17 nov - 2021 • 20:00 > 17 nov - 2021 • 22:00
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Filarmônica Epitácio Pessoa - 123º Aniversário
Local: Teatro Municipal Severino Cabral
Data e hora: 17 de novembro de 2021 às 20h
Evento presencial
Filarmônica Epitácio Pessoa
Roniere Leite Soares
120 ANOS DE MÚSICA DE BANDA
Sabe se
que Campina Grande PB cognominada elegantemente como
Rainha da Borborema, é uma cidade que tem pendor para o trabalho desde os seus
primórdios. Isso não é diferente quando se refere à arte musical.
Nesta cidade foi fundada por Antonio Balbino, em 15
de Novembro de 1898, a Filarmônica Campinense. Posteriormente, denominada
Filarmônica XV de Novembro ,
teve como primeiro regente,
segundo contradições bibliográficas, João Borges da Rocha, Honório Correia
ou o Sr.
Vigarino. O nome
desta banda de música é uma menção
à data da recente Proclamação da República (15/11/1889) que estava ainda por
completar o primeiro decênio. Tal banda pertenceu, a princípio, ao Partido
Conservador, o qual era liderado por
Alex andrino Cavalcanti – sogro
do comerciante dinamarquês
Christian Lauritzen, o qual viera a se tornar Prefeito de Campina Grande
por 19 anos, no período de 14/11/1904
a 18/11/1923.
Mesmo
sendo a entidade
cultural mais antiga da cidade,
quando se refere à representação institucional das sete artes tradicionais, a
história concisa desta banda, baseada em documentos oficiais, ainda está por
ser escrita. Possivelmente na década de 1920, a “XV de Novembro” foi apelidada
de “Sá Zefinha” porque existiu, de acordo com
depoimentos orais de componentes
antigos, a presença
constante de uma
senhora popular chamada
Zefinha, fã incondicional desta
entidade. Ela acompanhava os músicos de forma vibrante em todas
as apresentações. Por
isso essa figura
se transformou em um símbolo de
mascote nos desfiles,
alvoradas, salvas, retretas,
fubecas, procissões e demais tocatas. Assim ficou esta alcunha.
A
história da referida
corporação artística se
confunde, muitas vezes,
com a própria história
de Campina Grande.
À época, funcionava
a rival Filarmônica Lira da
Borborema, regida pelo
mestre de banda Severino Atanásio – pai
do compositor de frevos
Severino Lourenço Barbosa
(Capiba). Essa banda de música foi
extinta na década
de 1920, mas
deixou descendentes
de grande valor musical em Campina Grande, a exemplo do
irmão do famoso Capiba, o Senhor
Hermann Capiba -autor do
memorável frevo campinense “Briga de Foice”.
Naqueles tempos, as partituras usadas por ambas as
bandas eram trazidas de Recife - PE,
em lombo de
jegues, segundo remanescentes. Outra
rival da Sá Zefinha era a charanga Afonso Campos, que
também ficou inativa na década de 1930.
A
utilidade pública da
banda XV de Novembro foi
comprovada, ao longo do tempo, por efeito de participações
emblemáticas nos eventos sociais, políticos, religiosos, radiofônicos, televisivos
e educativos, entre
outros.
Há, por exemplo,registros fotográficos
da participação desta
banda de música no Programa
“Salve a Retreta”, em 1955, na rádio Borborema. A banda de música XV
de Novembro passou
a ser referenciada como Filarmônica Epitácio Pessoa depois
que foi municipalizada, provavelmente, em meados da década de 1950.
O título foi uma merecida homenagem ao único paraibano que foi Presidente da República Federativa do Brasil (1919 - 1923). Epitácio Lindolfo da Silva Pessoa, nasceu no Município de Umbuzeiro - PB no dia 23/05/1865 e faleceu em Petrópolis - RJ no dia 13/02/1942.
Depois de 120 anos de fundação, revigora - se e renova-se por meio da tradição instrumental, em meio a tempos em que os estilos musicais estão cada vez mais dispersos e descartáveis.
Você poderá editar o participante de um ingresso apenas uma vez. Essa opção ficará disponível até 24 horas antes do início do evento.
Saiba como editar participantesAvenida Marechal Floriano Peixoto, S/N Centro
Campina Grande, PB

Teatro Municipal Severino Cabral
O Teatro Municipal Severino Cabral, localizado na cidade de Campina Grande, na Paraíba, é um dos mais importantes símbolos culturais do Estado. Uma das mais importante obras arquitetônicas do cenário urbano da cidade, construídas no século passado. Inaugurado em 30 de novembro de 1963 na gestão do prefeito Severino Cabral. A obra ficou a cargo do engenheiro Austro de França Costa e do arquiteto Campinense Geraldino Pereira Duda.
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