01 ago - 2025 • 19:00 > 03 ago - 2025 • 18:00
01 ago - 2025 • 19:00 > 03 ago - 2025 • 18:00
A nossa trupe bacante tropicalista-antropofágica abre a boca, a língua, o peito, a alma, para anunciar a gira poética, anárquica, com as vísceras para fora e com os sentimentos a flor da rua, que traz para o meio da cena aquele que é o ‘Exú das artes cênicas’: José Celso Martinez Correia. O divino mestre e seu legado – com o Teatro Oficina e por consequência todo o teatro brasileiro – é a quem lançamos flores com lirismo, amores e festa. A Oficina Estilhaça ocupa a casa do ‘Tá na rua’, pedindo licença, revereciando a sua história e contribuição para construir a história da nossa teatralidade, junto de Amir Haddad. E é dentro deste solo cênico-sagrado-profano que a gira chama o Zé para expulsar o ‘coisa ruim das pessoas.
É de uma pesquisa dos atores da Zona Norte do Rio de Janeiro, dos subúrbios de Irajá, terra indígena onde “o mel brota”, que emerge as ferroadas de Zé Celso. A palavra, a visualidade, o corpo exposto como ferramenta política e de liberdade, são os elementos vivos que permeam a proposta de experimentação cênica que incorpora os saberes da rua, dos mais velhos, da espiritualidade ancestral para encruzilhar sobrevivência, tradição, invenção e renovação.
Um espetáculo que costura textos históricos como “O rei da vela”, “Roda viva”, “Boca de ouro, “Esperando Godot”, “para dar um fim no juízo de deus”... Além de outras referências textuais e visuais de “Cacilda”, “Bacantes”, “Vento forte para papagaio subir” entre outros clássicos imortais do Teatro Oficina. Com essa farra carnavalesca queremos voar sobre a política, a espiritualidade e o delírio, acreditando na força de suas conexões com a terra, com o fogo, com o ar e as águas que mantem vivo o poder do encantamento. Acreditando nessa energia vitalizante que desemboca na rua como lugar de encontro – e não de passagem – subimos este ritual cheio dos vívidos afetos e sonhos de uma trupe que quer – como nosso homenageado – reafirmar a cena como altar-terreiro que abre caminhos para que reafirmemos quem somos, para onde vamos e o que queremos fazer. Acreditando na força cultural do subúrbio, do popular, do Rio de Janeiro enquanto cenário de extraordinárias experiências da Guanabara, das encruzilhadas, dos malandros, Marias, que reafirma que o modo de conhecer a cidade é pelos seus botequins – a biblioteca dos saberes não oficiais, onde tudo o que vai, pode um dia voltar.
Evoé Zé! Pode chegar!
Cancelamentos de pedidos serão aceitos até 7 dias após a compra, desde que a solicitação seja enviada até 48 horas antes do início do evento.
Saiba mais sobre o cancelamentoVocê poderá editar o participante de um ingresso apenas uma vez. Essa opção ficará disponível até 24 horas antes do início do evento.
Saiba como editar participantesAvenida Mem de Sá, 35, Casa do grupo 'Tá na Rua', Lapa
Rio de Janeiro, RJ
Oficina Estilhaça
Somos a Oficina Estilhaça - projeto de formação de artistas em Irajá. Apresentamos o espetáculo de conclusão do curso 'Zé Celso', da turma de adultos 2025.1.
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