21 out - 2026 • 19:00 > 21 out - 2026 • 20:00
21 out - 2026 • 19:00 > 21 out - 2026 • 20:00
No
ano em que Moacir Santos (1926–2006) completaria 100 anos, a Casa do Choro
recebe, durante todo o mês de outubro, uma programação dedicada à obra e ao
legado de um dos mais inventivos compositores e arranjadores brasileiros do
século XX. O Festival Moacir Santos 2026 acontece de 1º a 29 de outubro, sempre
às quartas e quintas-feiras, às 19h, no Auditório Radamés Gnattali.
Com
idealização e curadoria da flautista Andrea Ernest Dias, doutora em Música pela
Universidade Federal da Bahia e autora da biografia “Moacir Santos, ou os
caminhos de um músico brasileiro” (Folha Seca/Cepe, 2014, 2016, 2026), e
produção da Fulô Cultural, o festival chega à quarta edição ampliando o alcance
da obra e da trajetória do compositor pernambucano.
Realizado
pela primeira vez em 2013, no Recife, o festival teve sua segunda edição em
2014, passando por Recife, Rio de Janeiro e Brasília, e ganhou uma edição
especial on-line em 2020. Agora, no ano do centenário de Moacir Santos, retorna
com uma mostra da produção musical carioca contemporânea em torno de sua obra,
reunindo diferentes propostas artísticas e educativas.
Ao
longo do mês, diferentes gerações de músicos ocupam o palco da Casa do Choro
para revelar os muitos universos que convivem na produção de Moacir Santos —
dos choros de juventude às sofisticadas construções orquestrais e à linguagem
que aproximou referências brasileiras, africanas e jazzísticas.
É uma oportunidade de reencontrar os muitos “Moacires” que atravessaram a história da música brasileira: o “Saxofonista Negro”, o “Patrono da Bossa Nova”, o “Músico dos Músicos”, o autor de Ouro Negro, o artista que chegou a ser chamado de “Duke Ellington do Brasil” — os “tantos Moacires” aos quais Vinicius de Moraes pediu a bênção!
ORQUESTRA
PRO ARTE — TRIBUTO A MOACIR SANTOS
Mais
de duas décadas depois de realizar uma homenagem a Moacir Santos, a Orquestra
Pro Arte recupera aquele repertório e volta a celebrá-lo no ano de seu
centenário.
O
concerto retoma a homenagem apresentada em 2004, sob direção de Tina Pereira,
reafirmando o compromisso da orquestra com a preservação e a divulgação da
cultura musical brasileira.
Assim
como naquela ocasião, o público poderá ouvir arranjos originais especialmente
escritos para a formação da orquestra por músicos como Carlos Malta, Mario
Adnet, Zeca Assumpção, Bia Paes Leme, Ignez Perdigão, Jovino Santos Neto, Caio
Senna, Henrique Lissovsky e Raimundo Nicioli.
No
programa estão obras como “Amphibious”, “Jequié”, “Coisa n. 6”, “Nanã”,
“Maracatucutê” e “Amalgamation”, entre outras composições de Moacir Santos. A
regência fica a cargo do jovem maestro e arranjador Xandão Vianna.
Com
mais de 30 anos de atividades, o projeto Flautistas da Pro Arte mantém uma
trajetória marcada pela formação de jovens músicos e pela criação de novos
arranjos para obras de compositores consagrados, entre eles Tom Jobim, Gilberto
Gil, Milton Nascimento, Guinga e João Bosco.
A
direção musical é de Raimundo Nicioli e a direção geral de Claudia Ernest Dias,
ambos também fundadores do projeto e da orquestra.
Seu
acervo reúne mais de 400 arranjos originais. Parte desse patrimônio pode ser
ouvida nos três álbuns lançados pelo grupo: Orquestra de Sopros Pro Arte (Selo
Rádio MEC, 2006); Festejo (2015), com participações de Gilberto Gil, João
Bosco, Guinga e Egberto Gismonti; e Duas Sanfonas e uma Orquestra (2016), com
os sanfoneiros Kiko Horta e Marcelo Caldi.
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Saiba mais sobre o cancelamentoVocê poderá editar o participante de um ingresso apenas uma vez. Essa opção ficará disponível até 24 horas antes do início do evento.
Saiba como editar participantesRua da Carioca, 38 Centro
Rio de Janeiro, RJ

Casa do Choro
“O choro é a alma musical do povo brasileiro”, já dizia Villa Lobos. O choro é carioca! E o Rio de Janeiro, finalmente, ganhou um espaço a altura da importância do gênero, a Casa do Choro, que reúne, na Rua da Carioca número 38, oito salas de aula, estúdio, centro de pesquisa e auditório para shows e palestras.
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