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Heliogábala: a anarquia coroada | Participação Especial: mayuri

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Heliogábala: a anarquia coroada | Participação Especial: mayuri

De 04 de maio de 2025, às 19h00; até 04 de maio de 2025, às 21h00.

Evento encerrado

Heliogábala: a anarquia coroada | Participação Especial: mayuri

De 04 de maio de 2025, às 19h00; até 04 de maio de 2025, às 21h00.

Evento encerrado

Descrição do evento

Heliogábala: a anarquia coroada
Dança-Teatro
90 minutos
+18


ENLUTAR-SE-COM: gestos de presença com es mortes

fala especial de mayuri
30 minutos


Sobre o espetáculo:
A história da primeira e única imperatriz travesti de Roma. Tal fabulação é o cerne do novo trabalho do Núcleo Experimental de Butô, que visa reivindicar como símbolo trans Heliogábala, figura controversa que governou o império romano do ano 218 ao 222. Livremente inspirada na obra de Antonin Artaud, a peça é uma festa trágica, uma orgia terrífica, um sonho intempestivo. Uma dança cujo intuito é reencantar os corpos a partir da força poética que há na instauração de imaginários outros, para além das habituais lógicas da hetero-cis-normatividade: um mundo onde as travestis não irão ocupar o trono, mas destruí-los, todos eles. Ninguém no topo. Todos lançados à terra vislumbrando a potência avassaladora de ser só carne. Um sonho que pode ser capaz de derrubar aquilo que ainda resta de Roma: a regulação dos corpos através de relações de poder pautadas no machismo e na misoginia, que acabam por eclodir numa miríade de fobias.


Sobre a fala:
Enlutades não apenas rememoram es mortes, como também evocam elus para seguirem fazendo mundos, adensando suas existências no presente. O luto como um ato coletivo de cultivar vínculos entre es vives e es mortes, que se dá nos gestos de cada dia e no cuidado compartilhado — numa recusa às violentas narrativas hegemônicas que tentam impor quem merece memória e quem será estatística. Enlutar-se-com como uma reivindicação de outras mortes e outros morreres, outras formas de parentesco, uma reivindicação da vida como um campo atravessado por perdas, fantasmas e outras formas de continuidade. A proposta é de um movimento contra o apagamento e o silenciamento sistemático de pessoas desviantes da norma por seu gênero, raça, deficiência, classe, corpo, desejo e território. É também um convite a reencantar nossos mundos com a espessura daquilo que foi interrompido, interditado, ou que ainda pulsa, apesar de tudo, e permitir que algo permaneça, que se inscreva no cotidiano como corpo que convoca presença. Cada gesto que reconhece, celebra, cuida e abre espaço aos lutos dissidentes adensa presenças e instaura brechas no tempo — que possibilitam outras formas de existir, outros modos de viver e morrer juntes, outras histórias, nas quais es mortes também estão presentes.


Sobre mayuri:
mayuri vive atento às miudezas do cotidiano, encantado por minimundos, bichos, jardinagem, massagem, monstros, risadas, sutilezas e ervas daninhas. Em sua prática transdisciplinar, transita nas fronteiras entre corpo, cuidado, arte e educação — dedicando-se à pesquisa sobre morte, luto, questões de gênero, raciais e ecológicas. É membro do coletivo FOZ (Núcleo de Pesquisa e Formação em Práticas do Cuidado), no qual colabora com a criação e facilitação de oficinas, atividades formativas e intervenções terapêuticas grupais. Atua também como terapeuta corporal, psicólogo, acompanhante terapêutico e tem experiência no campo da Assistência Social, com capacitação e formação de equipes de serviços voltados à população idosa.


O projeto "Heliogábala: a anarquia coroada" é apoiado pelo Programa para a Valorização de Iniciativas Culturais do Município de São Paulo - VAI, na modalidade II. #vai #agoravai #smc #vai2025


Ficha Técnica:

Dançarines:
Are Bolguese
Pedro Ribeiro
Petrovna
Vicco Gonçalves
Alv Lara

Direção e Dramaturgia: Thiago Abel

Trilha Sonora: Vítor Marsula

Figurino: Zeus Achetti

Iluminação e Cenografia: Núcleo Experimental de Butô

Fotografia: Diana Rietveld

Cartaz: Uma Moric

Contrarregragem: Laura Silvestroni e Uma Moric

Produção: Pedro Ribeiro



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