27 jul - 2022 • 14:00 > 28 jul - 2022 • 18:00
27 jul - 2022 • 14:00 > 28 jul - 2022 • 18:00
MINICURSO 3
Profa. Luíza Lima Dias
O Discurso Médico-Científico e a Criminalização das Drogas
no Brasil (1890-1930)
CARGA HORÁRIA: 8 horas (4h por dia em 2 dias).
CALENDÁRIO: Dias 27 e 28 de JULHO das 14:00 às 18:00.
LOCAL: UFMG
/ FAFICH/ Auditório BICALHO.
EMENTA:
O minicurso pretende refletir sobre
a influência do discurso médico-científico no processo de criminalização das
drogas no começo do século XX no Brasil. Investigaremos a atuação de setores da
medicina brasileira para consolidar a chamada “toxicomania” no rol de hábitos
considerados antissociais e degeneradores da raça, reivindicando medidas por
parte de juristas e legisladores para combater o que entendiam ser uma doença
de alta periculosidade. Para entender esse processo, discutiremos os receios da
elite intelectual brasileira causados pelas teorias raciais e pela crescente
apreensão com a saúde da população na virada do século, o que permitiu à
medicina gradativamente ocupar novos espaços sob a justificativa de higienizar
e curar o país. Assim, será possível analisar como o uso de determinadas drogas
e os rituais envolvidos em torno do consumo dessas substâncias passaram a ser
alvo de uma campanha sistemática e moralizante por parte de médicos que
entendiam esse hábito como antissocial, doentio e degenerador, associando tais
substâncias a grupos historicamente marginalizados.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS:
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medicina e civilização na Primeira República. Rio de Janeiro, 2011. Tese
(Doutorado em História das Ciências), Programa de Pós-Graduação em História das
Ciências e da Saúde da Casa de Oswaldo Cruz-Fiocruz, Rio de Janeiro, 2011.
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história das drogas e bebidas: histórias e curiosidades sobre as mais variadas
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CARVALHO, Jonatas C. de.
Regulamentação e criminalização das drogas: a Comissão Nacional de Fiscalização
de Entorpecentes e a internalização do proibicionismo no Brasil (1936-1946).
Dissertação (mestrado), Rio de Janeiro: Universidade do Estado do Rio de
Janeiro, 2013.
CHALHOUB, Sidney. Cidade Febril:
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2017.
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pela raça, absolvido pela medicina: o Brasil descoberto pelo movimento
sanitarista da Primeira República (1996). In: Raça, Ciência e Sociedade. Rio de
Janeiro: FIOCRUZ/CCBB, 1996. p. 23–40.
SAAD, L. G. “Fumo de negro”: a
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História). Salvador: Universidade Federal da Bahia, 2013.
SARTI, Thamires Regina R. M.
Maratonas e rambles: a emergência dos tóxicos como um problema social no início
do século XX. Dissertação (mestrado), Campinas: Universidade Estadual de
Campinas, 2015.
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raças. São Paulo, SP: Companhia das Letras, 1993.
SILVA, Márcia Regina Barros da. O
laboratório e a República: saúde pública, ensino médico e produção de
conhecimento em São Paulo (1891-1933). Rio de Janeiro: Fiocruz, 2014.
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Rio de Janeiro: Outras Letras, 2015.
TORCATO, C. E. M. O judiciário e a
proibição das drogas na Primeira República: o caso do Rio Grande do Sul. In:
VENDRAME, M. I.; MAUCH, C.; MOREIRA, P. R. S. (Eds.). Crime e justiça:
reflexões, fontes e possibilidades de pesquisa. Coleção Estudos Históricos
Latino-Americanos - EHILA. São Leopoldo, RS: Oikos, 2018. p. 352–365.
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