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Espetáculo Estilhaço

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Espetáculo Estilhaço

05 dez - 2019 • 20:00 > 05 dez - 2019 • 20:40

Evento encerrado

Espetáculo Estilhaço

05 dez - 2019 • 20:00 > 05 dez - 2019 • 20:40

Evento encerrado

Descrição do evento

Data: 5 de dezembro

20h

Local: Teatro do Centro Cultural UFG

Para maiores de 16 anos


RELEASE ESPETÁCULO ESTILHAÇO

Estilhaço é um trabalho de dança que se articula através de bases de movimento e sonoras, com matrizes construídas através de palavras realizadas por Código Morse: SOS e CARCOMER SILENCIOSAMENTE e texturas sonoras feitas no instrumento Rabeca. Além de qualidades de movimento como vibração, contrações através de respiração, pequenos abandonos/sumiços, pequenos irromperes e escape. Tais qualidades compõem o corpo ali em cena: corpo-sorriso, corpo- invasor, corpo-que-pisca.
SOS é o que a respiração ofegante inicial diz, ela chega como uma multidão. Esse suscitar de multidão produz no território de batalhas que é o corpo, um corpo que foi criado em vias de vibrações e explosões, pronto para fazer (des)aparições. Ele vem com um sorriso estampado numa outra superfície que não o rosto que estamos habituados a fitar, mas sim onde, num gesto de desespero levamos a mão para coçar, onde fios de cabelo estão em vias de crescer e cair, onde o escalpo é possível se formos pegos. No topo, mas agora de fronte. O sorriso estampado no topo-fronte é multifacetado em seus sentidos, aparentemente bobo, (des)esperador, (des)carado, simpaticamente irritante, dissimulado e mais outros sentidos que possam vir. Este sorriso nos olha como ovos e, já em instantes não mais nos olhando, está pronto para (des)aparições. Neste espetáculo, vozes invadem um íntimo deste corpo que também é espaço, procuram e apontam o perigo de sua existência (des)carada. Que perigo ele tem? É perigoso para quem e para o que? Quando somos perigo para nós mesmos? Somos corpos potencialmente perigosos quando nos propomos a entrar em batalhas opositivas a poderes que minam nossa existência, que esvaziam nosso potencial criador e que congelam nossos sorrisos de corpo inteiro e os esvaziam, mas se nos propomos, o sorriso pode ser uma pequena lasca interessante que faz inflamar. É possível também, que nestas batalhas, nossos corpos sejam estilhaçados e, deste modo, precisamos agitar os olhos e colher os miúdos pedaços para continuar seguindo, assim é preciso ter prudência. Contudo, podemos produzir os estilhaços e os sentidos que nos interessam, como por exemplo, pequenas lascas que carcomem silenciosamente, que inflamam e fazem apodrecer, na surdina e com o tempo, a derme dos poderes que desejam nos sufocar. ‘Como silenciosamente os estilhaços, como poeira’. Mas como os estilhaços possuem a força e intensidade de espalhar em direções múltiplas, precisamos preparar nossos corpos para sermos ágeis e porque não dizer minusiosos. Este trabalho emerge de uma busca pelo sentir e praticar a potência do estilhaço.

Local

Centro Cultural UFG

Avenida Universitária, 1533 Setor Leste Universitário

Goiânia, GO

Termos e políticas

Sobre o produtor

Anna Behatriz Alves de Azevêdo

Bailarina, artista visual, professora

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