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I Fórum Pertencer é um Direito

29 set - 2026 • 09:00 > 29 set - 2026 • 12:15

I Fórum Pertencer é um Direito

29 set - 2026 • 09:00 > 29 set - 2026 • 12:15

Descrição do evento

O "I Fórum Pertencer é um Direito" reúne estudantes, atletas, familiares e especialistas no Rio de Janeiro e integra as ações alusivas ao Dia Nacional de Combate ao Preconceito contra as Pessoas com Nanismo, celebrado em 25 de outubro

A inclusão começa pelo direito de pertencer, de estar na escola, participar das atividades, praticar esportes, conviver com os colegas e encontrar ambientes preparados para reconhecer as diferenças sem transformá-las em barreiras. É a partir dessa perspectiva que a ANNABRA Associação Nanismo Brasil, por meio de suas delegadas do Rio de Janeiro- Rafaela Ribeiro, Niterói- Monique Albuquerque, e São Gonçalo- Keyth Cordeiro, realiza, no dia 29 de setembro, na UERJ – Universidade do Estado do Rio de Janeiro, campus Maracanã, o I Fórum Pertencer é um Direito- Nanismo, Educação Inclusiva e Acessibilidade Escolar, em parceria com as docentes Marcia Marin (UERJ) e Eliza Lippe (UFRRJ). A atuação e o engajamento das professoras são fundamentais para fortalecer a ponte entre o conhecimento acadêmico e as práticas inclusivas nas escolas, impulsionando a formação docente, a pesquisa e a garantia de direitos dos estudantes com nanismo no ambiente educacional.

O encontro acontece das 9h às 12h15, no 12º andar RAV 122, com credenciamento e recepção a partir das 8h, e reunirá pessoas com nanismo, estudantes, atletas, familiares, educadores e especialistas para discutir os desafios enfrentados nos espaços educacionais e os caminhos para uma inclusão que ultrapasse o discurso e se concretize no cotidiano.

A atividade integra a programação da ANNABRA alusiva ao 25 de outubro – Dia Nacional de Combate ao Preconceito contra as Pessoas com Nanismo, data dedicada à conscientização, à garantia de direitos e ao enfrentamento do capacitismo e das diferentes formas de discriminação vivenciadas por pessoas com nanismo.

Para a presidente da ANNABRA, Kenia Rio, levar esse debate para dentro de uma universidade também significa aproximar a experiência vivida da formação dos futuros profissionais.

"Quando falamos em inclusão, não estamos falando apenas sobre permitir que uma criança ou um adolescente com nanismo esteja dentro da escola. Estamos falando sobre garantir pertencimento, participação, autonomia, acessibilidade, respeito e oportunidades. Precisamos ouvir as próprias pessoas com nanismo e compreender as barreiras que ainda fazem parte de seu cotidiano", destaca.

Nada sobre nós, sem nós

A programação foi construída para colocar as próprias pessoas com nanismo no centro da discussão. A primeira mesa, "Nada sobre nós, sem nós – o cotidiano com nanismo", começa às 9h15 e apresenta relatos sobre experiências vividas na escola, no esporte e em outros espaços de convivência.

A abertura da mesa contará ainda com um momento cultural apresentado por João Marcos Cordeiro.

Participam João Marcos Cordeiro, estudante que compartilhará relatos pessoais; Caroline Queiroz Sant'Ana, estudante que abordará sua experiência relacionada ao bullying; e Isaac Nascimento da Silva, atleta do parabadminton, que falará sobre suas vivências.

A mediação será de Keyth Cordeiro, estudante de Pedagogia e mãe atípica.

A proposta da mesa reforça um dos princípios fundamentais do movimento das pessoas com deficiência: "Nada sobre nós, sem nós". Mais do que falar sobre pessoas com nanismo, o Fórum pretende garantir espaços para que elas próprias contem suas histórias, apresentem suas necessidades e participem da construção das respostas.

Afinal, ainda precisamos falar de inclusão?

Às 10h30, a segunda mesa provoca uma reflexão que permanece necessária: "Precisamos falar de inclusão de pessoas com nanismo?"

Participam do debate Márcia Marin, professora adjunta do curso de Licenciatura e  Pedagogia da UERJ, Eliza Lippe, professora adjunta do curso de Licenciatura em  Educação Especial e Inclusiva da UFRRJ, e  Gigante Léo, cuja trajetória transforma barreiras reais em pontes de diálogo por meio do humor, inspirando práticas educativas focadas na potencialidade de cada estudante, para além de suas limitações físicas.

A mediação será da pedagoga e mãe atípica Rafaela Ribeiro.

A discussão pretende aproximar conhecimento acadêmico, educação e experiências concretas para pensar o que significa, de fato, construir uma escola inclusiva. Mais do que garantir a matrícula, é necessário assegurar condições de participação, aprendizagem, convivência e desenvolvimento, reconhecendo que as barreiras podem estar tanto na estrutura física quanto nas práticas pedagógicas e nas atitudes.

