22 out - 2026 • 10:00 > 22 out - 2026 • 12:00
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SOBRE:
Que livro imaginamos que os membros mais reflexivos da ACT UP carregam consigo, vestindo suas jaquetas de couro? Qual é a fonte intelectual de inspiração política mais importante para os ativistas contemporâneos da luta contra a AIDS — pelo menos para aqueles com maior inclinação teórica ou melhor embasamento intelectual? Quando realizei, em 1990, uma pesquisa — reconhecidamente assistemática — com várias pessoas que eu conhecia e que haviam atuado na ACT UP de Nova York durante sua fase inicial explosiva, no final da década de 1980, e lhes fiz essas perguntas, recebi, sem a menor hesitação ou qualquer exceção, a seguinte resposta: Michel Foucault, A História da Sexualidade, Volume I. (David Halperin)
O pensamento de Michel Foucault, longe de se restringir a transformações em paradigmas teóricos e acadêmicos, também potencializou importantes movimentos de resistência que se organizavam em torno das políticas da sexualidade. Os deslocamentos produzidos por Foucault na noção de poder, inserindo-o numa trama complexa com os saberes e os corpos, se encontra com a crise da AIDS nos anos 80 e 90 como uma importante ferramenta de contestação de identidades, escolhas políticas, discursos e silêncios, e a implicação de todas essas linhas de força na produção de vida e de morte. Para o movimento gay da época, o combate à homofobia de estado, religiosa, médica, coorporativa e social em suas faces múltiplas, contraditórias, difusas e nem sempre conformes às noções mais tradicionais de política foi um desafio que continua produzindo, até hoje, inquietações em torno da relação entre sexo e poder.
Neste aulão, faremos uma discussão do livro “Saint Foucault”, de David Halperin, que apresenta alguns dos principais conceitos de Foucault a partir de sua influência na atuação da ACT UP, o mais influente grupo militante na luta contra a AIDS ao longo dos anos 80 e 90. Com isso, abordaremos as implicações práticas do pensamento Foucaultiano em estratégias de resistência e subversão.
IDEALIZAÇÃO E FACILITAÇÃO:
angie barbosa é travesti, transfeminista, estudante de p(cis)cologia e pesquisadora livre e indisciplinada que estuda gênero, subjetividades trans e pensamento travesti.
INFORMAÇÕES:
Data e horário: 22/10 das 10h às 12h
INSCRIÇÕES GRATUITAS, com opção de contribuição voluntária.
Opção 01 - Inscrição gratuita
Opção 02 - Colaboração voluntária: R$10
Opção 03 - Colaboração voluntária: R$20
Opção 04 - Colaboração voluntária: R$30
Opção 05 - Colaboração voluntária: R$40
Curso online e ao vivo, via plataforma Zoom
Todas as aulas são gravadas e disponibilizadas para quem estiver inscrite (vídeo disponível no drive por um mês após a realização do curso)
Emissão de certificado de participação para quem assistir às aulas ao vivo.
Classificação indicativa: 18 anos
Cancelamentos de pedidos serão aceitos até 7 dias após a compra, desde que a solicitação seja enviada até 48 horas antes do início do evento.
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BRAVA
Um espaço de construção de comunidades a partir do compartilhamento de conhecimentos e à produção de saberes contra-hegemônicos. Os caminhos desenhados pela Brava passam por cursos, oficinas, aulões, rodas de conversa e outras iniciativas educacionais, centradas em discussões sobre raça, classe, sexualidade, gênero, colonialidade e pela formação de um pensamento crítico no geral, idealizadas e facilitadas por sujeites que moldam suas vozes a partir do enfrentamento à esses sistemas.
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