Nesta roda de conversa/aula empírica, o objetivo será a compreensão de como são construídos os diversos espaços de atuação e criação (ou co-criação) de culturas que circundam os espaços territoriais simbólicos e físicos na cidade de São Paulo, enquanto microcosmos de representatividade da esfera macro: Brasil.
Abordaremos nesta conversa as questões que envolvem as distâncias sociais que unem as pessoas em suas individualidades e coletividades: das periferias aos centros comerciais. Isto para que possamos compreender a atuação e o engajamento destes indivíduos enquanto potencial público alvo na promoção de impacto social e consumo.
A discussão será norteada pelas seguintes questões:
- O que é democracia econômica? Como construir oportunidades?
- Desconstrução de espaços de privilégio;
- Mecanismos sistêmicos de invisibilidade dos microcosmos sociais;
- Periferia como potência empreendedora;
- Diagnósticos de problemas sociais – tratamento dos sintomas estruturais em suas origens;
- Lugares e não-lugares – esferas dominantes e espaços de concessão;
- Saberes individuais x saberes coletivos: múltiplas culturas/múltiplas demandas de mercado.
A facilitadora:
Catarina Sento-Sé é poetisa, ativista, pesquisadora voltada para as questões de inteligência de mercado e empreendedora social. Formada em História, licenciatura e bacharelado pela Universidade Católica de Salvador. Mestra em Ciências Sociais aplicadas ao Planejamento e a Gestão do Território pela Universidade Federal do ABC e Pós Graduada em Docência do Ensino Superior pelo SENAC – SP. Há cinco anos tornou-se membro do Movimento de Mulheres Olga Benário na capital paulista. Atua como professora na Universidade Livre da Inovação (ULI) como docente em Gestão e Inovação de Projetos para impacto social. Possui uma metodologia focada na solução e mediação de conflitos, gestão estratégica e inovação para empresas, coletivos e espaços de coworking/startups. Trabalha há cinco anos com serviços voltados a assessoria na construção de centros de memória institucional/ e serviços de pesquisa com inteligência de mercado. Promove palestras e encontros com o foco na construção de políticas públicas para grupos sociais de vulnerabilidade no Brasil e na América Latina. Organizadora do Livro vivências de gênero no Brasil que será lançado em 2018 pela Editora Árvore Digital. Nos últimos três anos, Ana tem se dedicado a criação da plataforma #TeseHorizontal, com o intuito de transpor o conhecimento acadêmico para fora dos muros e das universidades, com uma linguagem didática cotidiana e representativa. Capaz de agregar saberes antes apenas teóricos, como a antropologia e a filosofia, para a prática corporativa, social, política e empreendedora. Sua dissertação de mestrado teve como tema os atingidos por barragens, pesquisa que a mesma desenvolve há doze anos, e foi nesse mote que a mesma passou a pesquisar a situação das mulheres camponesas no Nordeste do Brasil. No ano de 2018 lançou seu primeiro livro referente à pesquisa, com o título “Para onde correm as águas do Rio”, Editora Prismas.