F(r)esta festival de improvisação tem o prazer de apresentar esses dois solos. b-Aluria (Gabriela Nobre) e Marcela Lucatelli
no AudioRebel
>>>>>>>> 14 de fevereiro <<<<<<<
20h
Gabriela Nobre toca com seu projeto solo b-Aluria e apresenta "Jazz ou um erro no trânsito de Saturno" e outras faixas de seu próximo disco, cujo título é ainda um mistério, e que está prestes a ser lançado.
Gabriela Nobre é artista sonora e escritora. É curadora independente do selo Música Insólita. Atualmente é pesquisadora doutoranda em Estudos Contemporâneos das Artes, na UFF. Sua atuação na música, na cena experimental, acontece principalmente com o b-Aluria. "[vers]", seu disco de estreia, foi lançado em 2016, seguido de "caos com nome", publicado pela Seminal Records em 2018. "Monstera", lançado em 2021, foi publicado pelo selo Música Insólita.
É autora do livro de poemas "Gravar o fogo em preto e branco" (2022, Ed.Urutau). Performa em festivais nacionais (Festival Novas Frequências) e internacionais ( Topya Sound Art Festival, Alemanha). Foi artista residente no SomaRumor – Encontro Latino Americano de Arte Sonora evento no qual atua também como organizadora.
https://b-aluria.bandcamp.com/
Marcela Lucatelli é aclamada como uma das cantoras e compositoras mais inovadoras de sua geração. Radicada por anos na Dinamarca, Lucatelli retorna ao Brasil e apresenta-se pela primeira vez no Rio de Janeiro, numa celebração coletiva de sua música performática extremamente original, sensorial e politicamente carregada, em seu país natal, que é berço de suas maiores influências. Um crítico referiu-se às suas obras como “partituras para os limites do corpo e da voz”. Outro crítico descreveu suas performances vocais inimitáveis como “ruído humano inumano”. Marcela tem fortes raízes na música improvisada de Hermeto Pascoal e Naná Vasconcelos, uma tradição onde tudo se transforma em música. Seu som nasce também de um trabalho constantemente atravessado pela multimodalidade, presente na obra de compositores como a pioneira Jocy de Oliveira. Suas obras são executadas por grupos vocais e instrumentais de prestígio internacional, como a Orquestra Sinfônica Nacional Dinamarquesa, o Ensemble Vocal Nacional Dinamarquês e o grupo alemão Neue Vocalsolisten Stuttgart, ao lado de alguns dos ensembles e coletivos musicais mais vanguardistas do mundo. Em 2023, recebeu o prêmio Danish Music Awards de Álbum de Jazz Vocal do Ano com seu disco “Necromancy”, que mostra que o jazz vocal tem muitas faces e não pertence necessariamente apenas à extremidade suave do espectro. Seus trabalhos foram apresentados em vários festivais e casas de shows internacionais, como A L'ARME!, Borealis, Cafe OTO, Copenhagen Opera Festival, Copenhagen Jazz Festival, Darmstadt Ferienkurse, DMA - Danish Music Awards, Donaueschinger Musiktage, HKW - Haus der Kulturen der Welt, Impuls Festival, Nordic Music Days, SPOR, Southbank Centre, Ultima, WOMEX e outros. Lucatelli recebeu o Prêmio Talento da Fundação Carl Nielsen e o Prêmio Anne Marie Carl-Nielsen de Composição em 2019, além do Prêmio Pelle em 2021, destinado a compositores que ousam desafiar as normas de seu tempo.
A artista é professora regular e convidada em diversas instituições de arte europeias, onde investiga e compartilha sua experiência em como estratégias composicionais alternativas e decoloniais podem abrir nossa percepção para uma nova experiência epistêmica intercultural dentro da música de invenção, a partir de sua pesquisa “Decolonizando a Voz da Sublimidade”. Em termos simples: despojando a pretensão. E, em seu trabalho, Lucatelli faz exatamente isso. Para Lucatelli, um palco não é apenas um lugar para apresentações musicais, mas sim uma arena onde ocorre a luta pela arte, pelo humor e até pela própria vida.
https://www.marcelalucatelli.co/