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Histórias para voar (PE)

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Histórias para voar (PE)

23 jan - 2022 • 11:00 > 23 jan - 2022 • 12:00

Evento encerrado

Histórias para voar (PE)

23 jan - 2022 • 11:00 > 23 jan - 2022 • 12:00

Evento encerrado

Descrição do evento

HISTÓRIAS PARA VOAR ...

Livre adaptação de Charlon Cabral


PRIMEIRA CENA

CONTADOR DE HISTÓRIA 1:

Era uma vez uma cidade onde habitavam todas as cores onde as casas eram feitas de flores 

E as pessoas falavam de amores.


Nas árvores os livros brotavam 

Com sabor de fruta no pé 

Tinha respeito e alegria, sonhos, doces e muita magia. 


Era a cidade ideal 

Onde o sonho era sempre real 

Onde crianças e adultos conheciam o poder do amor 

Não tinha lugar para preconceito e não se falava de dor 

O sorriso estampado no rosto de cada um e de toda cor. 


Essa cidade mora dentro de cada um de nós

É só querer enxergar

Pois o mundo é dos que sonham

Basta apenas acreditar 

Vamos embarcar nesse conto que agora vou contar.


SEGUNDA CENA

CONTADOR DE HISTÓRIA 2:

A história do Mané Gostoso – Elita Ferreira

Mané Gostoso desapareceu, e agora? 

Logo ele que era a grande atração do Circo de seu Neco. 

Como faria para alegrar a criançada? 

Com a ajuda do delegado e das crianças, seu Neco foi em busca do seu amigo. Vamos ajudar a procurar?



TERCEIRA CENA

CONTADOR DE HISTÓRIA 3:

A história da Menina do Laço de Fita – Ana Maria Machados


Era uma vez uma menina linda, linda.


Os olhos pareciam duas azeitonas pretas, brilhantes, os cabelos enroladinhos e bem negros.


A pele era escura e lustrosa, que nem o pelo da pantera negra na chuva.


Ainda por cima, a mãe gostava de fazer trancinhas no cabelo dela e enfeitar com laços de fitas coloridas. Ela ficava parecendo uma princesa das terras da África, ou uma fada do Reino do Luar. E, havia um coelho bem branquinho, com os olhos vermelhos e focinho nervoso sempre tremelicando. O coelho achava a menina a pessoa mais linda que ele tinha visto na vida.


E pensava:


– Ah, quando eu casar quero ter uma filha pretinha e linda que nem ela…


Por isso, um dia ele foi até a casa da menina e perguntou:


– Menina bonita do laço de fita, qual é teu segredo para ser tão pretinha?


A menina não sabia, mas inventou:


– Ah deve ser porque eu caí na tinta preta quando era pequenina…


O coelho saiu dali, procurou uma lata de tinta preta e tomou um banho nela. Ficou bem negro, todo contente. Mas aí veio uma chuva e lavou todo aquele pretume, ele ficou branco outra vez.


Então ele voltou lá na casa da menina e perguntou outra vez:


– Menina bonita do laço de fita, qual é o teu segredo para ser tão pretinha?


A menina não sabia, mas inventou:


– Ah, deve ser porque eu tomei muito café quando era pequenina.


O coelho saiu dali e tomou tanto café que perdeu o sono e passou a noite toda fazendo xixi. Mas não ficou nada preto.


– Menina bonita do laço de fita, qual o teu segredo para ser tão pretinha?


A menina não sabia, mas inventou:


– Ah, deve ser porque eu comi muita jabuticaba quando era pequenina.


O coelho saiu dali e se empanturrou de jabuticaba até ficar pesadão, sem conseguir sair do lugar. O máximo que conseguiu foi fazer muito cocozinho preto e redondo feito jabuticaba. Mas não ficou nada preto. Então ele voltou lá na casa da menina e perguntou outra vez:


– Menina bonita do laço de fita, qual é teu segredo pra ser tão pretinha?


A menina não sabia e… Já ia inventando outra coisa, uma história de feijoada, quando a mãe dela que era uma mulata linda e risonha, resolveu se meter e disse:


– Artes de uma avó preta que ela tinha…


Aí o coelho, que era bobinho, mas nem tanto, viu que a mãe da menina devia estar dizendo mesmo a verdade, porque a gente se parece sempre é com os pais, os tios, os avós e até com os parentes tortos.


E se ele queria ter uma filha pretinha e linda que nem a menina tinha que era procurar uma coelha preta para casar.


