De 25 de julho de 2019, às 19h30; até 25 de julho de 2019, às 21h00.
De 25 de julho de 2019, às 19h30; até 25 de julho de 2019, às 21h00.
Saberes
tradicionais e saberes científicos: Pontos
de aproximação e conflito
O Dialogando com o Folclore é um projeto desenvolvido anualmente pelo Museu do Folclore de São José dos Campos, por meio de cursos e palestras, destinado a estudantes universitários, educadores, pesquisadores e interessados. Tem como objetivo gerar reflexão e diálogo sobre temas importantes ligados aos estudos dos saberes populares. Neste ano, o propósito é oferecer como tema a relação entre as ciências e as tecnologias, com o folclore e a cultura popular, os saberes tradicionais. A ideia central é construir um quadro com várias narrativas, envolvendo experiências de trabalho com saberes de variados matizes. Serão seis encontros realizados de maio a julho, nas seguintes datas: 16 e 30 de maio, 12 e 25 de junho, 11 e 25 de julho, entre 19h30 e 21h30. Eles acontecerão no auditório do Museu Municipal de São José dos Campos (exceto dia 12 de junho, o local ainda será confirmado).
Dia 25 de julho: Palestra
Palestrante: Maria Cândida Moraes
Tema: Ecologia dos Saberes – Novas bases epistemológicas para a religação dos saberes
O que expressa o título Ecologia dos Saberes, como marco teórico e estrutura geradora de novas possibilidades de construção do conhecimento e como fundamento capaz de religar as diferentes dimensões da vida, a multidimensionalidade humana e a diversidade de saberes?
A Ecologia dos Saberes se refere a existência de conhecimentos plurais, destacando a importância do diálogo entre o saber científico e humanístico, entre o saber acadêmico e o saber popular provenientes de outras culturas e a necessidade de confrontar o conhecimento científico com outros tipos de conhecimentos.
Para tanto, é preciso superar as fronteiras disciplinares, destruir as barreiras impostas por uma cultura científica equivocada e reorganizar o pensamento humano para poder ‘ecologizar’ os saberes, o que depende de novos princípios teóricos, de novos instrumentos do pensamento, que levem em conta um enfoque mais unificado e integrador da ciência. Isto porque, o pensamento ‘ecologizado’ é aquele que relaciona, que reintegra, que contextualiza, que percebe que tudo que existe, coexiste e que a tessitura da vida não é apenas uma afirmação religiosa, mas, sobretudo, de natureza científica.
Em realidade, é preciso, urgentemente, ‘ecologizar’ os pensamentos e saberes, colocando na mesma balança os saberes científicos e humanísticos, a racionalidade e a intuição, a imaginação e a sensibilidade. Tudo isto para que seja possível desenvolver novos diálogos entre as ciências e as artes, entre as artes e as tradições, entre a mente e o corpo, unir as diferentes culturas e reinventar novas possibilidades de interações disciplinares, interdisciplinares e transdisciplinares, interações que levem as pessoas a reencontrar o lugar da criação artística e a compartilhar a beleza de uma nova educação.
É preciso reinventar o sopro criativo gerador de esperança, aprender a se reconectar com a fonte que origina todas as coisas, para que seja possível gestar, coletivamente, um novo sonho e uma nova etapa evolutiva da espécie humana.
Perfil: Maria Cândida Moraes
É pesquisadora do CNPq e coordenadora adjunta da Rede Internacional de Ecologia dos Saberes – RIES da Universidade de Barcelona, além de conferencista nacional e internacional, tendo proferido mais de duas centenas de conferências em sua área de atuação; e professora aposentada do Programa de Pós-Graduação em Educação na Universidade Católica de Brasília.
Possui mestrado em ciências pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE/1975), revalidado pela UNICAMP e doutorado em Educação (currículo) pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1996).
Foi pesquisadora do grupo internacional consolidado de pesquisa GIAD da Universidade de Barcelona de 2002 a 2014; pesquisadora-visitante da OEA (em Washington), pesquisadora e professora visitante da Universidade de Barcelona de 2002 a 2015; professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, por mais de 10 anos e assessora de planejamento do Ministério da Educação e do Ministério do Planejamento; pesquisadora da CAPES.
Tem experiência na área de Educação, com ênfase em fundamentos da educação, educação a distância, atuando principalmente nos seguintes temas: epistemologia, didática, paradigma, complexidade, transdisciplinaridade, ecoformação, educação a distância.
Praça Afonso Pena, 29 Centro
São José dos Campos, SP

Museu do Folclore
O Museu do Folclore de São José dos Campos é uma unidade da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, gerido pelo Centro de Estudos da Cultura Popular - CEPC, organização da sociedade civil sem fins lucrativos. O museu foi criado em 1987 e possui, atualmente, mais de 2 mil peças em seu acervo, que identificam as diferentes manifestações da cultura popular do Vale do Paraíba, incluindo as da exposição de longa duração.
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