De 27 de abril de 2025, às 19h00; até 27 de abril de 2025, às 21h00.
De 27 de abril de 2025, às 19h00; até 27 de abril de 2025, às 21h00.
Heliogábala: a anarquia coroada
Dança-Teatro
90 minutos
+18
A Iconoclastia do Fantasma
fala especial de Aun Helden
30 minutos
Sobre o espetáculo:
A história da primeira e única imperatriz travesti de Roma. Tal fabulação é o cerne do novo trabalho do Núcleo Experimental de Butô, que visa reivindicar como símbolo trans Heliogábala, figura controversa que governou o império romano do ano 218 ao 222. Livremente inspirada na obra de Antonin Artaud, a peça é uma festa trágica, uma orgia terrífica, um sonho intempestivo. Uma dança cujo intuito é reencantar os corpos a partir da força poética que há na instauração de imaginários outros, para além das habituais lógicas da hetero-cis-normatividade: um mundo onde as travestis não irão ocupar o trono, mas destruí-los, todos eles. Ninguém no topo. Todos lançados à terra vislumbrando a potência avassaladora de ser só carne. Um sonho que pode ser capaz de derrubar aquilo que ainda resta de Roma: a regulação dos corpos através de relações de poder pautadas no machismo e na misoginia, que acabam por eclodir numa miríade de fobias.
Sobre a fala:
A forma da imagem que desejo construir tem um contorno que oscila incessantemente, interferindo na frágil noção de beleza. Há uma obsessão no exercício da forma, que, como um órgão tátil, tenta tocar o que vive, mas principalmente o que está morto. Proponho diluir essa linguagem, para que, além de nos tornarmos outra coisa, atravessemos a cognição do que significa ser humano.
Sobre Aun Helden:
Artista brasileira baseada em São Paulo que trabalha com a intersecção das linguagens, com foco em performance, fotografia, escultura e vídeo. A sua prática é alinhada com uma pesquisa epistemológica e semiótica sobre identidade. Na busca de uma alteridade subversiva e obliterar a estrutura opressiva do destino dos corpos desumanizados, Aun conta a história de um corpo que atravessa a morte diversas vezes através do princípio de transmutabilidade como relíquia de autonomia. O pensamento crítico e a simbiose gerada pelo uso experimental de seus materiais constroem um trabalho vital e provocativo que narra uma arquitetura de vanguarda na construção do corpo. Sua produção estética nos concede imagens que criam rupturas cognitivas em qualquer sentido consolidado, criando esculturas vivas que friccionam o imaginário social. Sua performance já foi apresentado em diversos festivais e galerias pelo mundo, como Berlin Atonal (Alemanha), WHITEHOUSE Gallery (Japão), Opyum Contemporary Festival (França), ArteBA (Argentina), One Gee in Fog (Suiça), Saigon Gallery (Grécia), DOOR Foundation (Holanda), Centro Cultural São Paulo (Brasil) e SP-ARTE (Brasil).
O projeto "Heliogábala: a anarquia coroada" é apoiado pelo Programa para a Valorização de Iniciativas Culturais do Município de São Paulo - VAI, na modalidade II. #vai #agoravai #smc #vai2025
Ficha Técnica:
Dançarines:
Are Bolguese
Pedro Ribeiro
Petrovna
Vicco Gonçalves
Alv Lara
Direção e Dramaturgia: Thiago Abel
Trilha Sonora: Vítor Marsula
Figurino: Zeus Achetti
Iluminação e Cenografia: Núcleo Experimental de Butô
Fotografia: Diana Rietveld
Cartaz: Uma Moric
Contrarregragem: Laura Silvestroni e Uma Moric
Produção: Pedro Ribeiro
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Saiba como editar participantesAlameda Nothmann, 1058 Campos Elíseos
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Núcleo Experimental de Butô
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