Nem precisou procurar muito. Logo encontrou uma coelhinha escura como a noite, que achava que aquele coelho branco uma graça.


Foram namorando, casando e tiveram uma ninhada de filhotes, que coelho quando desanda a ter filhote não para mais! Tinha coelhos de todas as cores: branco. Branco malhado de preto, preto malhado de branco e até uma coelha bem pretinha. Já se sabe, afilhada da tal menina bonita que morava na casa ao lado.


E quando a coelhinha saía de laço colorido no pescoço sempre encontrava alguém que perguntava:


– Coelha bonita do laço de fita, qual é teu segredo para ser tão pretinha?


E ela respondia:


– Conselhos da mãe da minha madrinha…


QUARTA CENA

CONTADOR DE HISTÓRIA 1:

A Cigarra e a Formiga de Esopo

Num belo dia inverno as formigas estavam tendo o maior trabalho para secar suas reservas de comidas. Depois de uma chuvarada, os grãos tinham ficado molhados. De repente aparece uma cigarra:

– Por favor, formiguinhas, me deem um pouco de comida!

As formigas pararam de trabalhar, coisas que era contra seus princípios, e perguntaram:

– Mas por quê? O que você fez durante o verão? Por acaso não se lembrou de guardar comida para o inverno?

Falou a cigarra:

– Para falar a verdade, não tive tempo. Passei o verão todo cantando!

Falaram as formigas:

– Bom... Se você passou o verão todo cantando, que tal passar o inverno dançando?

E voltaram para o trabalho dando risadas.


Ficha técnica:

A direção de Charlon Cabral reúne três importantes atores e contadores de histórias do Centro de Criação Galpão das Artes: o próprio Charlon, Thiago Freitas e Cida Campos e participação de Dvson Alves.

A dramaturgia de HISTÓRIAS PARA VOAR ... reúne (03) três importantes clássicos da literatura sonorizada ao vivo pelo músico e também arte educador e educador social limoeirense Aldemir Freire e participação da cantora Amanda Souza costurando respectivamente as histórias - Mané Gostoso (Elita Freire), Menina Bonita do Laço de Fita (Ana Maria Machado) e A Cigarra e a Formiga (Esopo).

POLÍTICA DE CONVIVÊNCIA DENTRO DO TEATRO:

  •  É proibido o consumo de alimentos ou bebidas;

  •  É proibido filmar ou fotografar sem autorização.


PROTOCOLO DE SEGURANÇA:

  • Comprovantes das duas doses da vacina contra o COVID19;

  • Em caso de apenas uma dose, apresentar comprovante de PCR negativo, com teste feito 48h antes da apresentação;

  • Ou conforme protocolo vigente do Governo do Estado de Pernambuco;

  • Uso obrigatório de máscara durante o evento.

SOBRE MEIA ENTRADA:

  • Crianças de 2 a 7 anos, sem carteira de estudante;

  • Estudantes (crianças a partir dos 8 anos);

  • Professores;

  • Pessoas com deficiência e seu acompanhante;

  • Idosos;

  • Doadores de sangue ou medula, mediante apresentação de comprovante obtido no Hemope;

  • Jovens de baixa renda, com idade entre 15 e 29 anos (até 2 salários mínimos);

  • Funcionários e colaboradores da PETROBRAS;

  • Artistas e técnicos com registro profissional regulamentado (DRT);

  • Artistas, técnicos e profissionais das artes filiados ao SATED.

 É obrigatória a apresentação no teatro, no momento da entrada, a documentação que comprove o direito ao benefício de acordo com a legislação em vigor. 



POLÍTICA SOBRE INGRESSOS:

  • Não nos responsabilizamos por ingressos adquiridos em pontos de venda não autorizados;
    O ingresso é pessoal (nominal). É indispensável a apresentação de um documento de identificação original com foto, juntamente com o ingresso impresso ou no aplicativo da Sympla para validação de titularidade;

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Política do evento

Edição de participantes

Você poderá editar o participante de um ingresso apenas uma vez. Essa opção ficará disponível até 24 horas antes do início do evento.

Saiba como editar participantes

Local

Teatro Barreto Júnior

Rua Estudante Jeremias Bastos Pina

Recife, PE

Termos e políticas

Sobre o produtor

organizer

Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco

Associação cultural sem fim lucrativos, realizadora do Janeiro de Grandes Espetáculos - Festival Internacional de Artes Cênicas e Música de Pernambuco.

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