15 mai - 2026 • 19:00 > 16 mai - 2026 • 19:00
15 mai - 2026 • 19:00 > 16 mai - 2026 • 19:00
O espetáculo nasce do desdobramento do Sarau de Se7e e do livro Se7e Passos de Ameixa, reunindo em cena uma trajetória atravessada pela palavra, pela memória e pela experiência vivida. O número sete, recorrente na obra, ecoa como símbolo de ciclo, movimento e continuidade, atravessando o espetáculo como força estruturante.
As poesias de Ednaldo Muniz, construídas ao longo de mais de três décadas, ganham em ORÍ 7 um novo corpo: o da cena. O que antes habitava a palavra escrita e falada se expande em formato dramatúrgico, revelando uma escrita imagética, pulsante e atravessada pela experiência.
Inspirado tanto pelo Sarau de Se7e quanto pelo livro Se7e Passos de Ameixa, o espetáculo propõe uma transposição da poesia para o palco, onde o texto se torna ação, gesto e presença. A dramaturgia nasce dessas camadas — entre o vivido e o criado — e se constrói como experimento cênico que tensiona linguagem, tempo e memória.
O espetáculo ORÍ 7 é uma imersão cênico-poética que entrelaça performance, vídeo, música, dança e teatro em uma criação afrocentrada de forte potência estética e simbólica. Concebido como um ato único, o trabalho celebra a memória preta, o corpo político e as heranças ancestrais por meio da arte.
Com direção de Ednaldo Muniz e assistência de direção de Valdineia Soriano, o espetáculo se configura como um território de criação e resistência, onde palavras, sonoridades, gestos e corpos em movimento conduzem o público por uma experiência sensível e atravessadora.
A poesia ecoa em vozes múltiplas — de “Ojú” a “Estado de Reparação” —, afirmando identidades, evocando pertencimento e tensionando o tempo presente a partir de uma perspectiva negra e ancestral.
As poesias, agora dramatizadas, percorrem múltiplos temas e estados: o novo e o ancestral, o começo e o recomeço, o corpo e a travessia. São textos que evocam imagens, provocam deslocamentos e instauram reflexões necessárias, compondo uma narrativa sensível e política de grande valor simbólico.
O elenco reúne artistas de diferentes linguagens, transformando a cena em um espaço de encontro e partilha com o público.
A presença da criança, representada por Sophia Muniz, instaura em cena a ideia de continuidade e renovação, em diálogo com a memória e com os saberes que atravessam gerações.
Inspirado em arquétipos e cosmologias de matriz africana, o espetáculo é atravessado pela ideia de caminho, abertura e transformação. Nesse percurso, dialoga simbolicamente com forças que regem movimento e travessia — como o arquétipo de Ogum — sem revelar o sagrado, mas evocando suas potências.
ORÍ 7 convida o público a acessar outras camadas de percepção, onde arte, memória e imaginação se encontram.
Cancelamentos de pedidos serão aceitos até 7 dias após a compra, desde que a solicitação seja enviada até 48 horas antes do início do evento.
Saiba mais sobre o cancelamentoVocê poderá editar o participante de um ingresso apenas uma vez. Essa opção ficará disponível até 24 horas antes do início do evento.
Saiba como editar participantesRua General Labatut, 27
Salvador, BA
Grupo Orí 7
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