De 22 de outubro de 2026, às 19h00; até 22 de outubro de 2026, às 20h00.
De 22 de outubro de 2026, às 19h00; até 22 de outubro de 2026, às 20h00.
No
ano em que Moacir Santos (1926–2006) completaria 100 anos, a Casa do Choro
recebe, durante todo o mês de outubro, uma programação dedicada à obra e ao
legado de um dos mais inventivos compositores e arranjadores brasileiros do
século XX. O Festival Moacir Santos 2026 acontece de 1º a 29 de outubro, sempre
às quartas e quintas-feiras, às 19h, no Auditório Radamés Gnattali.
Com
idealização e curadoria da flautista Andrea Ernest Dias, doutora em Música pela
Universidade Federal da Bahia e autora da biografia “Moacir Santos, ou os
caminhos de um músico brasileiro” (Folha Seca/Cepe, 2014, 2016, 2026), e
produção da Fulô Cultural, o festival chega à quarta edição ampliando o alcance
da obra e da trajetória do compositor pernambucano.
Realizado
pela primeira vez em 2013, no Recife, o festival teve sua segunda edição em
2014, passando por Recife, Rio de Janeiro e Brasília, e ganhou uma edição
especial on-line em 2020. Agora, no ano do centenário de Moacir Santos, retorna
com uma mostra da produção musical carioca contemporânea em torno de sua obra,
reunindo diferentes propostas artísticas e educativas.
Ao
longo do mês, diferentes gerações de músicos ocupam o palco da Casa do Choro
para revelar os muitos universos que convivem na produção de Moacir Santos —
dos choros de juventude às sofisticadas construções orquestrais e à linguagem
que aproximou referências brasileiras, africanas e jazzísticas.
É
uma oportunidade de reencontrar os muitos “Moacires” que atravessaram a
história da música brasileira: o “Saxofonista Negro”, o “Patrono da Bossa
Nova”, o “Músico dos Músicos”, o autor de Ouro Negro, o artista que chegou a
ser chamado de “Duke Ellington do Brasil” — os “tantos Moacires” aos quais
Vinicius de Moraes pediu a bênção!
ÁGUA
DE MORINGA — MOACIR SANTOS E SEUS MESTRES
O
Água de Moringa amplia a homenagem do festival para colocar Moacir Santos em
diálogo com dois personagens fundamentais de sua formação: Radamés Gnattali e
Guerra-Peixe.
O
repertório de Moacir Santos e seus Mestres recupera o ambiente de intensa
produção musical da Rádio Nacional dos anos 1950, período em que o jovem
Moacir, recém-integrado ao elenco de instrumentistas da emissora, buscava
aprofundar seus conhecimentos formais de música.
Entre
os professores com quem estudou estava o compositor César Guerra-Peixe, cuja
influência foi decisiva em seu desenvolvimento como compositor original,
contribuindo para a construção de um pensamento musical estruturado e formal
sem que Moacir perdesse suas características pessoais.
Outro
mestre fundamental foi Radamés Gnattali, professor de piano de Moacir. Maestro
e compositor de produção monumental, Gnattali completaria 120 anos em 2026,
motivo pelo qual o Água de Moringa e o Festival Moacir Santos estendem a ele a
homenagem desta edição. A dimensão de sua música e de sua atuação profissional
tornou-se uma referência para o jovem maestro, que sempre o reverenciou.
Com
38 anos de atividade, o Água de Moringa construiu uma trajetória marcada pela
versatilidade, interpretando desde clássicos da música popular brasileira até a
produção contemporânea. O choro está na base de seu repertório e, aliado à
sólida formação acadêmica de seus integrantes, resulta em uma linguagem própria
e uma sonoridade camerística característica.
Com
dez álbuns produzidos, seus integrantes mantêm intensa atuação como
instrumentistas, compositores, arranjadores, produtores, pesquisadores e
professores. O grupo já passou por festivais, oficinas, masterclasses e
espetáculos em diferentes regiões do Brasil, além de cidades da França,
Portugal e Colômbia.
Em
setembro deste ano, o grupo se apresenta no Lincoln Center, em Nova Iorque, ao
lado da cantora Mariana Baltar. A apresentação faz parte do conjunto de
atividades propostas pelo Choro Camp New England (@chorocamp) e integra a
programação deste que é um dos mais importantes centros dedicados às artes e à
cultura no cenário internacional.
O sexteto é formado por Rui Alvim, clarinete; Marcílio Lopes, bandolim; Jayme
Vignoli, cavaquinho; Luiz Flávio Alcofra, violão; Josimar Carneiro, violão de
sete cordas; e André Boxexa, percussão.
Cancelamentos de pedidos serão aceitos até 7 dias após a compra, desde que a solicitação seja enviada até 48 horas antes do início do evento.
Saiba mais sobre o cancelamentoVocê poderá editar o participante de um ingresso apenas uma vez. Essa opção ficará disponível até 24 horas antes do início do evento.
Saiba como editar participantesRua da Carioca, 38 Centro
Rio de Janeiro, RJ

Casa do Choro
“O choro é a alma musical do povo brasileiro”, já dizia Villa Lobos. O choro é carioca! E o Rio de Janeiro, finalmente, ganhou um espaço a altura da importância do gênero, a Casa do Choro, que reúne, na Rua da Carioca número 38, oito salas de aula, estúdio, centro de pesquisa e auditório para shows e palestras.
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