Conexões não é sobre dançar igual. É sobre dançar junto.
O primeiro espetáculo da Fluirê Cia. de Danças reúne bailarinos de trajetórias, corpos e estilos diferentes — do contemporâneo ao urbano, do chão ao voo — para investigar uma pergunta simples e urgente: como a gente ainda consegue se conectar?
Em cena, o que parecia desencontro vira diálogo. Uma queda vira apoio. Um gesto solo vira convite. Cada coreografia é um fio, e juntos eles formam uma rede.
Não é um espetáculo sobre técnica. É sobre o que acontece entre um movimento e outro. Entre eu e você. Entre o palco e quem assiste.
Porque no fim, todos nós estamos tentando a mesma coisa: achar onde nos encaixamos, sem deixar de ser quem somos.
Processo de Criação
Eu não criei CONEXÕES. Eu fui atravessado por ela.
Durante meses eu vi corpos chegarem na sala carregando histórias diferentes. Medo, cansaço, alegria, uma lesão antiga, uma conta atrasada. Ninguém chegou igual. E eu não queria que ficassem iguais.
Eu pedi para eles não dançarem bonito. Pedi para dançarem verdade.
Teve dia que uma bailarina não conseguia levantar a perna porque a cabeça estava pesada. E a gente transformou isso em coreografia. Teve dia que dois bailarinos não se olhavam, e a gente fez disso uma cena sobre desencontro.
CONEXÕES é sobre isso: a gente não se conecta apesar das nossas diferenças. A gente se conecta por causa delas.
Nilson Rodrigues