27 mar - 2025 • 19:00 > 30 mar - 2025 • 19:00
27 mar - 2025 • 19:00 > 30 mar - 2025 • 19:00
A Panacéia traz aos palcos de Salvador a trajetória inédita e cheia de força de Filipa de Souza, condenada pela Inquisição na Bahia, acusada de “sodomia”. Filipa, segundo documentação histórica, assume que se relacionou, afetiva e sexualmente, com diversas mulheres e arca com as consequências: é humilhada, açoitada publicamente e degredada. O texto da peça é inédito, escrito por Camila Guilera e Elisa Mendes, que também ocupam as funções de atriz e diretora, respectivamente.
Como explica Camila Guilera, que dá vida à personagem, “não sabemos nada mais sobre seu paradeiro após ser expulsa de Salvador, por isso, escolhemos o teatro para recriar a vida dessa personagem que tanto nos instiga, dando vazão a seus anseios e pensamentos”. Na encenação, a personagem, ao revisitar o seu período entre a prisão, sentença de humilhação, açoite público e degredo, faz uma digressão sobre a própria vida e defende que não tem do que arrepender-se, sabe que o desejo fez a sua vida possível, como uma mulher que, sendo livre em pensamento e alma, buscava “ O gosto profundo da vida”.
O espetáculo teve sua estreia no mês de maio de 2024, no Espaço Cultural Boca de Brasa Subúrbio 360 e, na sequência realizou uma temporada de sucesso na Sala do Coro do Teatro Castro Alves, passando ainda pelo Espaço Cultural Boca de Brasa Cajazeiras. Em agosto foi a vez de ocupar o Teatro Gregório de Mattos. O espetáculo foi selecionado para integrar o 30o Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga, que aconteceu na primeira semana de setembro, no Ceará e, no retorno, fez uma apresentação no Teatro Sesc Senac Pelourinho (Salvador). "Filipa" recebeu o 12º Prêmio Ordem do Mérito Cultural da Diversidade LGBT+ do Grupo Gay da Bahia, organização de reconhecimento nacional, pelo seu trabalho de registrar que a homoafetividade sempre existiu e sempre foi perseguida, nos fazendo olhar para o passado para transformar o presente.
Nesta curta temporada, a grupA de Teatro A Panacéia comemora seus 17 anos de vida com mostra de repertório no Cine Teatro 2 de Julho. No mês em que se celebra o Dia Nacional do Teatro e do Circo e que marca a luta das mulheres por direitos, estarão em cartaz os espetáculos “Filipa” (voltado para o público adulto) e “Meninas Contam a Independência” (para as infâncias), ambos levando para a cena trajetórias de mulheres da História que merecem ser contadas, recontadas e multiplicadas, histórias de personagens que contam um pouquinho da nossa história coletiva, da história de Salvador e da Bahia.
Desde 2008, A Panacéia existe como coletivo de teatro que congrega mulheres em suas equipes de trabalho e que cria repertório engajado com propostas feministas e de visibilidade de mulheres históricas. Ainda afinadas com esta direção, as atividades formativas d’A Panacéia são direcionadas a mulheres e meninas, por meio de cursos e oficinas de teatro que promovem a propriocepção, o trabalho de grupo e a investigação de trajetórias de mulheres.
Atualmente integrado por Ana Luisa Fidalgo e Camila Guilera, A Panacéia caracteriza-se como um espaço de criação congregador de mulheres artistas da cena soteropolitana, criando e renovando parcerias a cada nova montagem e projeto. Em abril a grupA comemora seus 17 anos de existência e resistência e nada melhor do que estar em cena para compartilhar este momento com o público.
Serviço
Espetáculo “Filipa”
Datas: 27, 28, 29 e 30 de março (quinta à domingo), 19h
Classificação indicativa: 14 anos
Local: Cineteatro 2 de Julho (IRDEB - Federação)
Valores: Ingressos a R$ 30,00 e 15,00
Cancelamentos de pedidos serão aceitos até 7 dias após a compra, desde que a solicitação seja enviada até 48 horas antes do início do evento.
Saiba mais sobre o cancelamentoVocê poderá editar o participante de um ingresso apenas uma vez. Essa opção ficará disponível até 24 horas antes do início do evento.
Saiba como editar participantesRua Pedro Gama, 413 E, IRDEB, Federação
Salvador, BA

A Panacéia - GrupA de Teatro
A grupA de teatro A Panacéia foi fundada em 2008 na cidade de Salvador. Desde sempre composta exclusivamente por mulheres, pratica uma produção artística que combata a misoginia, as construções de padrões normativos de gênero e todas as formas de violência. Entre suas atividades estão a montagem e circulação de espetáculos, criação de experimentos e performances, realização de oficinas, debates, publicações virtuais, trabalhando ainda com produção cultural e organização de eventos.
Os dados sensíveis são criptografados e não serão salvos em nossos servidores.

Acessa a nossa Central de Ajuda Sympla ou Fale com o produtor.