27 jul - 2022 • 14:00 > 28 jul - 2022 • 18:00
27 jul - 2022 • 14:00 > 28 jul - 2022 • 18:00
MINICURSO 4
Profa. Luana Fonseca da Silva Rocha
Prof. Dr. Gustavo Rodrigues Rocha
Gênero e Ciência através da História das Mulheres na Psicanálise
CARGA HORÁRIA: 8 horas (4h por dia em 2 dias).
CALENDÁRIO: Dias 27 e 28 de JULHO das 14:00 às 18:00.
LOCAL: UFMG / FAFICH/ Auditório BAESSE.
EMENTA:
O minicurso tem como objetivo central analisar por meio de uma perspectiva de gênero a participação das mulheres na psicanálise, enquanto produtoras de conhecimento científico. Ao longo dessa jornada, pretende-se, nesse minicurso:
Analisar as teoria feministas que contribuíram para a discussão sobre gênero e ciência.
Refletir sobre o androcentrismo encontrado nas áreas científicas.
Compreender como estes fatores influenciaram toda a construção do conhecimento.
Refletir sobre os estereótipos e as dicotomias vinculadas aos gêneros: homem/ mulher, cultura/ natureza, objetividade/ subjetividade, público/ privado, entre outros.
Analisar como a psicanálise foi construída através de uma perspectiva androcêntrica e como estas mulheres criaram suas teorias.
Apresentar e discutir o contexto histórico da criação e do desenvolvimento da psicanálise.
Compreender a invisibilidade de certas autoras produtoras de conhecimento científico.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
APPIGNANESI, L.; FORRESTER, J. As Mulheres de Freud. Rio de Janeiro: Record, 2010.
ASSOUN, P. L. Freud e a Mulher. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 1993.
BANDEIRA, L. A contribuição da crítica feminista à ciência. In: Estudos Feministas, Florianópolis, 16(1): 288, janeiro-abril/2008
BERTIN, C. A Mulher em Viena nos Tempos de Freud. Campinas: Papirus Editora, 1990.
CAROTENUTO, A. A Secret Symmetry: Sabina Spielrein between Jung and Freud. New York: Pantheon Books, 1982.
CHEMOUNI, J. História do Movimento Psicanalítico. Rio de Janeiro: Zahar Editora, 1990.
CROMBERG, R.U. O amor que ousa dizer o seu nome. Sabina Spielrein: Pioneira da psicanálise. São Paulo, 2008. Tese (Doutorado em Psicologia). Instituto de Psicologia. Universidade de São Paulo.
_____. (Org.) Sabina Spielrein: uma pioneira da psicanálise / obras completas. São Paulo: Livros da Matriz, 2014.
DALL’AVA-SANTUCCI, J. Mulheres e médicas: As pioneiras da medicina. Rio de Janeiro: Ediouro, 2005.
DEUTSCH, H. Confrontations with Myself: An Epilogue. New York: W.W. Norton & Company, 1973.
GAY, P. Freud: Uma Vida para o Nosso Tempo. São Paulo: Companhia das Letras, 1988.
HARAWAY, D. Saberes localizados: a questão da Ciência para o feminismo e o privilégio da perspectiva parcial. In: Cadernos Pagu, São Paulo, n.5, p.07-42, 1995.
HARDING, S. The Science Question in Feminism. Cornell University Press, Ithaca, NY, 1996.
_____. Objectivity and Diversity: Another Logic of Scientific Research. University of Chicago Press, Chicago, 2015.
_____. Existe um método feminista? In: BARTRA, Eli (comp.) Debates en torno a una metodología feminista. México, D.F: Universidad Autonoma Metropolitana. 1998.
HILFERDING, M.; PINHEIRO, T.; VIANNA, H.B. As bases do amor materno. Ed. Escuta, São Paulo; 1991.
HIRSCH, E; OLSON, G. A. Começando por Vidas Marginalizadas: uma conversa com Sandra Harding. In: Teoria e Metodologia das Ciências Sociais.
HORNEY, K. Self-Analysis. Oxford: Routledge, 1942.
JONES, E. A Vida e a Obra de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Editora Zahar, 1961.
KEHL, M. R. Deslocamentos do feminino: a mulher freudiana na passagem para a modernidade. Rio de Janeiro: Boitempo, 2016.
KELLER, E.F. Reflections on gender and science. USA: Yale University Press, 1985.
___________ Qual foi o impacto do feminismo na ciência? Cadernos Pagu (27), julho-dezembro de 2006: pp.13-34.
KETZER P. Como pensar uma Epistemologia Feminista? Surgimento, repercussões e problematizações. In: Argumentos, ano 9, n. 18 - Fortaleza, jul./dez. 2017.
MERCHANT, C. The Death of Nature: Women, Ecology and the Scientific Revolution. New York: Harper One, 1983.
RICHEBÄCHER, S. Sabina Spielrein: De Jung a Freud. RJ: Ed. Civilização Brasileira, 2012.
ROAZEN, P. Helene Deutsch: A Psychoanalyst’s Life. USA: Transaction Publishers, 1985.
ROSSINTER, M. W. Which science? Which Women? In: Isis, Vol. 71, No. 3 (Sep., 1980), pp. 381-398.
SARDENBERG, C. M. B. “Da Crítica Feminista à Ciência a uma Ciência Feminista? ”. In: Ana Alice A. Costa e Cecília Maria B. Sardenberg (orgs), Feminismo, Ciência e Tecnologia. Salvador, 2002. Redor/ Neim-FFCH/UFBA.
SCHIEBINGER, L. O Feminismo mudou a ciência? Bauru: EDUSC, 2011.
SCOTH, J. Gênero: Uma categoria útil de análise histórica. In Educação e Realidade, Porto Alegre, 16(2):5-22, jul/dez. 1990, pp. 05-19.
WINOGRAD, M; KLAUTAU, P. Viena, Áustria: Notas sobre o contexto de emergência da psicanálise. In: Tempo psicanalítico. Rio de Janeiro, v. 46.2, p. 197-213, 2014.
Você poderá editar o participante de um ingresso apenas uma vez. Essa opção ficará disponível até 24 horas antes do início do evento.
Saiba como editar participantesAvenida Presidente Antônio Carlos, 6627 Pampulha
Belo Horizonte, MG
Scientia Grupo de Teoria e História da Ciência
Os dados sensíveis são criptografados e não serão salvos em nossos servidores.

Acessa a nossa Central de Ajuda Sympla ou Fale com o produtor.