“Jujuba Para Dias de Chuva” é um espetáculo solo de teatro físico e máscaras para crianças de 0 a 100 anos. Sem o uso da palavra, a cena é construída através da fisicalidade, da relação com os objetos, da musicalidade e da expressividade das máscaras inteiras, conduzindo o público por um universo sensível, poético e brincante.
Em um dia chuvoso, uma criança transforma o quintal da imaginação em abrigo para suas fantasias, afetos e solidões. A partir dessa brincadeira nascem quatro personagens — todos interpretados por um único ator — que atravessam diferentes formas de cuidar: cuidar de um amigo imaginário, de um animal, das plantas, da memória, de si mesmo e do outro.
Ao longo das transformações, o intérprete vai “descascando” suas máscaras até chegar à menor máscara do mundo: o nariz do palhaço. Nesse percurso, o espetáculo investiga a delicadeza das relações humanas através do humor, da corporeidade e da poesia visual, revelando que mesmo nas experiências mais solitárias existe sempre a necessidade do encontro, do afeto e da imaginação.
Inspirado nas pesquisas de Jacques Lecoq, Rudolf Laban, no teatro de máscaras e em elementos do teatro oriental Noh, “Jujuba Para Dias de Chuva” propõe uma experiência acessível a diferentes idades, onde o corpo fala, o silêncio comunica e o brincar se torna linguagem universal. A Concepção:
Jujuba Para Dias de Chuva nasce da investigação do ator-criador Tiago Rener sobre o teatro físico, o trabalho com máscaras expressivas e as possibilidades narrativas do corpo em estado de jogo.
A criação parte da relação entre infância, imaginação e cuidado, tendo como impulso inicial as experiências do artista com a paternidade e a observação das pequenas ações cotidianas que revelam afeto, solidão, presença e escuta. Em cena, quatro personagens habitam um mesmo espaço imaginário e compartilham diferentes maneiras de cuidar do mundo ao seu redor.
O espetáculo utiliza máscaras inteiras expressivas, técnicas de palhaçaria, teatro de animação e manipulação de objetos para construir uma dramaturgia não verbal baseada na ação física e na relação direta com o público. Cada personagem possui uma qualidade corporal própria, desenvolvida a partir dos estudos de Rudolf Laban sobre dinâmica do movimento e das pesquisas de Jacques Lecoq acerca do jogo, da neutralidade e das máscaras.
A encenação também dialoga com princípios do teatro oriental Noh, especialmente na precisão gestual, na dilatação do tempo e na presença cênica como estado poético.
As transições entre personagens acontecem diante do público, revelando o ator em constante transformação. Esse processo dramatúrgico conduz o espetáculo da máscara inteira até o nariz do palhaço — compreendido como a menor máscara do mundo e símbolo da essência humana. Assim, a cena propõe uma trajetória de “desmascaramento”, onde o humor e a poesia convivem com temas como solidão, imaginação e afeto.
Sem utilizar a palavra falada, “Jujuba Para Dias de Chuva” aposta no corpo como linguagem universal, criando uma experiência sensível capaz de atravessar diferentes gerações.
Duração: 55 minutos
Classificação Indicativa: LIVRE
Ficha Técnica:
Criação e atuação: Tiago Rener
Máscaras e supervisão de direção: Arthur Pimenta
Trilha: Tê Paiva
Figurino: Vilma Lopes
Cenografia e direção de arte: Barbara Fraga e Iraci Da Silva
Operação da técnica: Rubens Lázaro
Apoio emocional: Romeu Rener
Produção geral: Cia. Sei Lá o Quê de Teatro