A violência física e psicológica – gaslighting, a dor, os amores e desamores, sabores e dissabores, a objetificação e a opressão contra as mulheres são temas expostos em cena de maneira visceral e reflexiva. No palco, uma mulher (Camila Guerra) dá vida a vários contextos de opressão ao sexo feminino e celebra a existência do gênero destacando a ancestralidade e as lutas que permeiam o “ser mulher” neste mundo.
Inspirada no livro Syngué Sabour, do escritor franco-afegão Atiq Rahimi, e no filme intitulado em português A Pedra da Paciência, também dirigido pelo autor, a atriz brasiliense Camila Guerra resolveu, em 2017, pegar como mote essas obras para estudar a fundo o universo feminino, suas nuances, seus medos, suas glórias, ânsias, repressões.
O resultado, que contou com intensos meses de trabalho e reflexões em parceria com o diretor e coreógrafo brasiliense Édi Oliveira e com a dramaturga Ana Flávia Garcia, será apresentado, agora, na peça de dança-teatro intitulada Pedra(p)Arida. O espetáculo terá estreia presencial no dia 19 de março, sábado, e no dia 20 do mês, domingo, no Teatro Galpão do Espaço Cultural Renato Russo (508 sul). Sabádo às 20h e domingo às 19h. Ingressos: R$ 10 (meia-entrada). Não recomendado para menores de 18 anos. Informações: Instagram: @pedraparida.
Devido ao momento de pandemia, estamos com ingressos limitados. O evento exigirá o uso de máscara obrigatória, comprovação via cartão de vacinação na entrada e contará com álcool gel, distanciamento entre as cadeiras de modo a respeitar todos os protocolos para a prevenção ao COVID-19.