Da sala de aula ao esporte: adaptação também é inclusão

Às 11h30, a terceira mesa, "Nanismo: para além de uma definição", amplia o olhar sobre a condição e discute como adaptações podem transformar experiências e ampliar autonomia e participação.

A docente da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro Marcele Monteiro abordará a adaptação escolar de uma criança com nanismo. Rafael Vitorino, estudante de Educação Física e ex-atleta, compartilhará questões relacionadas às adaptações necessárias ao longo da vida, enquanto Simone Santos, treinadora de parabadminton, falará sobre adaptações nos treinamentos e sobre o impacto positivo da prática esportiva na vida das pessoas com nanismo.

A mediação será de Monique Albuquerque, educadora social e mãe atípica.

O debate chama atenção para uma questão central: muitas vezes, não é a deficiência que impede a participação, mas a existência de ambientes, estruturas, mobiliários, práticas e atitudes que não consideram a diversidade humana.

No ambiente escolar, por exemplo, mesas, cadeiras, bebedouros, banheiros, escadas, corrimãos, quadras esportivas e outros espaços podem representar barreiras quando não são pensados de maneira acessível. Da mesma forma, atividades pedagógicas e esportivas precisam considerar as características e necessidades de cada estudante.

Além das exposições, as mesas terão espaço destinado à interação com o público, permitindo perguntas, troca de experiências e diálogo entre participantes e convidados.

25 de outubro: combater o preconceito também passa pela educação

Para a ANNABRA, discutir inclusão escolar é estratégico para a transformação da forma como a sociedade compreende o nanismo.

Embora o nanismo seja reconhecido no Brasil como deficiência física, crianças, adolescentes e adultos ainda convivem com barreiras arquitetônicas e atitudinais, falta de acessibilidade, bullying, infantilização, estereótipos e situações de constrangimento e preconceito.

A escola ocupa lugar fundamental nessa transformação. É nela que parte importante das relações sociais começa a ser construída e onde crianças e adolescentes aprendem, na prática, como conviver com as diferenças.

Por isso, o I Fórum Pertencer é um Direito antecipa as mobilizações realizadas pela ANNABRA em torno do dia 25 de outubro e propõe uma mudança de perspectiva: inclusão não é favor, concessão ou gesto de solidariedade. É direito.

Mais do que garantir acesso aos espaços, incluir significa criar condições para que pessoas com nanismo possam participar deles com dignidade, segurança, autonomia e protagonismo.

O evento será encerrado às 12h15, com palavras de agradecimento da organização.

O I Fórum de Nanismo "Pertencer é um direito" conta com apoio da BioMarin Pharmaceutical e apoiadores regionais: CPPEE, UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro, UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro e EDU Educação.

SERVIÇO

Evento: I Fórum Pertencer é um Direito – Nanismo, Educação Inclusiva e Acessibilidade Escolar

Data: 29 de setembro de 2026

Horário: Credenciamento e recepção a partir das 8h | Programação das 9h às 12h15

Local: UERJ – Campus Maracanã

Espaço: 12º andar – RAV 122

Realização: ANNABRA – Associação Nanismo Brasil

PROGRAMAÇÃO

8h - Credenciamento, recepção e coffee break

9h - Abertura – Palavras da presidente da ANNABRA, Kenia Rio, e apresentação de vídeo institucional.

9h15 - Mesa 1: "Nada sobre nós, sem nós – o cotidiano com nanismo"

Momento cultural: João Marcos Cordeiro

Mediação: Keyth Cordeiro

Palestrantes: João Marcos Cordeiro; Caroline Queiroz Sant'Ana; Isaac Nascimento da Silva; e Arthur Isaac (participação a confirmar).

10h30 - Mesa 2: "Precisamos falar de inclusão de pessoas com nanismo?"

Mediação: Rafaela Ribeiro

Palestrantes: Elisa Lippi; Márcia Marin; e Leo Gigante (participação a confirmar).

11h30 - Mesa 3: "Nanismo: para além de uma definição"

Mediação: Monique Albuquerque

Palestrantes: Marcele Monteiro; Rafael Vitorino; e Simone Santos.

12h15 - Encerramento – Palavras de agradecimento da organização.

Política do evento

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Local

R. São Francisco Xavier, 524

Rua São Francisco Xavier, 524

Rio de Janeiro, RJ

Termos e políticas

Sobre o produtor

organizer

Annabra - Associação Nanismo Brasil

A Associação Nanismo Brasil foi criada em julho de 2020. Surgiu da necessidade de lutar por uma sociedade mais inclusiva e abrangente, por políticas públicas que garantam os direitos e a qualidade de vida das pessoas com nanismo. Durante 13 anos, a advogada Kênia Rio, que nasceu com acondroplasia, presidiu a Associação de Nanismo do Estado do Rio de Janeiro (ANAERJ). Porém, com o tempo, decidiu ampliar e criar algo maior, para integrar todas as pessoas e famílias com a com a deficiência no país.

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