão transformadas em parangolés e vestidas em um brincar livre.
10/7
Arquivos do sol
Felipe Costa e Rafaela Tonela
Que tal experimentar processos fotográficos artesanais, como a cianotipia e a antotipia, para transformar imagens, plantas e registros em impressões únicas? A oficina propõe a criação de um arquivo coletivo feito de memórias, vestígios e pequenas descobertas recolhidas e compartilhadas ao longo do caminho.
13/7
Fabulando seres: invenção de máscaras
Felipe Costa, Larissa Carneiro e Marília Landi
A proposta tem como fio condutor os imaginários latino-americanos e as criaturas híbridas das cosmologias andinas, especialmente os khurus. A partir disso, as crianças serão convidadas a transitar pela paisagem, concreta e imaginária, coletando elementos naturais para a confecção de máscaras, símbolos de “khurus em nascimento”, frutos da imaginação e da construção de narrativas individuais e coletivas.
15/7
O picadeiro é a Terra
Bruna Estrela, Larissa Carneiro e Larissa Violeta
Nessa oficina, a arte da palhaçaria convida a brincar e a experimentar formas de ser a si mesma. Em diferentes territórios, o riso se conecta profundamente à natureza de cada ser. Ser quem se é. E o brincar é a base disso: nascer, morrer, cair, levantar, verdadear, errar, tudo junto e misturado. A oficina passeia pela pesquisa da palhaçaria em diálogo com a educação popular, que vive e sobrevive em diversos territórios e culturas. Propõe dinâmicas de palhaçaria e convida à construção coletiva de adereços com elementos naturais.
17/7
Performance de encantados
Ananda Trezena e Carlos Barmak
Bora passear pelo mundo da encantaria? A partir de histórias e brincadeiras, cada criança vai construir e vestir seu próprio encantado. Roupas com estampas e adereços repletos de elementos da natureza, somadas à paisagem verde do Parque Natural Arte Serrinha, serão inspiração para a criação dos encantados e também o palco para brincar de performar.
20/7
Portunhol Selvagem — Dicionário ilustrado
Coletivo Oquecabeaqui?
Ale Contocani, Bia Cortês e Zá Szpigel
Em conexão direta com o tema do festival, essa oficina é um convite à experimentação com a língua: brincar de falar, travar a língua, destravar a imaginação. Por meio de jogos e brincadeiras, palavras em português, espanhol e guarani serão colocadas em relação com o ambiente natural para a criação de um dicionário ilustrado coletivo.
22/7
Mba’epyahujapo — Fazer uma coisa nova
Coletivo Oquecabeaqui?
Ale Contocani, Bia Cortês e Zá Szpigel
Uma oficina para fazer circular poesias visuais em Portunhol Selvagem e em uma quarta língua, inventada pelas próprias crianças. As palavras serão impressas com carimbos em composições visuais, dando forma à invenção de novos modos de expressão poética. Ao longo do processo, também serão criados lambes para ocupar o espaço com poesia.
24/7
Onde moram as palavras e as plantas? — Cortejo das ervas falantes
Alana Godoy Hermano, Bruna Estrela e Larissa Violeta
Última oficina do percurso, propõe um momento de criação e também a apresentação de vestígios, imagens, objetos e invenções produzidos nas oficinas anteriores, culminando em um cortejo comemorativo. A proposta começa com uma exploração do espaço para observar e coletar plantas nativas, espontâneas, exóticas e “invasoras”, criando paralelos com palavras e plantas que viajam entre culturas, sotaques e territórios. Ao longo da caminhada, o grupo irá recolher folhas, flores e plantas com potencial para uma prática de impressão botânica artesanal. Palavras encontradas no caminho — inventadas, escutadas, lembradas ou errantes —, além das próprias plantas, serão incorporadas às criações, tornando-as falantes. O material dessa oficina, junto a outros elementos produzidos nas oficinas anteriores, será preparado para compor o cortejo final.